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:: ‘Palocci’

Procurador barra investigação e Planalto decide se vai dar salvo-conduto a Palocci

João Domingos, Mariângela Galucci e Felipe Recondo

BRASÍLIA – O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, arquivou nesta segunda-feira, 6, pedidos da oposição para que o Ministério Público investigasse criminalmente o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. As representações tinham como base informação veiculada pela imprensa segundo a qual o patrimônio de Palocci teria aumentado pelo menos 20 vezes entre 2006 e 2010. Mas o “nada consta” ainda não significa um atestado de sobrevivência política. Na noite desta segunda, a presidente Dilma Rousseff discutia com auxiliares a manutenção do ministro no cargo.

Wilson Pedrosa/AE
Wilson Pedrosa/AE
Palocci manifesta intenção de ficar no governo

Em nota divulgada à noite, Palocci demonstrou a intenção de permanecer no governo. “Entreguei à Procuradoria-Geral da República todos os documentos relativos à empresa Projeto. Espero que esta decisão recoloque o embate político nos termos da razão”, disse o ministro, que alegou ter aumentado seus rendimentos a partir da prestação de consultoria a empresas.

Chefe do Ministério Público Federal, Gurgel está no cargo há quase dois anos. Foi indicado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e poderá ser reconduzido em breve por Dilma.

Gurgel disse que após analisar as representações, reportagens veiculadas nos últimos dias e as alegações de Palocci decidiu que não há indícios de prática de crime: “Não é possível concluir pela presença de indício idôneo de que a renda havida pelo representado como parlamentar, ou por intermédio da Projeto, adveio da prática de delitos nem que tenha usado do mandato de deputado federal para beneficiar eventuais clientes de sua empresa perante a administração pública”.

Alívio. A presidente Dilma Rousseff comentou nesta segunda com auxiliares que estava aliviada, porque o pronunciamento da Procuradoria afasta os questionamentos jurídicos. Ao mesmo tempo, ela parecia angustiada com o futuro, visto que a manutenção do titular da Casa Civil aumentará a impressão de que só faz o que determina o ex-presidente Lula. E Lula foi o padrinho da nomeação de Palocci.

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Veja repercussão da entrevista do ministro Antonio Palocci

Governistas e oposicionistas comentaram na noite desta sexta-feira (3) a entrevista concedida à TV Globo pelo ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci (leia os principais trechos exibidos pelo Jornal Nacional).

Confira abaixo o que eles disseram:

ACM Neto, deputado federal (BA) e líder do DEM na Câmara
“A entrevista não fala nada, não acrescenta nenhuma informação, ele é vazio nos pontos que interessa, nas empresas que contrataram os seus serviços e a origem do recurso. Ele falar foi inútil, não deveria ter passado por essas, falou, falou e não disse nada. Ficou no ar numa nebulosa grande. Reforçou a necessidade de ele ir à Câmara, se defrontar com os deputados sobre as coisas graves que a empresa dele fez.”

Alvaro Dias, líder do PSDB no Senado
“A entrevista dele pode ser usada mais como peça de acusação do que de defesa. Em alguns momentos ele foi ingênuo, em outros foi inconsistente e não verdadeiro. Não respondeu às questões essenciais. Se escondendo atrás da tese de que os contratos são confidenciais, não revela nomes e valores, então não revela nada. Como homem público, tem dever da transparência e da publicidade, e não da confidencialidade. Quem o contratou o fez sabendo quem era Palocci, ex-ministro da Fazenda e deputado federal, com compromisso com a visibilidade. Não há a eliminação de nenhum dos indícios, ele tem que ir ao Congresso, e se não for, vamos continuar tentando a CPI.”

Cândido Vaccarezza, deputado federal (PT-SP) e líder do governo na Câmara
“Acho importante a entrevista porque ele deixou claro que era um problema dele, que não fez tráfico de influência e nem usou informações privilegiadas. Quero centralizar o debate sobre o ‘Brasil Sem Miséria’ e os projetos importantes para o Brasil. [A entrevista] facilita a discussão [sobre a convocação do ministro para dar explicações no Congresso]”. :: LEIA MAIS »

Planalto blinda Palocci, mas petistas pedem que ministro comprove renda

Vera Rosa, Tânia Monteiro, Eduardo Bresciani e Daiene Cardoso

BRASÍLIA – O Palácio do Planalto montou uma operação para blindar o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, acusado de multiplicar o próprio patrimônio por 20 num período de quatro anos. A estratégia contou com uma espécie de “nada consta” pronunciado pela Comissão de Ética Pública da Presidência e enfáticas declarações de apoio palacianas, apesar de algumas vozes isoladas dentro do próprio PT terem defendido que Palocci torne pública a declaração de Imposto de Renda para dissipar as dúvidas sobre seu patrimônio.

Celso Junior/AE

Celso Junior/AE

Palocci deixa o Planalto após reunião com Dilma

Em reunião com a coordenação do governo, na manhã desta segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff disse que a denúncia faz parte de um jogo político para desestabilizar o início de sua gestão e pode ter desdobramentos no Congresso. Na sua avaliação, porém, a acusação não se sustenta.

“Isso é guerra política, mas não tem como prosperar”, afirmou Dilma, segundo relatos de dois ministros presentes à reunião, que contou com a presença do próprio Palocci. De qualquer forma, enquanto a oposição e até mesmo alguns petistas cobravam explicações públicas do chefe da Casa Civil, o governo formou um cordão de proteção em torno do braço direito de Dilma.

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