{"id":15141,"date":"2010-07-08T14:50:43","date_gmt":"2010-07-08T17:50:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=15141"},"modified":"2010-07-08T14:50:43","modified_gmt":"2010-07-08T17:50:43","slug":"fmi-eleva-projecao-de-crescimento-do-brasil-para-71","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/07\/08\/fmi-eleva-projecao-de-crescimento-do-brasil-para-71\/","title":{"rendered":"FMI eleva proje\u00e7\u00e3o de crescimento do Brasil para 7,1%"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Alessandra Corr\u00eaa, da BBC<\/strong><\/em>\u00a0\u00a0<\/p>\n<div id=\"pCorpoMateria\">\n<p>WASHINGTON &#8211; O FMI (Fundo Monet\u00e1rio Internacional) revisou para cima sua previs\u00e3o de crescimento do Brasil neste ano. Segundo a mais recente vers\u00e3o do relat\u00f3rio World Economic Outlook (Perspectivas da Economia Mundial), divulgado nesta quinta-feira, a economia brasileira deve crescer 7,1%, aumento de 1,6 ponto porcentual em rela\u00e7\u00e3o ao documento anterior, publicado em abril.<\/p>\n<div>A previs\u00e3o \u00e9 um pouco menor do que as proje\u00e7\u00f5es do mercado brasileiro. O \u00faltimo relat\u00f3rio Focus do Banco Central, publicado na segunda-feira, prev\u00ea avan\u00e7o de 7,2%.<\/div>\n<p>Para 2011, a previs\u00e3o do Fundo \u00e9 de avan\u00e7o de 4,2% no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, aumento de 0,1 ponto porcentual em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 proje\u00e7\u00e3o anterior.<!--more--><\/p>\n<p><strong>Superaquecimento<\/strong><\/p>\n<p>Em seu relat\u00f3rio de abril, o FMI previa crescimento de 5,5% para a economia brasileira em 2010 e alertava para o risco de superaquecimento em pa\u00edses como o Brasil. Na nova edi\u00e7\u00e3o, o Brasil n\u00e3o \u00e9 citado especificamente, mas o risco de superaquecimento volta a ser mencionado, em um trecho sobre o risco de que medidas de ajuste fiscal nas economias avan\u00e7adas acabem prejudicando a recupera\u00e7\u00e3o global.<\/p>\n<p>&#8220;Esses riscos ao crescimento nas economias avan\u00e7adas tamb\u00e9m complicam a gest\u00e3o macroecon\u00f4mica em algumas das principais economias emergentes de r\u00e1pido crescimento da \u00c1sia e da Am\u00e9rica Latina, que enfrentam alguns riscos de superaquecimento&#8221;, diz o texto.<\/p>\n<p>No geral, a previs\u00e3o do FMI para as economias emergentes e em desenvolvimento \u00e9 de crescimento de 6,8% neste ano, aumento de 0,5 ponto porcentual em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 proje\u00e7\u00e3o de abril. A previs\u00e3o de crescimento para esses pa\u00edses em 2011 foi reduzida em 0,1 ponto porcentual, passando para 6,4%.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio diz, por\u00e9m, que h\u00e1 grande varia\u00e7\u00e3o no desempenho desses pa\u00edses, com as principais economias emergentes da \u00c1sia e da Am\u00e9rica Latina encabe\u00e7ando a recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O FMI tamb\u00e9m prev\u00ea aumento da infla\u00e7\u00e3o nos pa\u00edses emergentes e em desenvolvimento. A previs\u00e3o \u00e9 de 6,3% em 2010 e de 5% em 2011.<\/p>\n<p><strong>Pol\u00edtica fiscal e monet\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Ao mesmo tempo que alerta para o risco de ajustes fiscais muito dr\u00e1sticos em alguns pa\u00edses afetarem a recupera\u00e7\u00e3o global, o Fundo diz que economias avan\u00e7adas e emergentes que apresentam r\u00e1pido crescimento podem come\u00e7ar a implementar pol\u00edticas restritivas imediatamente. Segundo o FMI, em alguns desses pa\u00edses \u00e9 mais recomend\u00e1vel recorrer \u00e0 pol\u00edtica fiscal, e n\u00e3o \u00e0 monet\u00e1ria.<\/p>\n<p>&#8220;Em algumas dessas economias, talvez seja prefer\u00edvel utilizar a pol\u00edtica fiscal em vez da pol\u00edtica monet\u00e1ria para conter as press\u00f5es de demanda caso condi\u00e7\u00f5es monet\u00e1rias mais restritivas possam agravar as press\u00f5es derivadas da entrada de capital&#8221;, diz o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>&#8220;Em contraste, nas economias com super\u00e1vits externos excessivos e n\u00edveis de d\u00edvida relativamente baixos, a contra\u00e7\u00e3o fiscal deveria dar lugar \u00e0 restri\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e ao ajuste da taxa de c\u00e2mbio, para facilitar o necess\u00e1rio reequil\u00edbrio da demanda interna&#8221;, afirma o documento.<\/p>\n<p>Segundo o FMI, algumas das principais economias emergentes de r\u00e1pido crescimento, &#8220;confrontadas com um aumento da infla\u00e7\u00e3o e das press\u00f5es sobre os pre\u00e7os dos ativos, adotaram, acertadamente, uma pol\u00edtica monet\u00e1ria mais restritiva&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Mas a\u00e7\u00f5es de pol\u00edtica monet\u00e1ria devem adaptar-se \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o em ambas as dire\u00e7\u00f5es. Especialmente, caso os riscos ao crescimento global se materializem, poder\u00e1 ser necess\u00e1ria uma r\u00e1pida mudan\u00e7a nessas pol\u00edticas&#8221;, diz o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p><em>BBC Brasil &#8211; Todos os direitos reservados. \u00c9 proibido todo tipo de reprodu\u00e7\u00e3o sem autoriza\u00e7\u00e3o por escrito da BBC.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alessandra Corr\u00eaa, da BBC\u00a0\u00a0 WASHINGTON &#8211; O FMI (Fundo Monet\u00e1rio Internacional) revisou para cima sua previs\u00e3o de crescimento do Brasil neste ano. Segundo a mais recente vers\u00e3o do relat\u00f3rio World Economic Outlook (Perspectivas da Economia Mundial), divulgado nesta quinta-feira, a economia brasileira deve crescer 7,1%, aumento de 1,6 ponto porcentual em rela\u00e7\u00e3o ao documento anterior, publicado em abril. A previs\u00e3o \u00e9 um pouco menor do que as proje\u00e7\u00f5es do mercado brasileiro. 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