{"id":11757,"date":"2010-05-30T14:37:34","date_gmt":"2010-05-30T17:37:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=11757"},"modified":"2010-05-30T14:37:34","modified_gmt":"2010-05-30T17:37:34","slug":"50-mil-paranaenses-vivem-com-hiv-e-nao-sabem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/05\/30\/50-mil-paranaenses-vivem-com-hiv-e-nao-sabem\/","title":{"rendered":"50 mil paranaenses vivem com HIV e n\u00e3o sabem"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Gazeta do Povo<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O desenvolvimento de medicamentos e a melhora na qualidade de vida de pessoas portadoras do v\u00edrus HIV mudaram os objetivos dos profissionais de sa\u00fade envolvidos no tratamento da doen\u00e7a \u2013 agora, o novo desafio \u00e9 identificar as pessoas que s\u00e3o soropositivas e n\u00e3o sabem. Segundo estimativa da Secretaria de Estado da Sa\u00fade (Sesa), cerca de 50 mil pessoas viveriam com HIV no Paran\u00e1, mas desconhecem que est\u00e3o infectadas. Apenas em Maring\u00e1, 2 mil pessoas estariam nessa situa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nOs n\u00fameros servem de par\u00e2metro para que as autoridades tracem pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade voltadas para essa popula\u00e7\u00e3o, mas as estrat\u00e9gias seriam mais bem definidas se essa estimativa fosse substitu\u00edda pelo n\u00famero real de doentes, explicou Francisco Carlos dos Santos, coordenador do Programa DST\/aids da Sesa. \u201cQueremos chegar o mais pr\u00f3ximo dessa quantia. Assim sabemos quantos exames precisamos comprar e qual a estimativa de medicamentos necess\u00e1rios\u201d, explicou.<\/p>\n<p><!--more-->A proje\u00e7\u00e3o da Sesa indica que para cada doente de aids existam tr\u00eas pessoas infectadas pelo HIV. Do total, metade nunca fez exame e vive com o v\u00edrus sem saber. \u201cO mais preocupante \u00e9 que, quanto mais gente tem (o v\u00edrus) e n\u00e3o sabe, maior \u00e9 a dissemina\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou Santos.<\/p>\n<p>As campanhas de testagem r\u00e1pida s\u00e3o uma alternativa para fechar essa lacuna de informa\u00e7\u00e3o. Em Maring\u00e1, o laborat\u00f3rio itinerante realizou 650 exames durante a Expoing\u00e1, no come\u00e7o de maio, tendo constatado cinco casos positivos. Segundo a enfermeira-chefe, Marta Evelyn Storti, esse \u00edndice \u00e9 considerado alto, embora a maior parte dos infectados j\u00e1 desconfiasse que fosse portadora de HIV. Para Marta, a import\u00e2ncia desses estandes aumenta pelo fato de que muitas pessoas n\u00e3o procuram os postos e ficam na d\u00favida. Quando h\u00e1 a oportunidade de fazer os exames em locais p\u00fablicos, quem desconfia da possibilidade de estar infectado aproveita a chance.<\/p>\n<p><strong>Detec\u00e7\u00e3o precoce<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o coordenador estadual do programa, \u00e9 importante lembrar a diferen\u00e7a entre casos de HIV e casos de aids. Ter HIV significa que o indiv\u00edduo \u00e9 soropositivo e pode transmitir o v\u00edrus, mas ainda n\u00e3o se encontra doente. Essa situa\u00e7\u00e3o persiste em m\u00e9dia de 10 a 15 anos a partir da contamina\u00e7\u00e3o e, durante esse tempo, o portador pode viver apenas com acompanhamento m\u00e9dico. A aids propriamente dita come\u00e7a depois desse per\u00edodo, quando o organismo come\u00e7a a ficar debilitado pela baixa imunidade. Desse est\u00e1gio em diante \u00e9 que os coquet\u00e9is se tornam necess\u00e1rios, mas mesmo a partir desse ponto a sobrevida pode ser de mais 15 anos, em m\u00e9dia.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico precoce \u00e9 importante porque o acompanhamento m\u00e9dico ajuda o paciente a retardar a passagem do quadro de HIV para o de aids, e isso faz toda a diferen\u00e7a na expectativa de vida da pessoa. \u201cNa d\u00e9cada de 80, a expectativa de vida era de poucos meses, pois a pessoa s\u00f3 descobria quando j\u00e1 tinha aids. Hoje eu tenho amigos que est\u00e3o s\u00f3 com HIV h\u00e1 22 anos\u201d, relatou Santos. No Paran\u00e1 existem 22 mil pessoas em tratamento de aids. No Brasil, s\u00e3o 35 mil novos casos por ano, sendo que as regi\u00f5es Sul e Sudeste lideram o n\u00famero de infectados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gazeta do Povo O desenvolvimento de medicamentos e a melhora na qualidade de vida de pessoas portadoras do v\u00edrus HIV mudaram os objetivos dos profissionais de sa\u00fade envolvidos no tratamento da doen\u00e7a \u2013 agora, o novo desafio \u00e9 identificar as pessoas que s\u00e3o soropositivas e n\u00e3o sabem. Segundo estimativa da Secretaria de Estado da Sa\u00fade (Sesa), cerca de 50 mil pessoas viveriam com HIV no Paran\u00e1, mas desconhecem que est\u00e3o infectadas. Apenas em Maring\u00e1, 2 mil pessoas estariam nessa situa\u00e7\u00e3o. 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