{"id":12550,"date":"2010-06-07T10:55:06","date_gmt":"2010-06-07T13:55:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=12550"},"modified":"2010-06-07T10:55:06","modified_gmt":"2010-06-07T13:55:06","slug":"preco-da-energia-para-a-industria-subiu-150-em-7-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/06\/07\/preco-da-energia-para-a-industria-subiu-150-em-7-anos\/","title":{"rendered":"Pre\u00e7o da energia para a ind\u00fastria subiu 150% em 7 anos"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Estad\u00e3o<\/strong><\/em><\/p>\n<p>A escalada do pre\u00e7o da energia el\u00e9trica no Brasil tem sufocado o setor industrial. Entre 2002 e 2009, a tarifa cobrada das empresas subiu 150% &#8211; 83% acima da infla\u00e7\u00e3o do per\u00edodo &#8211; e se tornou a terceira maior do mundo, segundo dados da Ag\u00eancia Internacional de Energia, coletados pela Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp). O pre\u00e7o do megawatt\/hora saltou de R$ 92 para R$ 230.<\/p>\n<p>&#8220;O problema \u00e9 que, se nada for feito, o ritmo de alta continuar\u00e1 nos pr\u00f3ximos anos e afetar\u00e1 a competitividade da ind\u00fastria nacional&#8221;, alerta o diretor da Fiesp e do Centro das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Ciesp), Julio Diaz. Ele afirma que tem recebido in\u00fameras queixas de empresas (do setor automobil\u00edstico, madeira e t\u00eaxtil) sobre a amplia\u00e7\u00e3o do peso da conta de luz na produ\u00e7\u00e3o. Na ind\u00fastria, h\u00e1 casos em que o consumo de energia representa at\u00e9 45% do custo total.<!--more--><\/p>\n<p>At\u00e9 2003, a tarifa do setor industrial representava 45% do que era cobrado do consumidor residencial. A partir da\u00ed, o governo deu in\u00edcio a um realinhamento tarif\u00e1rio que durou at\u00e9 2007, lembra o diretor-geral da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel), Nelson Hubner. O objetivo era eliminar o que o governo considerava como subs\u00eddio cruzado nas tarifas do Pa\u00eds &#8211; algo questionado por alguns especialistas, j\u00e1 que a ind\u00fastria \u00e9 atendida em alta tens\u00e3o e, portanto, o custo para entrega da energia \u00e9 menor.<\/p>\n<p>Dessa forma, a Aneel elevou os reajustes para a classe industrial e reduziu o ritmo de alta para o residencial. A conta das empresas atingiu 78% do que os consumidores residenciais pagam. Mas, para especialistas, isso n\u00e3o \u00e9 motivo de comemora\u00e7\u00e3o. Hoje as duas tarifas est\u00e3o em n\u00edveis extremamente elevados para a m\u00e9dia mundial. Al\u00e9m disso, o aumento de custo da produ\u00e7\u00e3o industrial \u00e9 repassado para o consumidor. Ou seja, o residencial \u00e9 punido duas vezes: pela tarifa de energia alta e por produtos mais caros.<\/p>\n<p>&#8220;Elevar o pre\u00e7o da energia \u00e9 um tiro no p\u00e9. No fim, isso se transforma em grande inibidor do crescimento econ\u00f4mico&#8221;, diz o coordenador da Comiss\u00e3o de Energia da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Alum\u00ednio (Abal), Eduardo Spalding.<strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estad\u00e3o A escalada do pre\u00e7o da energia el\u00e9trica no Brasil tem sufocado o setor industrial. Entre 2002 e 2009, a tarifa cobrada das empresas subiu 150% &#8211; 83% acima da infla\u00e7\u00e3o do per\u00edodo &#8211; e se tornou a terceira maior do mundo, segundo dados da Ag\u00eancia Internacional de Energia, coletados pela Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp). 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