{"id":13607,"date":"2010-06-21T07:59:59","date_gmt":"2010-06-21T10:59:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=13607"},"modified":"2010-06-21T08:01:41","modified_gmt":"2010-06-21T11:01:41","slug":"pmdb-preve-eleger-governadores-em-12-estados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/06\/21\/pmdb-preve-eleger-governadores-em-12-estados\/","title":{"rendered":"PMDB prev\u00ea eleger governadores em 12 estados e a Bahia est\u00e1 inclu\u00edda"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 primeira vista, como apenas empresta o vice para a candidatura de Dilma Rousseff, do PT, o PMDB pode parecer um coadjuvante no pleito de outubro. Se as elei\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, foram avaliadas pelo \u00e2ngulo das disputas regionais, o partido demonstra por que se tornou a maior agremia\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do pa\u00eds depois da redemocratiza\u00e7\u00e3o. Sem candidato pr\u00f3prio \u00e0 Presid\u00eancia h\u00e1 12 anos, a alian\u00e7a com o PT para tentar eleger Dilma Rousseff dar\u00e1 ao PMDB ainda mais poder pol\u00edtico, ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es de 2010, principalmente nos estados. \u00c9 o que prev\u00ea uma estimativa da Funda\u00e7\u00e3o Ulysses Guimar\u00e3es (FUG), especializada em estudos pol\u00edticos do PMDB. Pela proje\u00e7\u00e3o da funda\u00e7\u00e3o, o partido poder\u00e1 eleger at\u00e9 12 governadores, cinco a mais do que os sete eleitos nas elei\u00e7\u00f5es de 2006. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 referendada pelo presidente da FUG no Esp\u00edrito Santo, Chico Donato, que esteve nas cinco regi\u00f5es do pa\u00eds visitando os diret\u00f3rios regionais do PMDB pelo projeto \u201cEstradas e Bandeiras\u201d.<!--more--><\/p>\n<p>Apelidado de &#8220;IBGE do PMDB&#8221;, o estudo realizado entre abril e maio de 2009, tamb\u00e9m d\u00e1 como certa a manuten\u00e7\u00e3o das duas maiores bancadas no Congresso com integrantes do partido. Atualmente, o PMDB tem 18 senadores e 90 deputados.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>A conta de Donato nos governos estaduais leva em considera\u00e7\u00e3o um vice-governador no Amazonas, j\u00e1 que o partido indicou o ex-secret\u00e1rio de governo do Amazonas Jos\u00e9 Melo como vice na chapa do candidato a governador do estado, Omar Aziz (PMN). Aziz foi o vice-governador do peemedebista Eduardo Braga, ex-governador do estado, e candidato ao Senado junto com a deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB). A chapa garante palanque para Dilma.<\/p>\n<p>Os outros onze estados com chances reais, segundo o dirigente do PMDB, s\u00e3o: Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goi\u00e1s, Para\u00edba, Maranh\u00e3o, Bahia, Rond\u00f4nia e Tocantins.\u00a0<\/p>\n<p>Com a elei\u00e7\u00e3o de um n\u00famero maior de governadores, o PMDB dever\u00e1 controlar uma fatia ainda do or\u00e7amento nacional. <a href=\"http:\/\/congressoemfoco.uol.com.br\/DetEspeciais.aspx?id=26437\">Como mostrou o <strong>Congresso em Foco<\/strong> em fevereiro de 2009, o dinheiro p\u00fablico administrado pelo PMDB j\u00e1 ultrapassa em mais de duas vezes o or\u00e7amento federal da Argentina<\/a>.\u00a0Sem contar as prefeituras, o partido controla cerca de R$ 258,9 bilh\u00f5es, divididos em seis minist\u00e9rios, sete governos estaduais, a C\u00e2mara e o Senado.<\/p>\n<p>Mas, apesar da avalia\u00e7\u00e3o positiva da Funda\u00e7\u00e3o Ulysses Guimar\u00e3es, o PMDB n\u00e3o lidera as pesquisas em todos os estados em que tem candidato pr\u00f3prio (veja a situa\u00e7\u00e3o em cada estado, de acordo com as \u00faltimas pesquisas). A maior chance, por enquanto, est\u00e1 na reelei\u00e7\u00e3o do governador de Mato Grosso do Sul, Andr\u00e9 Puccinelli.<\/p>\n<p>O candidato do PMDB tem 51% das inten\u00e7\u00f5es de voto, segundo a pesquisa do Instituto Ibrape (8-14-abril). O ex-governador Zeca do PT (PT) tem 32% e a senadora Marisa Serrano (PSDB) com apenas 8%, \u00edndice menor do que os de brancos, nulos e indecisos que somam 9%.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dessa possibilidade de reelei\u00e7\u00e3o, o PMDB avan\u00e7a em dois estados importantes, antes controlados por governadores do PSDB. Em Minas Gerais, H\u00e9lio Costa j\u00e1 aparece na frente na \u00faltima pesquisa Sensus com 49,5% contra 20,7% de Antonio Anastasia (PSDB).<\/p>\n<p>No Rio Grande do Sul, apesar da neutralidade do candidato do partido em rela\u00e7\u00e3o ao palanque para Dilma Rousseff, o prefeito de Porto Alegre, Jos\u00e9 Foga\u00e7a (PMDB), est\u00e1 em segundo lugar nas pesquisas. Segundo a \u00faltima pesquisa Vox Populi (12.mai.2010), Tarso Genro (PT) tem 32% das inten\u00e7\u00f5es de voto contra 27% de Foga\u00e7a. Considerando a margem de erro, os dois candidatos est\u00e3o tecnicamente empatados.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Partido mais estruturado&#8221;<br \/>\n<\/strong>\u00a0<br \/>\nO cientista pol\u00edtico e professor da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) Davi Fleischer tamb\u00e9m acredita que a tend\u00eancia \u00e9 que o PMDB eleja um grande n\u00famero de deputados, senadores e governadores. Para sustentar a tese, o cientista pol\u00edtico recorre aos n\u00fameros das \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es, tanto municipais quanto estaduais. Em 2008, por exemplo, o partido fez o maior n\u00famero de vereadores e prefeitos. E j\u00e1 possui uma grande quantidade de deputados estaduais, al\u00e9m de deter a maior bancada de deputados e senadores no Congresso. &#8220;Tudo indica que o PMDB vai continuar a crescer. \u00c9 o partido mais bem estruturado do pa\u00eds, com presen\u00e7a em quase todos os munic\u00edpios&#8221;, afirmou Fleischer.<\/p>\n<p>Mas ele ressalta que o partido pode ter problemas em alguns estados, como Minas Gerais e Maranh\u00e3o, onde o PT foi obrigado pelo diret\u00f3rio nacional a se aliar com os peemedebistas. Para\u00a0 Fleischer, a alian\u00e7a pode surtir o efeito contr\u00e1rio. &#8220;Isso deixou parte do PT irritado&#8221;, frisa o cientista pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Para o dirigente da Funda\u00e7\u00e3o Ulysses Guimar\u00e3es, o desgaste entre os dois partidos n\u00e3o \u00e9 problema mesmo ap\u00f3s a greve de fome do deputado Domingos Dutra (PT-MA) e do l\u00edder petista maranhense Manoel da Concei\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara na semana passada. &#8220;Este deputado \u00e9 um arqui-inimigo dos Sarney h\u00e1 muito tempo. O protesto e a rea\u00e7\u00e3o do PT n\u00e3o devem fazer diferen\u00e7a no eleitorado no Maranh\u00e3o&#8221;, avalia Donato.<\/p>\n<p>O peemedebista do Esp\u00edrito Santo tamb\u00e9m acredita em um virada na Bahia em favor do candidato do PMDB, que atualmente est\u00e1 em terceiro lugar nas pesquisas.\u00a0 \u201cNa Bahia, apesar das pesquisas, o ex-ministro da Integra\u00e7\u00e3o Geddel, pode ser beneficiado com a polariza\u00e7\u00e3o entre o governador candidato \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o do PT e o candidato do DEM, Paulo Souto. O estado quer uma alternativa e acreditamos que nosso candidato passa para o segundo turno\u201d, avalia.<\/p>\n<p><strong>Amea\u00e7a de interven\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p>Os dois casos citados pelo cientista pol\u00edtico, Maranh\u00e3o e Minas Gerais, como problemas para a alian\u00e7a entre PT e PMDB tamb\u00e9m podem ser somados a dois outros entraves eleitorais recentes para os dois partidos que marcham juntos na disputa pelo Pal\u00e1cio do Planalto. H\u00e1 uma possibilidade de interven\u00e7\u00e3o no diret\u00f3rio catarinense do PMDB e os reveses da disputa no Distrito Federal, onde parte do partido defendeu a candidatura pr\u00f3pria do governador Rog\u00e9rio Rosso (eleito de forma indireta ap\u00f3s a ren\u00fancia do ex-governador Jos\u00e9 Roberto Arruda) e a parte vencedora optou por oferecer \u00e0 chapa do PT a vaga de vice. Mesmo, por\u00e9m, no caso dessa vit\u00f3ria, poder\u00e1 haver problemas. O nome escolhido para vice, o deputado Tadeu Fillipelli durante anos foi um dos principais aliados de Joaquim Roriz, principal advers\u00e1rio dos petistas em Bras\u00edlia. Boa parte dos eleitores parece resistir a votar numa chapa que tenha Fillipelli de vice.<\/p>\n<p>Em Santa Catarina, a decis\u00e3o de abandonar a candidatura pr\u00f3pria e tentar reeditar a &#8220;tr\u00edplice alian\u00e7a&#8221; &#8211; DEM, PSDB e PMDB &#8211; causou estranheza \u00e0 c\u00fapula nacional do partido. Tanto que foi aberto prazo de oito dias para defesa do diret\u00f3rio regional. Caso n\u00e3o mude de ideia, haver\u00e1 interven\u00e7\u00e3o nacional. Se os argumentos n\u00e3o forem aceitos, a dire\u00e7\u00e3o estadual ser\u00e1 destitu\u00edda. At\u00e9 o momento, a inten\u00e7\u00e3o de n\u00e3o lan\u00e7ar candidato pr\u00f3prio, costurada pelo ex-governador Luiz Henrique da Silveira, est\u00e1 mantida. Assim como o apoio a Jos\u00e9 Serra.<\/p>\n<p>Peemedebistas catarinenses ouvidos pelo site afirmam que o partido vai rachado para a conven\u00e7\u00e3o, marcada para o pr\u00f3ximo s\u00e1bado (26). At\u00e9 o momento, existem duas possibilidades de voto. Uma \u00e9 da coliga\u00e7\u00e3o com DEM e PSDB, e a indica\u00e7\u00e3o do presidente regional do PMDB, Eduardo Pinho Moreira como vice. Al\u00e9m disso, Luiz Henrique, o ex-governador do estado pelo PMDB, ser\u00e1 candidato ao Senado. No entanto, j\u00e1 apareceu uma candidatura dissidente. O tamb\u00e9m ex-governador e ex-deputado Paulo Afonso Vieira apresentou-se como nome ao Senado. Afonso vai disputar com Luiz Henrique &#8211; que possui grande influ\u00eancia entre os votantes &#8211; a indica\u00e7\u00e3o peemedebista.<\/p>\n<p>A possibilidade do lan\u00e7amento de uma chapa pura dissidente \u00e9 descartada entre os peemedebistas. Os principais nomes do partido s\u00e3o favor\u00e1veis \u00e0 coliga\u00e7\u00e3o com DEM e PSDB e o apoio a Serra.\u00a0 E o \u00fanico pol\u00edtico vi\u00e1vel eleitoralmente n\u00e3o tem como se candidatar.\u00a0 D\u00e1rio Berger, prefeito de Florian\u00f3polis, n\u00e3o saiu do cargo ap\u00f3s perder disputa interna contra Pinho Moreira. Berger tamb\u00e9m est\u00e1 envolto em a\u00e7\u00f5es judiciais. Responde no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) \u00e0 acusa\u00e7\u00e3o de ser prefeito itinerante, j\u00e1 que comandou a vizinha S\u00e3o Jos\u00e9 por dois mandatos.<\/p>\n<p>Somados, o peemedebista, que j\u00e1 passou pelo ent\u00e3o PFL (hoje DEM), possui quatro mandatos seguidos. Por conta das constantes viagens \u00e0 Bras\u00edlia e visitas ao TSE e ao Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU), foi apelidado no meio pol\u00edtico catarinense de &#8220;prefeito de Bras\u00edlia&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Distrito Federal<\/strong><\/p>\n<p>A disputa no Distrito Federal ganhou contornos inesperados. O an\u00fancio da coliga\u00e7\u00e3o entre PT e PMDB &#8211; que sempre foram advers\u00e1rios ferrenhos -, levantou novamente a quest\u00e3o da bandeira \u00e9tica nas elei\u00e7\u00f5es. Os peemedebistas, especialmente por conta do ex-governador Joaquim Roriz, possuem uma imagem ligada a esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o. O PT sempre tentou levantar um discurso de contraponto. Tanto que elegeu Cristovam Buarque (hoje no PDT) ao governo em 1994. Por\u00e9m, a alian\u00e7a entre os dois partidos, na tentativa\u00a0 de dar um palanque \u00fanico a Dilma Rousseff,\u00a0 acabou desagradando a milit\u00e2ncia dos partidos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, serviu para dividir o PMDB. O partido elegeu Rog\u00e9rio Rosso como governador para mandato tamp\u00e3o com a cassa\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Roberto Arruda e a ren\u00fancia de Paulo Oct\u00e1vio. Na cerim\u00f4nia de posse, ele, que foi administrador de Ceil\u00e2ndia no governo de Roriz e presidente da Codeplan no governo Arruda, prometeu n\u00e3o se candidatar \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o. O presidente regional do partido, deputado Tadeu Filippelli, costurou um acordo de bastidores com petistas e se lan\u00e7ou a vice de Agnelo Queiroz (PT).<\/p>\n<p>Na quinta-feira (17), Rosso se lan\u00e7ou como pr\u00e9-candidato, tendo Ivelise Longhi (PMDB) como sua vice. Na carta manuscrita enviada \u00e0 dire\u00e7\u00e3o regional do partido, o peemedebista afirmou que a polariza\u00e7\u00e3o entre o PT e Roriz, que vai se candidatar pelo PSC, &#8220;n\u00e3o traduz os anseios da nossa sociedade&#8221;. &#8220;Durante os entendimentos que permearam o processo de elei\u00e7\u00e3o indireta no DF existia a esperan\u00e7a, um norte, respaldado na articula\u00e7\u00e3o de Vossa Excel\u00eancia com outros partidos e lideran\u00e7as pol\u00edticas do DF, da forma\u00e7\u00e3o de um novo pensamento, uma nova op\u00e7\u00e3o para o Distrito Federal&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>No s\u00e1bado (19), o partido, em conven\u00e7\u00e3o tumultuada, definiu-se pelo apoio a Agnelo Queiroz, com Filipelli como vice.<\/p>\n<p>Congresso em Foco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 primeira vista, como apenas empresta o vice para a candidatura de Dilma Rousseff, do PT, o PMDB pode parecer um coadjuvante no pleito de outubro. 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