{"id":16291,"date":"2010-07-29T06:33:52","date_gmt":"2010-07-29T09:33:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=16291"},"modified":"2010-07-29T06:33:52","modified_gmt":"2010-07-29T09:33:52","slug":"neurocientista-brasileiro-recebe-us-25-mi-para-aprofundar-pesquisas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/07\/29\/neurocientista-brasileiro-recebe-us-25-mi-para-aprofundar-pesquisas\/","title":{"rendered":"Neurocientista brasileiro recebe US$ 2,5 mi para aprofundar pesquisas"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Herton Escobar &#8211; O Estado de S.Paulo<\/strong><\/em><\/p>\n<div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/fotos\/vida(5).JPG\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><strong>Dedica\u00e7\u00e3o.<\/strong> <em>Nocolelis faz pesquisa no Instituto Internacional de Neuroci\u00eancia de Natal<\/em> \u00a0 \u00a0<\/p>\n<p>O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis foi um dos escolhidos este ano para receber o pr\u00eamio Pioneiro, um dos mais prestigiados dos Institutos Nacionais de Sa\u00fade dos Estados Unidos (NIH, na sigla em ingl\u00eas). Criado em 2004, o Pioneer Award financia projetos considerados vision\u00e1rios e de alto risco nas \u00e1reas de biomedicina e comportamento.<\/p>\n<p>Nicolelis, professor e pesquisador do Departamento de Neurobiologia da Universidade Duke, na Carolina do Norte, receber\u00e1 US$ 2,5 milh\u00f5es (R$ 4,4 milh\u00f5es) ao longo de cinco anos para aprofundar suas pesquisas sobre o funcionamento do sistema nervoso e a intera\u00e7\u00e3o c\u00e9rebro-m\u00e1quina. O objetivo do pr\u00eamio, segundo o NIH, \u00e9 estimular inova\u00e7\u00f5es futuras e n\u00e3o premiar resultados do passado. &#8220;\u00c9 para fazer coisas do futuro mesmo; n\u00e3o s\u00f3 ci\u00eancia incremental&#8221;, disse Nicolelis ao Estado.<\/p>\n<p><!--more-->Com v\u00e1rios trabalhos pioneiros publicados em revistas internacionais nos \u00faltimos anos, ele desenvolve sistemas que permitem controlar m\u00e1quinas por meio de comandos cerebrais, usando eletrodos implantados no c\u00e9rebro e conectados a um computador.<\/p>\n<p>O objetivo final \u00e9 que pacientes v\u00edtimas de les\u00f5es ou doen\u00e7as neuronais possam controlar rob\u00f4s ? ou qualquer outro aparato eletr\u00f4nico ? apenas com o c\u00e9rebro. Um tetrapl\u00e9gico, por exemplo, poderia controlar um bra\u00e7o rob\u00f3tico para pegar objetos ou escrever textos numa tela usando apenas o pensamento.<\/p>\n<p>Outra estrat\u00e9gia \u00e9 o desenvolvimento de neuropr\u00f3teses, conectadas ao c\u00e9rebro, que poderiam ser vestidas pelo paciente.<\/p>\n<p>Avatar. Resultados experimentais promissores j\u00e1 foram obtidos com seres humanos, mas o aparato ainda era grande e complexo demais. O desafio \u00e9 tornar o sistema mais seguro, din\u00e2mico e pr\u00e1tico, para que possa ser aplicado clinicamente.<\/p>\n<p>A pesquisa, no momento, est\u00e1 sendo feita com macacos resos, inseridos em um ambiente virtual, no qual eles podem manipular objetos e interagir com outros macacos digitais (avatares), usando apenas comandos cerebrais. &#8220;Eles se relacionam com os avatares como se fossem macacos da mesma col\u00f4nia&#8221;, diz Nicolelis. Os comandos nervosos s\u00e3o transmitidos por telemetria (wireless) dos eletrodos no c\u00e9rebro para um computador, que registra tudo e controla o que acontece no mundo digital.<\/p>\n<p>&#8220;Com o dinheiro do pr\u00eamio, queremos desenvolver um sistema que possa ser carregado todo dentro de uma mochila&#8221;, diz o cientista. Toda a tecnologia usada nos experimentos \u00e9 desenvolvida no pr\u00f3prio laborat\u00f3rio. O sistema consegue captar os impulsos de quase mil neur\u00f4nios.&#8221;Achamos que com 20 mil a 30 mil neur\u00f4nios j\u00e1 ser\u00e1 poss\u00edvel controlar uma pr\u00f3tese de corpo inteiro&#8221;, prev\u00ea.<\/p>\n<p>Nicolelis tem tamb\u00e9m v\u00e1rios projetos no Brasil. O principal deles \u00e9 o Instituto Internacional de Neuroci\u00eancias de Natal Edmond e Lily Safra, que ele fundou em 2004. O dinheiro do pr\u00eamio, por\u00e9m, s\u00f3 poder\u00e1 ser usado na Universidade Duke, que receber\u00e1 outro US$ 1,25 milh\u00e3o para dar suporte \u00e0 pesquisa com infraestrutura e equipamentos.<\/p>\n<p>Cerca de 15 cientistas recebem o pr\u00eamio anualmente, ap\u00f3s um rigoroso processo de sele\u00e7\u00e3o. Segundo a Duke, Nicolelis \u00e9 o primeiro brasileiro agraciado.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Herton Escobar &#8211; O Estado de S.Paulo Dedica\u00e7\u00e3o. Nocolelis faz pesquisa no Instituto Internacional de Neuroci\u00eancia de Natal \u00a0 \u00a0 O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis foi um dos escolhidos este ano para receber o pr\u00eamio Pioneiro, um dos mais prestigiados dos Institutos Nacionais de Sa\u00fade dos Estados Unidos (NIH, na sigla em ingl\u00eas). Criado em 2004, o Pioneer Award financia projetos considerados vision\u00e1rios e de alto risco nas \u00e1reas de biomedicina e comportamento. 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