{"id":10980,"date":"2010-05-24T06:36:23","date_gmt":"2010-05-24T09:36:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=10980"},"modified":"2010-05-24T06:36:23","modified_gmt":"2010-05-24T09:36:23","slug":"proporcao-de-pobres-cai-para-23-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/05\/24\/proporcao-de-pobres-cai-para-23-no-brasil\/","title":{"rendered":"Propor\u00e7\u00e3o de pobres cai para 23% no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.folhagospel.com\/imagem\/pobreza_criancas.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"3\" width=\"132\" height=\"98\" align=\"left\" \/>O percentual de pobres caiu de maneira sustent\u00e1vel no Brasil entre 2004 e 2008 e, mesmo com a crise financeira internacional, o movimento provavelmente n\u00e3o foi interrompido em 2009, de acordo com a economista Sonia Rocha, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade.<br \/>\nEla apresentou na sexta-feira, no 22\u00ba F\u00f3rum Nacional, um estudo com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios, do IBGE, que mostra que a propor\u00e7\u00e3o de pobres no pa\u00eds caiu de 33,2% para 22,9% no per\u00edodo pesquisado.<br \/>\nO movimento contribuiu para a redu\u00e7\u00e3o da desigualdade, mas teve impactos diferentes nas regi\u00f5es brasileiras. No Sudeste, por exemplo, a queda no n\u00famero de pobres foi de 35%, enquanto no Nordeste esse percentual foi de 27%.<br \/>\nA economista explica que o Sudeste, particularmente S\u00e3o Paulo, beneficiou-se mais do crescimento da renda no per\u00edodo, pois o principal fator que motivou isso foi a melhoria do mercado de trabalho e o aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo.<br \/>\nEla destaca que esse era um fato esperado, pois os grandes centros tendem a se beneficiar mais r\u00e1pido do crescimento econ\u00f4mico, mas que contribui para aumentar a desigualdade entre regi\u00f5es.<br \/>\nO trabalho mostra tamb\u00e9m que as fam\u00edlias mais pobres foram as mais beneficiadas pelo crescimento.<br \/>\nNo caso apenas desse grupo, o peso das transfer\u00eancias de renda no or\u00e7amento total familiar aumentou de 10% para 18%, o que mostra que programas como o Bolsa Fam\u00edlia ou o Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada tiveram papel importante na redu\u00e7\u00e3o da pobreza.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nIsso n\u00e3o significa, diz ela, que a melhoria da situa\u00e7\u00e3o financeira dos pobres se deu apenas por causa dessas transfer\u00eancias. O peso da renda do trabalho ainda representa 71% do or\u00e7amento familiar desse grupo. O que o dado mostra \u00e9 que as transfer\u00eancias cresceram em ritmo superior aos sal\u00e1rios e \u00e0s demais rendas do trabalho.<\/p>\n<p>Como os dados consolidados de 2009 s\u00f3 ser\u00e3o divulgados em setembro, ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber se o movimento de redu\u00e7\u00e3o da pobreza continuou mesmo durante a crise.<\/p>\n<p>Ela, por\u00e9m, aposta que a queda deve ter continuado, j\u00e1 que houve melhoria do sal\u00e1rio m\u00ednimo, aumento das transfer\u00eancias de renda, e a crise, no per\u00edodo de coleta da pesquisa do IBGE (setembro), j\u00e1 havia passado por sua pior fase.<\/p>\n<p><strong>Fonte: Folha de S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O percentual de pobres caiu de maneira sustent\u00e1vel no Brasil entre 2004 e 2008 e, mesmo com a crise financeira internacional, o movimento provavelmente n\u00e3o foi interrompido em 2009, de acordo com a economista Sonia Rocha, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade. Ela apresentou na sexta-feira, no 22\u00ba F\u00f3rum Nacional, um estudo com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios, do IBGE, que mostra que a propor\u00e7\u00e3o de pobres no pa\u00eds caiu de 33,2% para 22,9% no per\u00edodo pesquisado. O movimento contribuiu para a redu\u00e7\u00e3o da desigualdade, mas teve impactos diferentes nas regi\u00f5es brasileiras. 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