{"id":15524,"date":"2010-07-15T06:47:46","date_gmt":"2010-07-15T09:47:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=15524"},"modified":"2010-07-15T06:47:46","modified_gmt":"2010-07-15T09:47:46","slug":"argentina-aprova-casamento-entre-pessoas-do-mesmo-sexo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/07\/15\/argentina-aprova-casamento-entre-pessoas-do-mesmo-sexo\/","title":{"rendered":"Argentina aprova casamento entre pessoas do mesmo sexo"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>BBC Brasil\/O Globo<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Ap\u00f3s catorze horas de debates, os senadores argentinos ratificaram, na madrugada desta quinta-feira, o projeto de lei que autoriza o casamento entre pessoas do mesmo sexo no pa\u00eds.<\/p>\n<p>A vota\u00e7\u00e3o foi apertada, com 33 votos a favor e 27 contra. Com isso, a Argentina passa a ser o primeiro pa\u00eds da Am\u00e9rica Latina a autorizar o casamento gay.<\/p>\n<p>O texto j\u00e1 tinha sido aprovado, no m\u00eas passado, pela C\u00e2mara dos Deputados. O projeto depende, agora, da san\u00e7\u00e3o da presidente Cristina Kirchner para virar lei. Mas ela j\u00e1 sinalizou que dever\u00e1 sancionar a medida.<\/p>\n<p>A cidade de Buenos Aires j\u00e1 permitia a uni\u00e3o civil entre pessoas do mesmo sexo, o que dava aos casais gays alguns direitos municipais iguais aos dos casais heterossexuais.<\/p>\n<p><!--more-->Com o casamento, por\u00e9m, casais homossexuais que se casem em qualquer lugar do pa\u00eds ter\u00e3o todos os direitos iguais aos casais formados por homem e mulher, incluindo direito \u00e0 ado\u00e7\u00e3o e a heran\u00e7a.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica Latina, o Uruguai e a cidade do M\u00e9xico j\u00e1 tem leis permitindo a uni\u00e3o civil entre homossexuais, mas a lei argentina \u00e9 a primeira a permitir o casamento, seguindo outros pa\u00edses como Portugal, Espanha, Holanda, B\u00e9lgica, Noruega, Su\u00e9cia, Isl\u00e2ndia, Canad\u00e1 e \u00c1frica do Sul.<\/p>\n<p>Comemora\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Durante a madrugada, a san\u00e7\u00e3o presidencial era considerada fato consumado nas televis\u00f5es argentinas, que anunciaram que o &#8220;Senado transformou casamento gay em lei&#8221;.<\/p>\n<p>Apesar do frio de 3\u00baC, simpatizantes da iniciativa, com bandeiras e bal\u00f5es brancos, permaneceram em frente ao Congresso Nacional, ao ar livre, at\u00e9 o fim da vota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o resultado, eles continuaram no local, dan\u00e7ando e cantando, comemorando a aprova\u00e7\u00e3o do texto.<\/p>\n<p>O projeto de lei vinha gerando fortes disputas entre o governo e a Igreja Cat\u00f3lica e motivou protestos contra e a favor da medida.<\/p>\n<p>Na v\u00e9spera da vota\u00e7\u00e3o no Senado, cerca de 60 mil pessoas, segundo c\u00e1lculos da pol\u00edcia, realizaram uma manifesta\u00e7\u00e3o em frente o Parlamento.<\/p>\n<p>A manifesta\u00e7\u00e3o tinha sido convocada pela Igreja Cat\u00f3lica e por grupos evang\u00e9licos. Eles levaram bal\u00f5es laranja e faixas que diziam: &#8220;As crian\u00e7as t\u00eam direito a uma m\u00e3e e um pai&#8221;.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dias, padres de diferentes pontos do pa\u00eds leram, durante as missas, um documento defendendo &#8220;o bem inalter\u00e1vel do casamento e da fam\u00edlia&#8221;.<\/p>\n<p>Apoio<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m na v\u00e9spera da vota\u00e7\u00e3o no Senado, mil pessoas se reuniram em outro ponto conhecido da cidade, em frente ao Obelisco, com vuvuzelas e panela\u00e7os, em apoio ao projeto.<\/p>\n<p>Dias antes, simpatizantes j\u00e1 tinham realizado manifesta\u00e7\u00e3o a favor do casamento em frente ao Congresso. Eles levavam cartazes que diziam: &#8220;O mesmo amor, os mesmos direitos&#8221;.<\/p>\n<p>A postura da Igreja Cat\u00f3lica levou a presidente a declarar que &#8220;o discurso da igreja recorda os tempos da inquisi\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>O l\u00edder do governo no Senado, senador Miguel Pichetto, disse, durante os debates no Senado: &#8220;Aqui n\u00e3o haver\u00e1 mais casamentos do mesmo sexo s\u00f3 porque aprovamos esta lei. O objetivo desta norma \u00e9 eliminar a discrimina\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>A senadora Maria Eugenia Estenssoro, da opositora Coalici\u00f3n C\u00edvica, argumentou que o projeto \u00e9 &#8220;necess\u00e1rio&#8221; para os casais do mesmo sexo. &#8220;Esta lei permitir\u00e1 que os homossexuais possam assumir publicamente suas rela\u00e7\u00f5es&#8221;, disse ela.<\/p>\n<p>Outro l\u00edder opositor, o ex-presidente e senador Adolfo Rodr\u00edguez Sa\u00e1, de uma ala dissidente do peronismo, afirmou ser contra o casamento gay e a favor da uni\u00e3o civil entre as pessoas do mesmo sexo.<\/p>\n<p>&#8220;Aqui \u00e9 tudo ou nada. Com a uni\u00e3o civil poder\u00edamos resolver esta quest\u00e3o e encontrar um caminho de unidade para a sociedade argentina. Mas existem setores fundamentalistas que querem irritar e dividir a sociedade argentina&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>O senador socialista Rub\u00e9n Giustiniani, que votou a favor da lei, disse que o perfil da sociedade argentina mudou e por isso era o momento da aprova\u00e7\u00e3o do texto.<\/p>\n<p>Segundo ele, dados oficiais indicam que 59% das fam\u00edlias argentinas j\u00e1 n\u00e3o atendem ao perfil tradicional de pai, m\u00e3e e filhos. Mas de m\u00e3es solteiras, casais separados e casais homossexuais.<\/p>\n<p>Para o senador opositor Gerardo Morales, da UCR, apesar das pol\u00eamicas e disputas, &#8220;ganhou o debate cultural&#8221; no pa\u00eds, diante da participa\u00e7\u00e3o da sociedade na discuss\u00e3o.<\/p>\n<p><!-- google_ad_section_end --><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BBC Brasil\/O Globo Ap\u00f3s catorze horas de debates, os senadores argentinos ratificaram, na madrugada desta quinta-feira, o projeto de lei que autoriza o casamento entre pessoas do mesmo sexo no pa\u00eds. A vota\u00e7\u00e3o foi apertada, com 33 votos a favor e 27 contra. Com isso, a Argentina passa a ser o primeiro pa\u00eds da Am\u00e9rica Latina a autorizar o casamento gay. O texto j\u00e1 tinha sido aprovado, no m\u00eas passado, pela C\u00e2mara dos Deputados. O projeto depende, agora, da san\u00e7\u00e3o da presidente Cristina Kirchner para virar lei. 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