{"id":11501,"date":"2010-05-27T14:04:55","date_gmt":"2010-05-27T17:04:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=11501"},"modified":"2010-05-27T14:04:55","modified_gmt":"2010-05-27T17:04:55","slug":"especialistas-defendem-investimentos-na-formacao-de-engenheiros-para-ampliar-inovacao-nas-empresas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/05\/27\/especialistas-defendem-investimentos-na-formacao-de-engenheiros-para-ampliar-inovacao-nas-empresas\/","title":{"rendered":"Especialistas defendem investimentos na forma\u00e7\u00e3o de engenheiros para ampliar inova\u00e7\u00e3o nas empresas"},"content":{"rendered":"<p><strong>Lana Cristina<br \/>\n<em>da Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Bras\u00edlia \u2013 Economista com experi\u00eancia na \u00e1rea industrial e tecnol\u00f3gica, Carlos Am\u00e9rico Pacheco , professor da Universidade de Campinas (Unicamp) defendeu hoje (27) o alinhamento da pol\u00edtica econ\u00f4mica com a agenda da inova\u00e7\u00e3o. Ele destacou que a inova\u00e7\u00e3o \u00e9 um ato essencialmente econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>\u201cAs empresas inovam para competir no mercado, n\u00e3o porque os governos querem. H\u00e1 um diagn\u00f3stico atual de que \u00e9 preciso criar a cultura da inova\u00e7\u00e3o nas empresas, mas esse n\u00e3o \u00e9 o principal problema\u201d, disse em palestra na 4\u00aa Confer\u00eancia Nacional de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o.<!--more--><\/p>\n<p>Na sess\u00e3o plen\u00e1ria para discutir o papel da inova\u00e7\u00e3o na agenda empresarial, a conclus\u00e3o \u00e9 de que os investimentos em pesquisa e desenvolvimento do Brasil ainda \u00e9 pequeno, na compara\u00e7\u00e3o com os demais pa\u00edses do BRIC (Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia e China), mesmo tendo aumentado para 1% do Produto Interno Bruto (PIB) \u2013 a soma dos bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds &#8211; nos \u00faltimos anos.,<\/p>\n<p>Outros desafios apontados foram o cen\u00e1rio econ\u00f4mico com instabilidade no c\u00e2mbio, altos juros e pesada carga tribut\u00e1ria. De acordo com Pacheco, uma das maiores dificuldades encontradas pelos empres\u00e1rios que j\u00e1 t\u00eam a cultura da inova\u00e7\u00e3o como uma pr\u00e1tica \u00e9 a car\u00eancia de profissionais capacitados.<\/p>\n<p>\u201cA forma\u00e7\u00e3o em ensino superior no Brasil ainda \u00e9 baixa. Faltam profissionais formados nas \u00e1reas de ci\u00eancias em geral, mas faltam, principalmente, engenheiros.\u201d<\/p>\n<p>O diretor do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (Cenpes) da Petrobras, Carlos Tadeu da Costa Fraga, disse que um ponto fundamental para o desenvolvimento da inova\u00e7\u00e3o nas empresas \u00e9 fortalecer a engenharia.<\/p>\n<p>Segundo ele, h\u00e1 postura de empreendedorismo entre os pesquisadores brasileiros, quesito tamb\u00e9m importante no cen\u00e1rio do desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico, mas o fator t\u00e9cnico \u00e9 uma car\u00eancia hist\u00f3rica no pa\u00eds. Ele tamb\u00e9m defendeu investimentos na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica.<\/p>\n<p>Fraga lembrou que, com 1,6 mil profissionais dedicados \u00e0 pesquisa cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica, a Petrobras investiu nos \u00faltimos tr\u00eas anos US$ 2,5 bilh\u00f5es em pesquisa e desenvolvimento. Ele disse que as institui\u00e7\u00f5es de pesquisa e universidades brasileiras s\u00e3o as principais parceiras da empresa no processo de inova\u00e7\u00e3o. O foco da estatal n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 em petr\u00f3leo e g\u00e1s, segundo o diretor do Cenpes.<\/p>\n<p>\u201cTemos dois eixos complementares que s\u00e3o os biocombust\u00edveis e outras fontes de energia renov\u00e1vel\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Representando a iniciativa privada na plen\u00e1ria, o presidente da Siemens no Brasil, Adilson Primo, afirmou que a gera\u00e7\u00e3o da inova\u00e7\u00e3o depende, fundamentalmente, das empresas. Ele apresentou dados comparativos que mostram o aumento do volume de produtos de alto valor agregado na pauta de exporta\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses que ampliaram o investimento em pesquisa e desenvolvimento, como a Alemanha e o Jap\u00e3o. Com atua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de engenharia eletr\u00f4nica, a empresa, de origem alem\u00e3, direciona sua produ\u00e7\u00e3o majoritariamente ao desenvolvimento de equipamentos e sistemas de energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p>Ele ressaltou que as multinacionais s\u00e3o as empresas que mais investem em ci\u00eancia e tecnologia nos pa\u00edses desenvolvidos. Segundo ele, essas empresas t\u00eam investido massivamente nos parques industriais e tecnol\u00f3gicos de pa\u00edses do Bric. \u201cPara aumentar nosso n\u00edvel de inova\u00e7\u00e3o [<em>do pa\u00eds<\/em>], precisamos de uma pol\u00edtica p\u00fablica que aproveite essa janela de produtividade\u201d.<\/p>\n<p><em>Edi\u00e7\u00e3o: Tereza Barbosa<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lana Cristina da Ag\u00eancia Brasil Bras\u00edlia \u2013 Economista com experi\u00eancia na \u00e1rea industrial e tecnol\u00f3gica, Carlos Am\u00e9rico Pacheco , professor da Universidade de Campinas (Unicamp) defendeu hoje (27) o alinhamento da pol\u00edtica econ\u00f4mica com a agenda da inova\u00e7\u00e3o. Ele destacou que a inova\u00e7\u00e3o \u00e9 um ato essencialmente econ\u00f4mico. \u201cAs empresas inovam para competir no mercado, n\u00e3o porque os governos querem. 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