{"id":10638,"date":"2010-05-20T08:42:44","date_gmt":"2010-05-20T11:42:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/?p=10638"},"modified":"2010-05-20T08:42:44","modified_gmt":"2010-05-20T11:42:44","slug":"ferrovias-brasileiras-precisam-de-investimentos-r-40-bi-diz-estudo-do-ipea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/2010\/05\/20\/ferrovias-brasileiras-precisam-de-investimentos-r-40-bi-diz-estudo-do-ipea\/","title":{"rendered":"Ferrovias brasileiras precisam de investimentos R$ 40 bi, diz estudo do Ipea"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Pedro Peduzzi\/\u00a0<\/strong><\/em><em><strong>da Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/em><\/p>\n<p>\u00a0Bras\u00edlia &#8211; O Brasil precisa de investimentos de R$ 40 bilh\u00f5es para atender \u00e0 demanda de carga ferrovi\u00e1ria prevista para os pr\u00f3ximos anos, segundo estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea). Caso contr\u00e1rio, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras poder\u00e3o ficar comprometidas, de acordo com o t\u00e9cnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Fabiano Pompermayer. Ele tamb\u00e9m alerta para a necessidade de melhoria nos portos nacionais.<\/p>\n<p>\u00a0\u201cO pa\u00eds pode ter suas exporta\u00e7\u00f5es comprometidas, caso n\u00e3o sejam implementadas obras ferrovi\u00e1rias. Para atender essa demanda ser\u00e3o necess\u00e1rios, no m\u00ednimo, investimentos de R$ 40 bilh\u00f5es e uma extens\u00e3o de cerca de 10 mil quil\u00f4metros em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 malha atual\u201d, disse Pompermayer, hoje (19), durante a divulga\u00e7\u00e3o do estudo Transporte Ferrovi\u00e1rio de Cargas no Brasil: Gargalos e Perspectivas para o Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Regional. \u201cConsideramos ainda como desej\u00e1veis outros R$ 59,4 bilh\u00f5es para obras que n\u00e3o est\u00e3o entre as priorit\u00e1rias.\u201d<\/p>\n<p>\u00a0<!--more--><\/p>\n<p>Entre as prioridades destacadas pelo estudo, boa parte est\u00e1 ligada aos R$ 21 bilh\u00f5es em investimentos p\u00fablicos e privados previstos pelo Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC) para expandir a malha dos atuais 28 mil quil\u00f4metros para pelo menos 40 mil quil\u00f4metros at\u00e9 2020.<\/p>\n<p>O pesquisador destaca como priorit\u00e1rias as obras da Ferrovia Norte-Sul, que vai ligar a Regi\u00e3o Norte \u00e0 Centro-Oeste, chegando ao estado de S\u00e3o Paulo. Segundo ele, a integra\u00e7\u00e3o da Ferrovia Bahia Oeste tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1ria, por ligar a Ferrovia Norte-Sul ao litoral do Nordeste. \u201cPara que a produ\u00e7\u00e3o de soja e demais gr\u00e3os de Mato Grosso do Sul e dos outros estados do Centro-Oeste sejam atendidas ser\u00e1 necess\u00e1rio tamb\u00e9m que a Ferroeste seja estendida at\u00e9 Rond\u00f4nia\u201d, avalia.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos adequar tamb\u00e9m a malha ferrovi\u00e1ria do Sudeste, como a Ferroanel, em S\u00e3o Paulo, e as malhas em Minas Gerais e no Rio de Janeiro\u201d, acrescenta Pompermayer.<\/p>\n<p>Outro estado que, de acordo com o estudo, carece de investimentos \u00e9 o Paran\u00e1. \u201cL\u00e1, ser\u00e1 necess\u00e1ria uma grande adequa\u00e7\u00e3o de malha e a amplia\u00e7\u00e3o de capacidade. S\u00f3 assim ser\u00e1 poss\u00edvel atender toda a produ\u00e7\u00e3o de soja do oeste do estado. Em fun\u00e7\u00e3o de a ferrovia j\u00e1 estar operando no limite de sua capacidade, boa parte j\u00e1 foi canalizada para as rodovias\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA capacidade do transporte ferrovi\u00e1rio no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina tamb\u00e9m precisa ser ampliada para escoar a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os&#8221;, completa Pompermayer. \u201cE \u00e9 fundamental que chegue a portos com boa infraestrutura para evitar maiores problemas\u201d.<\/p>\n<p>Ele aponta os portos de Rio Grande (RS), Paranagu\u00e1 (PR), Santos (SP) e Itagua\u00ed (RJ) como os que mais carecem de investimentos. \u201cHoje, o acesso ferrovi\u00e1rio para a maioria desses portos j\u00e1 est\u00e1 no limite. A coisa s\u00f3 n\u00e3o estourou ainda porque est\u00e1 se aumentando a fila de navios [<em>aguardando os servi\u00e7os portu\u00e1rios<\/em>], e porque parte da produ\u00e7\u00e3o foi escoada para as rodovias\u201d.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 tamb\u00e9m o caso do Porto de Itaqui [<em>MA<\/em>]. A ferrovia j\u00e1 chegou ao porto, mas ele ainda n\u00e3o tem estrutura suficiente para dar conta dos gr\u00e3os que chegam l\u00e1 para serem exportados\u201d, afirma Pompermayer.<\/p>\n<p>De acordo com o coordenador de Infraestrutura Econ\u00f4mica, Carlos Campos, o com\u00e9rcio internacional cresceu, em valores, 130% entre 2003 e 2008. Os portos s\u00f3 n\u00e3o estrangularam por conta do investimento privado em novos equipamentos, como cont\u00eaineres, transt\u00eaineres e guindastes para os terminais.<\/p>\n<p>\u201cNa verdade, o que foi melhorado foram as opera\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias. Mas isso tem um limite e ele est\u00e1 pr\u00f3ximo de ser alcan\u00e7ado\u201d, disse. \u201cO pr\u00f3prio setor privado acha que crescendo 5% em tr\u00eas anos os portos ter\u00e3o problemas.\u201d<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Jo\u00e3o Carlos Rodrigues<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pedro Peduzzi\/\u00a0da Ag\u00eancia Brasil \u00a0Bras\u00edlia &#8211; O Brasil precisa de investimentos de R$ 40 bilh\u00f5es para atender \u00e0 demanda de carga ferrovi\u00e1ria prevista para os pr\u00f3ximos anos, segundo estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea). Caso contr\u00e1rio, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras poder\u00e3o ficar comprometidas, de acordo com o t\u00e9cnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Fabiano Pompermayer. Ele tamb\u00e9m alerta para a necessidade de melhoria nos portos nacionais. \u00a0\u201cO pa\u00eds pode ter suas exporta\u00e7\u00f5es comprometidas, caso n\u00e3o sejam implementadas obras ferrovi\u00e1rias. Para atender essa demanda ser\u00e3o necess\u00e1rios, no m\u00ednimo, investimentos de R$ 40 bilh\u00f5es e uma extens\u00e3o de cerca&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-10638","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"views":457,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10638","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10638"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10638\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10640,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10638\/revisions\/10640"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10638"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10638"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.walcordeiro.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10638"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}