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:: ‘inquérito’

Promotor denuncia e pede preventiva dos envolvidos em decapitação de adolescentes em Salvador

A Tarde

Um dos acusados da barbárie em Salvador chega ao presídio

O promotor de Justiça Antônio Luciano Assis, denunciou à Justiça, nesta sexta-feira, 21, os quatro envolvidos nas mortes das adolescentes Janaína Cristina Brito da Conceição, 16 anos, e Gabriela Alves Nunes, 13 anos, ocorridas em 19 de novembro do ano passado. Além da denúncia, o promotor de Justiça pediu a decretação da prisão preventiva de Adriano Silva Nunes, vulgo Bocão; Alex Santos e Silva, vulgo Lequinho; Jarbas Cristiano Chaves de Souza, vulgo Tiano, e Danilo Rocha Carvalho, vulgo Cacaroto, por garantia da ordem pública para assegurar a aplicação da lei penal e por conveniência da instrução.

Citando informações do inquérito policial, o promotor de Justiça destaca que os denunciados, em ação conjunta com Vítor dos Santos Almeida, vulgo Branco ou Amado, morto em confronto com policiais, por razões abjetas, de forma cruel e sem dar qualquer chance de defesa às vítimas, torturaram e decapitaram as meninas. Em seguida, acondicionaram os corpos em sacos e deixaram em via pública, sem identificação, na Avenida San Martin, onde foram encontrados pela polícia no dia 20 de novembro.

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Para o Ministério Público não há mais dúvida de que Mizael é o responsável pela morte de Mércia Nakashima

do G1

Promotor Rodrigo Merli disse só faltar definir quem é mandante e executor. Para Promotoria e polícia, Mizael é considerado foragido; Evandro foi preso.

 

O ex-namorado de Mércia Nakashima, o advogado e policial militar aposentado Mizael Bispo de Souza, e o vigilante Evandro Bezerra Silva serão denunciados pelo Ministério Público à Justiça pelo assassinato da advogada, informou à reportagem este sábado (10) o promotor Rodrigo Merli Antunes. De acordo com ele, isso será feito após a conclusão do inquérito da Polícia Civil sobre o caso e será remetido à Promotoria, provavelmente, com o indiciamento dos dois suspeitos.
Mizael é apontado pelo vigilante Evandro Bezerra Silva como o assassino da advogada Mércia Nakashima, ex-namorada dele. O motivo do crime seria ciúmes. O suspeito não teria aceitado o fim do relacionamento de quatro anos com a mulher.

Para a Promotoria, a investigação feita pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) já apresentou indícios suficientes para indiciar Mizael e Evandro pela morte de Mércia. Ainda, segundo o promotor Merli Antunes, os suspeitos serão acusados pelos crimes de homicídio qualificado (pela motivação torpe, que seria a intolerância de Mizael com o fim do relacionamento), ocultação de cadáver (a advogada foi jogada ferida dentro do seu próprio carro dentro de uma represa) e sequestro (ela teria sido forçada a ir com os responsáveis pelo crime para Nazaré Paulista, no interior do estado, onde foi morta).“Independentemente da perícia [da Polícia Técnico-Científica, que falta apresentar os laudos da causa da morte de Mércia e o que foi achado no veículo dela], já tenho requisitos. Provavelmente devo fazer a denúncia dos dois assim que a polícia concluir o inquérito. O envolvimento dos dois parece bem evidente”, disse Merli Antunes.

Para o promotor, o crime cometido contra Mércia é hediondo. “Só falta definir quem fez o quê”, disse Antunes. Evandro foi preso na sexta-feira (9) em Sergipe. Mizael teve a prisão decretada neste sábado pela Justiça de Guarulhos, na Grande São Paulo. Apesar disso, ele se encontra foragido, segundo a Promotoria e a Polícia Civil.

O pedido de prisão foi feito pelo delegado Antonio de Olim, do DHPP, após ouvir o depoimento de Evandro em Sergipe. Na versão do vigia, Mizael matou Mércia numa represa em Nazaré Paulista e ele foi buscar o advogado de carro no local. O ex nega o crime.

“O que tínhamos era o contrário. Pelas investigações era Mizael o mandante e Evandro o executor. Na minha avaliação, Evandro está querendo se eximir de uma responsabilidade que ele tenha”, disse o promotor do caso, que espera o resultado da apuração sobre a possível participação de um dos irmãos de Mizael no crime. “Ele teria dado apoio aos dois suspeitos.”

Evandro, capturado em Sergipe, teria sido o executor de Mércia sob mando de Mizael 

O Ministério Público também pretende aguardar a conclusão dos laudos do Instituto Médico Legal (IML), sobre a causa da morte de Mércia, e do Instituto de Criminalística (IC), a respeito do que foi encontrado no veículo dela.

“Dependendo das perícias, é possível qualificar o homicídio por asfixia [se a vítima morreu mesmo afogada] ou tortura [ela teria sido agredida]”, disse Antunes.

A advogada havia deixado a casa dos avós em Guarulhos e desapareceu sem dar mais notícias em 23 de maio. Foi ainda na mesma represa que o carro da advogada, um Honda Fit prata, foi localizado submerso no dia 10 de junho após a denúncia feita por um pescador. O corpo da vítima foi encontrado em 11 de junho pelos bombeiros.

De acordo com peritos Mércia teria apanhado do agressor, foi baleada de raspão no rosto, teria desmaiado e morrido afogada. A testemunha contou à polícia que viu um homem alto não identificado sair do veículo e escutou gritos de mulher antes de o automóvel afundar.

Uma testemunha chegou a dizer à polícia de SP que o segurança Evandro também teria recebido R$ 5 mil de Mizael para fazer uma “coisa errada”. Para a investigação, essa “coisa errada” seria ajudar a matar Mércia. “Também vamos apurar se o crime envolveu pagamento de dinheiro, o que aumentaria as qualificadoras contra os dois”, disse o promotor.

Foragido

 Para o Ministério Público e a Polícia Civil de São Paulo, Mizael já é considerado foragido da Justiça por ainda não ter se apresentado aos policiais que foram neste sábado à sua casa, em Guarulhos, para cumprir o mandado de prisão contra ele. “Se foram até a casa dele, e advogado dele disse que ele não vai se apresentar, pode ser considerado foragido, sim”, disse o promotor Merli Antunes.

Apesar de Mizael ter sido orientado por Haddad Júnior para não se apresentar à polícia, o defensor discorda da versão policial de que seu cliente seja considerado foragido. “Não se pode dizer que o Mizael é foragido porque ele tem direito a recurso. Está em lugar ignorado. Não vou orientá-lo a fugir. Ele não vai fugir. Não vai sair do Brasil”, disse Haddad Júnior, que considerou “injusta” a decretação da prisão.

O advogado de Mizael afirmou ao G1 que vai entrar com um pedido para revogação da decisão judicial na segunda-feira (12). Se o recurso for desfavorável, o defensor promete ainda entrar com um habeas corpus em favor de Mizael no Tribunal de Justiça de SP. “Somente depois de esgotar todos os recursos, o Mizael vai se apresentar porque também não vou querer que ele se torne foragido”, disse Haddad Júnior.

Prisão decretada

 Caso Mizael seja preso, ele deverá ser levado para o presídio Romão Gomes, da Polícia Militar em SP, pelo fato de ser policial militar aposentado. Em outras oportunidades, o ex sempre negou o crime.

O segurança Evandro já estava preso por suspeita de envolvimento com o crime. Ele foi detido na sexta após ficar foragido desde o dia 25 de junho, quando também teve a prisão temporária por 30 dias determinada pela Justiça por faltar a um depoimento no DHPP na capital paulista.

Para a investigação, além de Mizael e Evandro, o irmão do advogado também estaria envolvido no homicídio. Ele ligou 27 vezes para o vigilante num período próximo ao sumiço de Mércia.

O delegado Antonio de Olim e um investigador do DHPP, que viajaram na sexta de São Paulo para Sergipe para ouvir Evandro, devem retornar na noite deste sábado com o vigilante preso. O objetivo dos policiais de SP é ouvi-lo novamente.

No dia em que Mércia sumiu, testemunhas disseram ter visto Bispo conversar com um vigilante Evandro, que trabalhava num posto de gasolina em Guarulhos. A Polícia Civil de Sergipe informou que o vigilante confirmou que trabalhava para o ex-namorado de Mércia e que mantinha contatos com o Mizael pois trabalhava para ele como segurança.

Ainda, de acordo com a investigação do DHPP, a quebra de sigilos telefônicos dos suspeitos autorizada pela Justiça revelou que Evandro conversou diversas vezes com Mizael, pessoalmente e por telefone, antes, durante e depois do desaparecimento e morte de Mércia.

“O Evandro participou. Veja o que nós temos aí. Eles se encontravam, né? Se encontraram muito antes do crime. E se encontraram no dia do crime, se encontraram um dia antes do crime. Quer dizer: tem muitas coincidências, muitas ligações [telefônicas], muitas coisas que unem os dois nos dias dos fatos”, disse o delegado Antonio de Olim, do DHPP.

Sem corpo, polícia diz que pode indiciar Bruno com base em relatos de testemunhas e na aparição do bebê

do Terra | Globo.com

Advogado Jader Marques, da familia de Eliza, diz que polícia está no caminho certo nas investigações 

O delegado-chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e de Proteção à Pessoa de Belo Horizonte, Edson Moreira, disse no final da tarde desta segunda-feira que o goleiro Bruno, do Flamengo, e outras pessoas que supostamente estão envolvidas no desaparecimento de ex-amante do jogador Eliza Silva Samudio, 25 anos, podem ser indiciados pelo crime de homicídio mesmo que o corpo da estudante não seja encontrado.

“A gente (polícia) quer achar a materialidade direta da prova (o corpo). Se for não possível, as investigações indicam a materialidade indireta. Nós temos provas testemunhais, vestígios e o principal, o filho dela que foi encontrado. Uma mãe jamais vai soltar um filho desse jeito. A criança é o cerne da questão”, disse o delegado. As investigações da polícia indicam desaparecimento com provável homicídio seguido de ocultação de cadáver.

O delegado confirmou ainda que as manchas avermelhadas encontradas pela perícia no jipe de Bruno, por meio da substância Luminol, são de sangue humano. O material colhido está sendo analisado e comparado com o DNA do pai de Eliza e do bebê, de 4 meses, que seria filho de Bruno. Quando a criança foi localizada, o Instituto de Criminalística colheu saliva do bebê e do avô.A policia confirmou ainda que o par de sandálias e de óculos encontrados dentro do carro de Bruno foram reconhecidos por testemunhas como sendo de Eliza. O goleiro e o amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, serão intimados até no máximo a próxima semana para prestar depoimento no Departamento de Investigação, em Belo Horizonte.

MPF abre inquérito para investigar compra de caças

O Ministério Público Federal (MPF) em Brasília instaurou na terça-feira da semana passada inquérito civil público para apurar as negociações em torno da compra dos 36 caças pelo governo brasileiro. A investigação foi pedida pelo procurador José Alfredo de Paula Silva com base em representação do cidadão Vinícius Vasconcelos.

 Embora a operação de compra ainda não tenha sido formalizada pelo governo brasileiro, a portaria que instaurou o inquérito considera que a escolha pelos caças franceses já é uma decisão do governo brasileiro “por critério de política externa”. :: LEIA MAIS »



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