{"id":14631,"date":"2010-07-02T14:58:18","date_gmt":"2010-07-02T17:58:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=14631"},"modified":"2010-07-02T14:58:18","modified_gmt":"2010-07-02T17:58:18","slug":"notas-fiscais-do-plano-de-saude-do-sindicato-dos-rodoviarios-estao-na-mira-da-policia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/07\/02\/notas-fiscais-do-plano-de-saude-do-sindicato-dos-rodoviarios-estao-na-mira-da-policia\/","title":{"rendered":"Notas fiscais do plano de sa\u00fade do sindicato dos Rodovi\u00e1rios est\u00e3o na mira da pol\u00edcia"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Reda\u00e7\u00e3o CORREIO<br \/>\n<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Duas notas fiscais emitidas pela Mastermed Administradora de Planos de Sa\u00fade, que somam R$2.143.702,89, foram apreendidas pela Pol\u00edcia Civil, na ter\u00e7a-feira (29), durante per\u00edcia no Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodovi\u00e1rios do Estado. Os documentos ser\u00e3o confrontados pelo Departamento de Pol\u00edcia T\u00e9cnica com os dados do computador notebook do diretor-tesoureiro Paulo Roberto Colombiano dos Santos, 53 anos. Ele e a mulher Catarina Ascens\u00e3o Galindo, 53, secret\u00e1ria do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), foram assassinados na ter\u00e7a-feira, em Brotas.<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" title=\"correio\" src=\"http:\/\/www.correio24horas.com.br\/uploads\/RTEmagicC_MACHADO.jpg.jpg\" alt=\"\" width=\"520\" height=\"347\" \/><\/strong><\/p>\n<p><strong>Manoel Machado, presidente do Sindicato dos Rodovi\u00e1rios, dep\u00f4s ontem pela manh\u00e3 na delegacia<\/strong><\/p>\n<p>A inten\u00e7\u00e3o dos policiais \u00e9 saber se a morte do casal est\u00e1 relacionada com supostas irregularidades do sindicato na arrecada\u00e7\u00e3o dos valores correspondentes \u00e0 assist\u00eancia m\u00e9dica dos rodovi\u00e1rios, conforme noticiou o CORREIO na edi\u00e7\u00e3o de ontem. Fontes da Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica informaram que uma briga para elevar os rendimentos do sindicato pode ter sido o motivo do crime.<\/p>\n<p>De acordo com pr\u00f3prios dirigentes, al\u00e9m das notas fiscais, foi apreendido o termo aditivo do contrato entre o sindicato e o plano de sa\u00fade. Tamb\u00e9m foram recolhidas v\u00e1rias caixas com documentos cont\u00e1beis de 2008 a 2010, que tamb\u00e9m ser\u00e3o confrontados com dados do notebook e tamb\u00e9m com as tr\u00eas mem\u00f3rias de computadores da sala de Colombiano, tamb\u00e9m recolhidos para per\u00edcia.<!--more--><\/p>\n<p><strong>DEPOIMENTO <\/strong><br \/>\nOntem (1\u00ba) pela manh\u00e3, o presidente do sindicato Manoel Machado prestou depoimento na Delegacia de Homic\u00eddios. Depois de ter sido ouvido pela delegada Maria Andrade, foi liberado e falou com a imprensa. \u201cAt\u00e9 agora n\u00e3o podemos atualizar nada. A dire\u00e7\u00e3o do sindicato est\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia\u201d. Sobre a investiga\u00e7\u00e3o de uma poss\u00edvel irregularidade na arrecada\u00e7\u00e3o dos valores correspondentes \u00e0 assist\u00eancia, Machado afirmou novamente de que n\u00e3o tinha conhecimento. \u201cEle (Colombiano) n\u00e3o chegou a<br \/>\ncomentar sobre nenhuma irregularidade durante as reuni\u00f5es. O que est\u00e3o dizendo por a\u00ed \u00e9 leviano \u201d, declarou.<\/p>\n<p>Machado disse que a delegada perguntou sobre as amea\u00e7as que vinham recebendo. \u201cDisse a ela que eu e Colombiano fomos avisados pelos colegas de classe que est\u00e1vamos jurados de morte. Os recados eram diversos: \u2018Voc\u00ea vai cair\u2019, ou do tipo: \u2018Voc\u00eas n\u00e3o v\u00e3o demorar muito no poder\u2019\u201d, declarou.<\/p>\n<p><strong>TRANSBORDO<\/strong><br \/>\nO presidente do sindicato disse que ele e o colega morto n\u00e3o procuraram a pol\u00edcia porque n\u00e3o tinham provas das intimida\u00e7\u00f5es. \u201cOs coment\u00e1rios surgiram nas garagens e esta\u00e7\u00f5es de transbordo, mas nada de concreto chegou at\u00e9 n\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p>Mesmo assim, Machado disse que adotou algumas medidas de seguran\u00e7a. \u201cAndando com seguran\u00e7as, mudo sempre o percurso para casa e o trabalho. Flexibilizei meus hor\u00e1rios de trabalho\u201d, contou. Ainda segundo o sindicalista, Colombiano n\u00e3o mudou a rotina porque acreditava que as amea\u00e7as n\u00e3o passavam de rumores. Disse ainda que tinha um bom relacionamento com a v\u00edtima e acredita no trabalho da pol\u00edcia.<br \/>\n\u201cTodos n\u00f3s estamos indignados com a morte brutal do companheiro, que era um pessoa atuante e querida. O sindicato est\u00e1 de luto e s\u00f3 voltar\u00e1 a funcionar na segunda\u201d. Questionado sobre as origens das intimida\u00e7\u00f5es, Machado respondeu: \u201cElas foram intensificadas ap\u00f3s a decis\u00e3o judicial que favoreceu a nossa chapa no ano passado\u201d.<\/p>\n<p>Ainda ontem pela manh\u00e3, a titular da Delegacia de Homic\u00eddios Francineide Moura, agora presidente do inqu\u00e9rito que apura o caso, limitou-se a dizer que j\u00e1 foram colhidos depoimento de familiares e amigos de Colombiano e de pessoas ligadas ao sindicato. \u201cEstamos investigando e todas as informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o concentradas com o delegado- chefe\u201d.\u00a0 Tamb\u00e9m procurada pela imprensa, a delegada Fernanda Porf\u00edrio, da 6\u00aa Delegacia, nos Gal\u00e9s, disse que todas as informa\u00e7\u00f5es ser\u00e3o passadas pela assessoria de comunica\u00e7\u00e3o da Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n<p>A morte de Colombiano e da mulher aconteceu a poucos metros do Conjunto Catavento, onde o casal residia.Eles chegavam em casa em um Sportage, na rua Teixeira Barros, quando dois homens numa moto se aproximaram e dispararam. Colombiano morreu com sete perfura\u00e7\u00f5es de pistola ponto 40. Catarina foi atingida com um \u00fanico disparo na t\u00eampora.<\/p>\n<p><strong>Elei\u00e7\u00f5es com homens armados<\/strong><br \/>\nUm dos depoimentos marcados para ontem, o do diretor administrativo do sindicato, Ubirajara Sales, acabou n\u00e3o acontecendo. O sindicalista ser\u00e1 ouvido apenas na Delegacia de Homic\u00eddios, na pr\u00f3xima ter\u00e7a-feira. Enquanto aguardava, no entanto, Ubirajara contou que, ap\u00f3s a morte de Colombiano mudou a rotina e que todos os integrantes da entidade t\u00eam vivido um dia a dia de p\u00e2nico.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 a confirma\u00e7\u00e3o da elei\u00e7\u00e3o, no ano passado, pela Justi\u00e7a, muitas amea\u00e7as e tentativas de intimida\u00e7\u00e3o foram feitas pelos integrantes das chapas concorrentes, principalmente a Chapa 4. Depois, parou, mas veio coisa pior. Esse duplo homic\u00eddio, que est\u00e1 alterando o nosso dia a dia\u201d, explicou o diretor.<br \/>\nEle lembrou ainda que, ap\u00f3s o ind\u00edcio de fraude na primeira elei\u00e7\u00e3o para a presid\u00eancia do sindicato, em novembro do ano passado, foi realizado novo pleito, mas com um fato novo: a presen\u00e7a de homens armados nas garagens das empresas de \u00f4nibus. \u201cFoi ostensivo. Confus\u00e3o nas elei\u00e7\u00f5es acontecem sempre. Mas, dessa vez foi al\u00e9m da conta. Tinham homens armados e intimidando os rodovi\u00e1rios\u201d, disse.<\/p>\n<p>Em novembro, houve den\u00fancia do desvio das urnas de n\u00fameros 4, 5 e 6, durante o transporte dos votos de Porto Seguro para Eun\u00e1polis. S\u00f3 em maio, seis meses depois, a Justi\u00e7a confirmou o resultado e deu \u00e0 Chapa 1, da qual Colombiano fazia parte, a vit\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>ONDA <\/strong><br \/>\n\u201cDesde que esse pessoal do Rio e de S\u00e3o Paulo chegou aqui, querendo entrar na disputa, que essa onda de p\u00e2nico se instalou. A pol\u00edcia deveria investig\u00e1-los a fundo, j\u00e1 que eles n\u00e3o t\u00eam um hist\u00f3rico positivo naquela regi\u00e3o\u201d, acusa se referindo a sindicalistas da Chapa 4.<\/p>\n<p>O diretor social do \u00f3rg\u00e3o, que preferiu n\u00e3o se identificar, tamb\u00e9m esteve na delegacia e confirmou que levou documentos para entregar \u00e0 delegada Francineide Moura. Segundo ele, l\u00e1 cont\u00e9m informa\u00e7\u00f5es sobre o funcionamento do sindicato, podem ajudar a indicar pistas dos autores ou dos mandantes do crime.<\/p>\n<p>\u201cForam tr\u00eas horas e 29 minutos de depoimento. Acho que eu pude contribuir com alguma coisa. Mas, infelizmente, n\u00e3o posso dar detalhes. A delegada disse que as informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes e que podem ajudar nas investiga\u00e7\u00f5es. Espero que tudo d\u00ea certo e que a pol\u00edcia descubra logo quem foi\u201d, explicou.<\/p>\n<p><strong>Parentes d\u00e3o depoimentos emocionados<\/strong><br \/>\nAl\u00e9m dos dois diretores do sindicato, parentes de Paulo Colombiano e de Catarina Galindo tamb\u00e9m estiveram na delegacia. Muito nervosos, eles n\u00e3o quiseram dar entrevistas. De acordo com investigadores, a primeira mulher de Colombiano, com quem ele teve tr\u00eas filhos, foi uma das pessoas ouvidas. Eles contaram que ela estava<br \/>\nmuito tensa e emocionada.<\/p>\n<p>J\u00e1 a filha de Catarina, Ana Paula, tamb\u00e9m foi ouvida. O depoimento dela precisou ser interrompido algumas vezes devido ao nervosismo. De acordo com um policial, at\u00e9 a delegada foi alvo da tens\u00e3o da jovem. Francinede Moura e os investigadores do caso passaram mais de tr\u00eas horas com cada um deles.<\/p>\n<p>Os filhos de Paulo tamb\u00e9m estiveram na delegacia, mas os depoimentos deles n\u00e3o foram confirmados. A pol\u00edcia j\u00e1 ouviu tamb\u00e9m a contadora de Colombiano e mais dois funcion\u00e1rios do sindicato, que trabalham ligados diretamente com o diretor-tesoureiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reda\u00e7\u00e3o CORREIO Duas notas fiscais emitidas pela Mastermed Administradora de Planos de Sa\u00fade, que somam R$2.143.702,89, foram apreendidas pela Pol\u00edcia Civil, na ter\u00e7a-feira (29), durante per\u00edcia no Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodovi\u00e1rios do Estado. Os documentos ser\u00e3o confrontados pelo Departamento de Pol\u00edcia T\u00e9cnica com os dados do computador notebook do diretor-tesoureiro Paulo Roberto Colombiano dos Santos, 53 anos. Ele e a mulher Catarina Ascens\u00e3o Galindo, 53, secret\u00e1ria do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), foram assassinados na ter\u00e7a-feira, em Brotas. 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