{"id":16211,"date":"2010-07-27T14:26:11","date_gmt":"2010-07-27T17:26:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=16211"},"modified":"2010-07-27T14:26:33","modified_gmt":"2010-07-27T17:26:33","slug":"paralisacao-de-professores-deixa-mais-de-um-milhao-de-alunos-sem-aulas-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/07\/27\/paralisacao-de-professores-deixa-mais-de-um-milhao-de-alunos-sem-aulas-na-bahia\/","title":{"rendered":"Paralisa\u00e7\u00e3o de professores deixa mais de um milh\u00e3o de alunos sem aulas na Bahia"},"content":{"rendered":"<div id=\"credito-texto\">\n<div id=\"autor\"><strong><em>Heliana Fraz\u00e3o<br \/>\nEspecial para o UOL Educa\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/div>\n<div id=\"local-noticia\"><strong><em>Em Salvador<\/em><\/strong><\/div>\n<\/div>\n<p>Professores da rede baiana de ensino estadual e docentes da rede municipal de Salvador est\u00e3o com as atividades suspensas nesta ter\u00e7a-feira, 27. Ambos os grupos reivindicam aumento salarial. No caso da capital, os professores pedem a aprecia\u00e7\u00e3o pela C\u00e2mara Municipal, da proposta de reajuste da categoria encaminhada pelo prefeito Jo\u00e3o Henrique no \u00faltimo dia 21 de julho. J\u00e1 os docentes estaduais exigem da Justi\u00e7a celeridade no julgamento URV (Unidade Real de Valor). A categoria alega que por ocasi\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o do Real, em 1994, sofreu perda salarial de 11,98%.<\/p>\n<p>Juntos, Estado e munic\u00edpio atendem 1.250.000 alunos dos ensinos fundamental e m\u00e9dio, em 1.962 escolas.<\/p>\n<p>Os professores da rede municipal querem a aprova\u00e7\u00e3o do reajuste que varia entre 11% e 17%. Conforme o Sindicato dos Trabalhadores em Educa\u00e7\u00e3o no Estado da Bahia (APLB-Sindicato), caso o aumento salarial n\u00e3o seja aprovado na vota\u00e7\u00e3o que deve acontecer nesta tarde, a categoria permanecer\u00e1 com os bra\u00e7os cruzados e voltar\u00e1 a se reunir em assembleia na quinta-feira, 29, para discutir os rumos do movimento iniciado na segunda-feira, 26. \u201cOs professores somente voltar\u00e3o \u00e0s salas de aula ap\u00f3s aprova\u00e7\u00e3o do reajuste\u201d, garante a diretora da APLB, Elza Souza.<!--more--><\/p>\n<p>Na tarde de ontem, os educadores deixaram a C\u00e2mara decepcionados. N\u00e3o houve qu\u00f3rum suficiente para a realiza\u00e7\u00e3o da sess\u00e3o ordin\u00e1ria, que requer em plen\u00e1rio pelo menos 14 vereadores. Apenas dois deles compareceram. A expectativa \u00e9 de nesta tarde um n\u00famero maior de vereadores esteja presente, assegurando a aprecia\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria, como prev\u00ea e o l\u00edder do governo na Casa, Pedro Godinho.<\/p>\n<p>De acordo com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de comunica\u00e7\u00e3o da Secretaria Municipal da Educa\u00e7\u00e3o, Cultura, Esporte e Lazer (Secult), agora cabe \u00e0 C\u00e2mara de Vereadores a aprova\u00e7\u00e3o do reajuste salarial, j\u00e1 que a mensagem do acordo firmado entre a Secult e a APLB Sindicato j\u00e1 foi enviada ao Legislativo. \u201cO que cabia \u00e0 secretaria j\u00e1 foi feito, agora \u00e9 aguardar uma posi\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara\u201d, informou a assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da Secult.<\/p>\n<p>J\u00e1 na rede estadual, a paralisa\u00e7\u00e3o \u00e9 por 24 horas. Pela manh\u00e3 os docentes realizaram uma mobiliza\u00e7\u00e3o em frente \u00e0 sede do F\u00f3rum Ruy Barbosa, no Campo da P\u00f3lvora, apesar da chuva que caiu no per\u00edodo. Al\u00e9m dos profissionais da educa\u00e7\u00e3o da capital, tamb\u00e9m estiveram presentes professores do interior do Estado. Gritando palavras-de-ordem, eles cobravam agilidade na tramita\u00e7\u00e3o do processo, que transita na 6\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica. Em abril o Estado recorreu da senten\u00e7a, que j\u00e1 era favor\u00e1vel aos servidores.<\/p>\n<p>De acordo com o diretor da APLB, Jorge Carneiro, \u201cdesde de junho de 2004 os professores aguardam pela libera\u00e7\u00e3o dessa diferen\u00e7a nos sal\u00e1rios\u201d, que ele considera justa. Foi naquele ano que a categoria ingressou com o processo na Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Segundo ele, no Estado, n\u00e3o se trata de greve, mas de paralisa\u00e7\u00e3o definida desde a \u00faltima assembleia da categoria, em junho. \u201cNo m\u00eas passado fizemos uma paralisa\u00e7\u00e3o de 24 horas, agora realizamos outra, e temos uma terceira agendada para o m\u00eas de agosto, em data ainda a ser definida\u201d. Entretanto, ele observa que o foco da terceira mobiliza\u00e7\u00e3o vai depender do que acontecer at\u00e9 l\u00e1. \u201cCaso a Justi\u00e7a decida julgar o processo a favor do pagamento, voltaremos a nossa press\u00e3o para o Estado\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Tanto as secretarias de Educa\u00e7\u00e3o do Estado, quanto da prefeitura, n\u00e3o souberam informar se h\u00e1 escolas funcionando.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Heliana Fraz\u00e3o Especial para o UOL Educa\u00e7\u00e3o Em Salvador Professores da rede baiana de ensino estadual e docentes da rede municipal de Salvador est\u00e3o com as atividades suspensas nesta ter\u00e7a-feira, 27. Ambos os grupos reivindicam aumento salarial. No caso da capital, os professores pedem a aprecia\u00e7\u00e3o pela C\u00e2mara Municipal, da proposta de reajuste da categoria encaminhada pelo prefeito Jo\u00e3o Henrique no \u00faltimo dia 21 de julho. J\u00e1 os docentes estaduais exigem da Justi\u00e7a celeridade no julgamento URV (Unidade Real de Valor). A categoria alega que por ocasi\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o do Real, em 1994, sofreu perda salarial de 11,98%. 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