{"id":15446,"date":"2010-07-13T17:04:58","date_gmt":"2010-07-13T20:04:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=15446"},"modified":"2010-07-13T17:04:58","modified_gmt":"2010-07-13T20:04:58","slug":"brasil-deve-eliminar-miseria-ate-2016-diz-ipea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/07\/13\/brasil-deve-eliminar-miseria-ate-2016-diz-ipea\/","title":{"rendered":"Brasil deve eliminar mis\u00e9ria at\u00e9 2016, diz Ipea"},"content":{"rendered":"<p>Alexandre Rodrigues, da Ag\u00eancia Estado\u00a0\u00a0<\/p>\n<div>\n<div>RIO &#8211; O Brasil eliminar\u00e1 a mis\u00e9ria e reduzir\u00e1 a pobreza a apenas 4% da popula\u00e7\u00e3o at\u00e9 2016. \u00c9 o que projeta estudo divulgado nesta ter\u00e7a-feira, 13, pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"pCorpoMateria\">\n<p>O trabalho mostra que, entre 1995 e 2008, 12,8 milh\u00f5es de brasileiros sa\u00edram da condi\u00e7\u00e3o de pobreza absoluta (caracterizada por renda domiciliar mensal per capita de at\u00e9 meio sal\u00e1rio m\u00ednimo). J\u00e1 no caso da pobreza extrema (renda per capita de at\u00e9 um quarto do sal\u00e1rio m\u00ednimo), o contingente que deixou essa condi\u00e7\u00e3o no mesmo per\u00edodo foi de 12,1 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros representaram uma queda de 33,6% na taxa de pobreza absoluta, que ficou em 28,8% da popula\u00e7\u00e3o em 2008. J\u00e1 a propor\u00e7\u00e3o de miser\u00e1veis, estimada em 10,5% da popula\u00e7\u00e3o em 2008, reduziu quase 50% em rela\u00e7\u00e3o a 1995. A velocidade dessa queda da pobreza desde a estabilidade econ\u00f4mica proporcionada pelo Plano Real e a acelera\u00e7\u00e3o desse ritmo identificada pelo Ipea no governo Lula (2003-2008) permitiram aos autores do trabalho projetar a redu\u00e7\u00e3o a zero da pobreza extrema no Pa\u00eds em quatro anos, al\u00e9m de uma queda vertiginosa da chamada pobreza absoluta<\/p>\n<p>O trabalho &#8220;Dimens\u00e3o, evolu\u00e7\u00e3o e proje\u00e7\u00e3o da pobreza por regi\u00e3o e por estado no Brasil&#8221; foi publicado no n\u00famero 58 da publica\u00e7\u00e3o Comunicados do Ipea.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/economia.estadao.com.br\/EN\/img\/barra\/info_pobreza_ipea.gif\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><strong>Distribui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Embora os \u00edndices de pobreza no Brasil tenham experimentado queda mais acelerada nos \u00faltimos anos, a melhoria das condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas da popula\u00e7\u00e3o desde o Plano Real n\u00e3o teve uma distribui\u00e7\u00e3o uniforme entre as regi\u00f5es do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Enquanto a taxa de pobreza absoluta caiu 33,6% entre 1995 e 2008 em todo o Pa\u00eds, a redu\u00e7\u00e3o foi de apenas 12,7% na regi\u00e3o Centro-Oeste. J\u00e1 a queda da taxa de pobreza extrema, cuja m\u00e9dia nacional reduziu 49,8% no per\u00edodo, foi reduzida em apenas 22,8% na Regi\u00e3o Norte. J\u00e1 a Regi\u00e3o Sul teve resultados bem acima da m\u00e9dia nacional nos dois casos: queda de 47,1% da pobreza absoluta e 59,6% da extrema.<!--more--><\/p>\n<p>Segundo o Ipea, os dados mostram que a redu\u00e7\u00e3o da pobreza n\u00e3o tem uma rela\u00e7\u00e3o direta apenas com o crescimento econ\u00f4mico. A regi\u00e3o Centro-Oeste, que teve a menor queda na propor\u00e7\u00e3o de brasileiros com renda per capita abaixo de meio sal\u00e1rio m\u00ednimo (pobreza absoluta), registrou no per\u00edodo estudado a melhor m\u00e9dia do Pa\u00eds de expans\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB) por habitante: m\u00e9dia de crescimento anual de 5,3%.<\/p>\n<p>Por outro lado, o Sul reduziu a pobreza em maior propor\u00e7\u00e3o, mesmo tendo registrado o menor ritmo de crescimento do PIB por habitante entre as regi\u00f5es: 2,3% anuais. &#8220;O crescimento econ\u00f4mico, ainda que indispens\u00e1vel, n\u00e3o se mostra suficiente para elevar o padr\u00e3o de vida de todos os brasileiros. A experi\u00eancia recente do Pa\u00eds permite observar que as regi\u00f5es com maior expans\u00e3o econ\u00f4mica n\u00e3o foram necessariamente as que mais reduziram a pobreza e a desigualdade&#8221;, diz o estudo do Ipea, que sugere a combina\u00e7\u00e3o entre crescimento e pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para o combate \u00e0 pobreza.<\/p>\n<p>De acordo com as proje\u00e7\u00f5es do Ipea com base no ritmo da redu\u00e7\u00e3o da pobreza no governo Lula (2003-2008), o Paran\u00e1 poder\u00e1 se tornar o primeiro estado brasileiro a erradicar a pobreza absoluta j\u00e1 em 2013. A mesma condi\u00e7\u00e3o j\u00e1 poderia ser alcan\u00e7ada no ano seguinte por S\u00e3o Paulo. Em 2015, a pobreza estaria eliminada no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal.<\/p>\n<p>J\u00e1 entre os Estados em que o desafio \u00e9 maior para que a m\u00e9dia nacional da taxa de pobreza absoluta fique em 4% da popula\u00e7\u00e3o em 2016, como projeta o estudo, est\u00e3o Alagoas, Maranh\u00e3o, Pernambuco, Para\u00edba e Piau\u00ed. Nestes estados, a taxa de pobreza absoluta ainda estava acima de 50% da popula\u00e7\u00e3o em 2008.<\/p>\n<p>J\u00e1 a condi\u00e7\u00e3o de pobreza extrema, que caracteriza a mis\u00e9ria de fam\u00edlias com rendimento per capita abaixo de um quarto de sal\u00e1rio m\u00ednimo, ser\u00e1 eliminada em todo o Pa\u00eds at\u00e9 2016, segundo o Ipea. No entanto, o estudo prev\u00ea que os Estados de Santa Catarina e Paran\u00e1 superar\u00e3o essa condi\u00e7\u00e3o j\u00e1 em 2012. No ano seguinte, atingiriam o mesmo objetivo Goi\u00e1s, Esp\u00edrito Santo e Minas Gerais. Em 2014, a mis\u00e9ria seria eliminada em Estados como S\u00e3o Paulo e Mato Grosso.<\/p>\n<p>&#8220;Mas para que essa proje\u00e7\u00e3o se torne realidade, os Estados ter\u00e3o de apresentar ritmos diferenciados de redu\u00e7\u00e3o da mis\u00e9ria, uma vez que registram enorme assimetrias taxas atuais de pobrezas extremas, como se pode observar entre Alagoas (32,3%) e Santa Catarina (2,8%)&#8221;, diz um trecho do estudo.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alexandre Rodrigues, da Ag\u00eancia Estado\u00a0\u00a0 RIO &#8211; O Brasil eliminar\u00e1 a mis\u00e9ria e reduzir\u00e1 a pobreza a apenas 4% da popula\u00e7\u00e3o at\u00e9 2016. \u00c9 o que projeta estudo divulgado nesta ter\u00e7a-feira, 13, pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). O trabalho mostra que, entre 1995 e 2008, 12,8 milh\u00f5es de brasileiros sa\u00edram da condi\u00e7\u00e3o de pobreza absoluta (caracterizada por renda domiciliar mensal per capita de at\u00e9 meio sal\u00e1rio m\u00ednimo). 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