{"id":1471,"date":"2010-03-02T10:24:04","date_gmt":"2010-03-02T13:24:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=1471"},"modified":"2010-03-02T10:24:04","modified_gmt":"2010-03-02T13:24:04","slug":"raios-matam-13-mil-pessoas-em-dez-anos-segundo-instituto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/03\/02\/raios-matam-13-mil-pessoas-em-dez-anos-segundo-instituto\/","title":{"rendered":"Raios matam 1,3 mil pessoas em dez anos, segundo instituto"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"raios\" src=\"http:\/\/g1.globo.com\/Noticias\/Brasil\/foto\/0,,36758167-FMMP,00.jpg\" alt=\"\" width=\"270\" height=\"169\" \/><\/p>\n<p>De 2000 a 2009, 1.321 pessoas morreram atingidas por raios no Brasil, segundo levantamento do Grupo de Eletricidade Atmosf\u00e9rica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O estudo, in\u00e9dito no pa\u00eds, aponta para a m\u00e9dia de 132 mortes por ano.<\/p>\n<p>Na quarta-feira (24), um raio que caiu em um terreno na cidade de S\u00e3o Joaquim do Monte (PE) provocou a morte de um agricultor. Outras duas pessoas ficaram feridas. <!--more--><br \/>\nDo total de mortes registradas pelo Elat, 81% foram de homens e 19% de mulheres. \u201cOs homens est\u00e3o, em geral, mais expostos, praticam mais atividades ao ar livre do que as mulheres. As mulheres n\u00e3o atuam com tanta frequ\u00eancia na agricultura e constru\u00e7\u00e3o civil, por exemplo. A mesma coisa acontece com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 idade das v\u00edtimas. H\u00e1 mais mortes na idade adulta, porque crian\u00e7as e idosos ficam mais em casa, menos expostos\u201d, diz ao <strong>G1<\/strong> Osmar Pinto Junior, coordenador do Elat\/Inpe. A probabilidade de ser atingido por um raio quando jovem ou adulto \u00e9 o dobro da de uma crian\u00e7a ou idoso, segundo o Inpe.<\/p>\n<p>O levantamento aponta ainda que, nos \u00faltimos dez anos,\u00a0o Sudeste foi a regi\u00e3o onde mais pessoas morreram (29%), seguido pelo Centro-Oeste (19%), Norte (18%), Nordeste (18%) e Sul (17%). J\u00e1 se considerada a popula\u00e7\u00e3o de cada regi\u00e3o, as chances de ser atingido por um raio \u00e9 maior no Centro-Oeste (22 em um milh\u00e3o) e menor no Nordeste (5 em um milh\u00e3o).<\/p>\n<p>\u201cQuando se fala em probabilidade de ser atingido por um raio, deve-se levar em considera\u00e7\u00e3o uma s\u00e9rie de fatores combinados, entre eles a quantidade de raios que atinge cada regi\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o residente na \u00e1rea, o grau de exposi\u00e7\u00e3o das pessoas, se predominam atividades rurais ou urbanas, entre outras vari\u00e1veis\u201d, afirma o especialista. Pinto Junior explica que em \u00e1reas com grande incid\u00eancia de raios, poucos moradores e predom\u00ednio de atividades econ\u00f4micas a c\u00e9u aberto h\u00e1 maior probabilidade de ser atingido por um raio.<\/p>\n<p>Em termos de estados, a probabilidade mais alta de ser atingido por um raio \u00e9 no Tocantins (46 em um milh\u00e3o), seguida por Mato Grosso do Sul (43 em um milh\u00e3o). As menores probabilidades de ser atingido por um raio est\u00e3o nos estados da Para\u00edba e Sergipe (um em um milh\u00e3o), desconsiderando o Amap\u00e1, onde n\u00e3o houve registros de mortes. Em S\u00e3o Paulo, a probabilidade de ser atingido por um raio \u00e9 de seis em um milh\u00e3o. Em todo o pa\u00eds, a probabilidade \u00e9 de oito em um milh\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0De acordo com o Elat, foram analisados dados do Inpe\/Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia, Departamento de Informa\u00e7\u00f5es e An\u00e1lise Epidemiol\u00f3gica (CGIAE) do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, Defesa Civil, e Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/g1.globo.com\/Noticias\/Brasil\/foto\/0,,36758274-FMM,00.jpg\" alt=\"Foto: Arte\/G1\" width=\"595\" height=\"424\" \/><\/div>\n<h4>( Arte\/G1)<\/h4>\n<\/div>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0<strong>Expostos aos raios<\/strong><\/p>\n<p>A maior parte das mortes causadas por raios, de acordo com a pesquisa, ocorre na zona rural (61%), contra 26% na zona urbana, 8% no litoral e 5% em rodovias. Considerando as popula\u00e7\u00f5es urbana e rural em todo o pa\u00eds, a probabilidade de ser atingido no meio rural \u00e9 dez vezes maior do que na zona urbana.<br \/>\nA circunst\u00e2ncia mais comum associada \u00e0 morte por raio \u00e9 a atividade agropecu\u00e1ria (19%), seguida por atividades realizadas pr\u00f3ximo a meios de transportes (14%), dentro de casa (14%), embaixo de \u00e1rvores (12%) e em campos de futebol (10%).\u00a0<br \/>\n\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p><strong>Como prevenir<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Pinto Junior, ser atingido por um raio n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de sorte ou azar. Isso\u00a0em pelo menos 90% dos casos. \u201cA principal conclus\u00e3o da pesquisa \u00e9 que\u00a090% das mortes n\u00e3o foram fatalidade. Foram quest\u00f5es de falta de informa\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<br \/>\nO lugar mais seguro para ficar em caso de raios \u00e9 dentro de um objeto met\u00e1lico fechado, como um carro ou avi\u00e3o. Permanecer do lado de fora desses ve\u00edculos, encostado\u00a0ou perto, \u00e9 um dos\u00a0maiores riscos. &#8220;Um objeto met\u00e1lico grande atrai raios, por isso \u00e9 perigoso ficar perto deles. Entretanto, ficar dentro desses ve\u00edculos \u00e9 seguro porque os raios n\u00e3o conseguem penetrar a estrutura met\u00e1lica&#8221;, diz.<br \/>\nSe voc\u00ea est\u00e1 ao ar livre e nota ind\u00edcios de tempestades (trov\u00f5es e um vento gelado t\u00edpico), pare e busque abrigo em um carro ou resid\u00eancia. Caso n\u00e3o seja poss\u00edvel, fique atento e evite ficar perto de\u00a0\u00e1gua e de\u00a0objetos altos e\/ou met\u00e1licos \u2013 \u00e1rvores, tratores, postes, enxadas e\u00a0p\u00e1s, por exemplo.<\/p>\n<p>Dentro de casa, onde ocorrem 15% das mortes, evite contato com tudo que envolve eletricidade. N\u00e3o tome banho\u00a0em chuveiros el\u00e9tricos e saia de perto de\u00a0geladeiras, tomadas, telefones com fio e\u00a0at\u00e9 mesmo celulares ligados \u00e0 rede\u00a0pelo carregador durante tempestades.<br \/>\n\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p><strong>Origem dos raios<\/strong><\/p>\n<p>Estudos demonstram que o aquecimento global pode levar ao aumento na incid\u00eancia de raios, em todo o mundo.\u00a0\u00c9 o calor que leva umidade do ar para a atmosfera, e esse calor d\u00e1 origem \u00e0s descargas el\u00e9tricas. Por isso, de acordo com o\u00a0Elat, 77% das mortes no Brasil, nos \u00faltimos dez anos, ocorreram no ver\u00e3o e na primavera, per\u00edodo do ano em que\u00a0ocorrem cerca de 80% dos raios no pa\u00eds e quando o calor \u00e9 mais intenso.<\/p>\n<p>&#8220;Para que tenhamos raios, precisamos de temperaturas altas e umidade, para formar nuvens. Portanto, quanto mais quente, mais raios&#8221;, diz Pinto Junior.<br \/>\nNos pr\u00f3ximos seis meses, com o inverno, as temperaturas tendem a cair e os raios passam a ser mais raros. &#8220;At\u00e9 o in\u00edcio do inverno, no entanto, devemos ter bastante chuva, tempestade e raios&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>\u00a0<strong>G1<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 2000 a 2009, 1.321 pessoas morreram atingidas por raios no Brasil, segundo levantamento do Grupo de Eletricidade Atmosf\u00e9rica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). 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Outras duas pessoas ficaram feridas.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[588,39,680],"class_list":["post-1471","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias","tag-ibge","tag-mortes","tag-raios"],"acf":[],"views":649,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1471","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1471"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1471\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1472,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1471\/revisions\/1472"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1471"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1471"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1471"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}