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:: ‘missões’

27 cristãos são libertos de prisão na Eritreia

Cristãos soltos foram obrigados a prometer que não se envolveriam em atividades religiosas na Eritreia

Cristãos soltos foram obrigados a prometer que não se envolveriam em atividades religiosas na Eritreia

Nos dias 4 e 8 de setembro, 27 cristãos foram libertos da prisão de Mai Serwa, próxima à capital Asmara, Eritreia. Os 19 homens e oito mulheres deixaram o local após pagamento de fiança e assinatura de documentos, em que prometiam não promover atividades religiosas. Apesar de alguns relatórios justificarem a soltura como medida para conter a propagação da COVID-19, a Portas Abertas não tem informações que comprovem o fato.

De acordo com fontes locais, há centenas de cristãos detidos por causa da fé em Jesus, alguns ficam anos presos, outros cumprem penas mais curtas. Porém, é difícil determinar a quantidade exata já que não existem estatísticas oficiais sobre o assunto. “O ciclo de prisão e soltura não é nada novo”, disse um porta-voz da Portas Abertas sobre a libertação dos cristãos. “Mas o que torna isso incomum é o fato de que os cristãos estavam presos há muito tempo”, explica.

A declaração, que os cristãos foram obrigados a assinar negando um futuro envolvimento em atividades religiosas, também estava condicionada à entrega de propriedades ao governo. Após a libertação, a maioria dos seguidores de Jesus foi obrigada a prestar serviços ao país, requisito obrigatório a todos os cidadãos. De acordo com fontes locais, as condições desses trabalhos são insalubres e os salários insuficientes para cobrir as despesas básicas, como alimentação e moradia. Essa obrigatoriedade de trabalhar para o Estado é uma das causas dos eritreus fugirem do país. :: LEIA MAIS »

Mais três cristãos fogem do Irã

Kavian Fallah-Mohammadi, Amin Afshar-Naderi e Hadi Asgari foram considerados perigosos para a segurança nacional do Irã (foto: Article18)

Kavian Fallah-Mohammadi, Amin Afshar-Naderi e Hadi Asgari foram considerados perigosos para a segurança nacional do Irã (foto: Article18)

Três cristãos condenados pelo governo do Irã fugiram do país, após esgotarem todos os recursos judiciais, informou o site de notícias britânico Article18. Em julho de 2017, Kavian Fallah-Mohammadi e Hadi Asgari foram sentenciados a 10 anos de prisão por ameaçar a segurança nacional, além de organizar e liderar igrejas domésticas. Já Amin Afshar-Naderi recebeu uma pena de cinco anos por “blasfemar” contra o islã.

Todos apelaram das sentenças, mas em julho saiu uma notificação de que os pedidos foram rejeitados. Os recursos deles foram negados juntamente com os do pastor Victor Bet-Tamraz e da esposa dele Shamiram Issavi. Fallah-Mohammadi e Afshar-Naderi foram presos junto com o líder cristão, quando celebravam o Natal em dezembro de 2014. Já a detenção de Asgari aconteceu em agosto de 2016.

Em entrevista ao Article18, Afshar-Naderi afirmou que estavam seguros fora das fronteiras iranianas, mas sentia falta da terra natal. “Antes da prisão, já havia viajado para o exterior muitas vezes, mas nunca decidi emigrar. Hoje, estou muito triste por ter sido forçado a buscar refúgio em outro país, não importa quão melhores sejam as condições”, testemunha.

Emocionado, o cristão admitiu que tentou ser um discípulo de Jesus no Irã, sempre respeitando as leis: “Mas o governo nos infligiu ferimentos graves com mão de ferro e crueldade”. Porém, ele não perdeu esperança e intercede pelas autoridades iranianas. “Oramos pelos governantes, por aqueles que nos perseguiram, insultaram e caluniaram, humilharam e ridicularizaram, torturaram e destruíram, prejudicaram a nós e nossas famílias, confiscaram nossas propriedades. Oramos por eles e os perdoamos”, completa. :: LEIA MAIS »

Crise econômica pode forçar pessoas a sair da Síria

A Portas Abertas assiste famílias mensalmente para que tenham o mínimo para sobreviver

A Portas Abertas assiste famílias mensalmente para que tenham o mínimo para sobreviver

Pelo menos um milhão de sírios estão com necessidade imediata de alimento, escolhendo entre a fome ou a imigração, alertou um oficial da Organização das Nações Unidas (ONU). “Nós temos pessoas à beira da fome agora e elas não podem esperar. Pessoas morrerão e outras estão morrendo enquanto falamos”, disse David Beasley, chefe do Programa Alimentar Mundial da ONU, durante uma conferência em Bruxelas.

Ele chamou o desdobramento dos eventos na Síria de “sem precedentes”. “É pior do que se todas as tempestades viessem juntas”, ele disse. Alertou ainda que se nada for feito, o mundo pode ver outro êxodo em massa dos sírios, como em 2015. “Sem dinheiro, aqui está o resultado final: ou teremos outra imigração em massa ou fome e exploração por parte dos grupos extremistas”, ele disse.

Fontes locais disseram à Portas Abertas que as consequências da crise econômica podem incluir um aumento do trabalho infantil, mendicância, crime, desintegração de família e exploração das mulheres.

A guerra já deslocou metade da população síria, cerca de 13,2 milhões de pessoas. Enquanto quase metade delas (6,6 milhões) busca refúgio em outras partes do mundo, a outra metade fica. A Portas Abertas, por meio de parceiros locais, tem auxiliado famílias na Síria com a distribuição de itens básicos de comida, mas as novas sanções impostas pelos Estados Unidos no começo de julho tornaram isso muito mais difícil.

Em poucas semanas, o custo dos alimentos e outras necessidades quase dobrou. Aqueles que compravam 1kg de frango há um mês pagavam cerca de 5,84 dólares. Hoje, custa 8,76 dólares. Enquanto a média salarial de um funcionário público é pouco menos de 100 dólares por mês, a maioria das pessoas que trabalham por dia ganham ainda menos.

A inflação afetou a ajuda que as igrejas oferecem, disse Barkev Abajian, um dos gerentes do Centro de Esperança Bom Pastor, da Alliance Church, no nordeste da cidade de Alepo. “Nós colocamos menos itens nos pacotes de comida que antes. Eu sei que as pessoas continuam precisando dos itens que não enviamos mais, porque não podem comprá-los. A maioria das pessoas está desempregada ou até trabalham, mas sua renda é tão pouca que não podem cobrir todas as necessidades”, disse.

A equipe se sente impotente frente às necessidades. “Nós gostaríamos de ajudar todos os que estão em necessidade, mas não podemos fazer isso, por termos recursos limitados. O aumento anormal dos preços não permite nem mesmo continuar com o mesmo nível de ajuda que estávamos acostumados”, disse Abajian.

Supra necessidades básicas na Síria
A guerra na Síria levou muitas famílias à pobreza. Devido à crise econômica, elas compram menos e comem menos. A Portas Abertas assiste famílias mensalmente para que tenham o mínimo para sobreviver. Seu envolvimento garante a sobrevivência de famílias empobrecidas pela guerra. Faça uma doação.

Fonte: Portas Abertas

Vamos orar: A perseguição aos cristãos na Índia

Ameaças são feitas e cultos nas igrejas interrompidos com muita frequência

Ameaças são feitas e cultos nas igrejas interrompidos com muita frequência

Índia está entre os dez primeiros países mais hostis ao evangelho. Desde que o BJP, partido nacionalista hindu, assumiu o poder, em 2014, a perseguição tem aumentado no país. O grau de agressividade de todos os tipos de organizações hindus cresceu nos últimos anos. Elas alegam que a Índia pertence ao hinduísmo e que outras religiões deveriam ser eliminadas do país. O hinduísmo radical é, de longe, o maior perseguidor de cristãos na Índia. Ele é violento e está em todas as partes.

Outras formas de nacionalismo religioso na Índia que pioram o grau de perseguição podem ser vistas nas atividades de budistas radicais em Ladakh, neobudismo em Maharashtra e Uttar Pradesh e siquismo radical em Punjab. Desde 2014, o nacionalismo religioso também está influenciando grupos tribais.

As principais fontes de nacionalismo religioso na Índia são oficiais do governo, líderes de grupos tribais, líderes religiosos não cristãos, grupos extremistas hindus, cidadãos comuns e partidos políticos. Oficiais do governo nos níveis local e estadual podem pressionar os cristãos grandemente, devido ao seu alinhamento com grupos radicais hindus. Os líderes de grupos tribais, por sua vez, pressionam os cristãos por abandonar a cultura de seus ancestrais e por insultar a religião da tribo, que é o hinduísmo.

Os líderes religiosos não cristãos são os maiores responsáveis por disseminar um sentimento anticristão entre as massas hindus. Além do BJP (partido do atual primeiro-ministro, Narendra Modi), outros grupos extremistas são ativos na Índia, como VHP, RSS, Sangh Parivar, naxalitas e outros. No nível do vilarejo, a comunidade desenvolve um importante papel na perseguição aos cristãos. Geralmente, são os moradores locais que, na prática, têm atitudes hostis contra os cristãos, como espancamento, incêndio de igrejas e destruição de cemitérios cristãos. :: LEIA MAIS »

DIP 2020: é tempo de orar pelos cristãos ex-muçulmanos

Adultos e crianças do Brasil estão unidos na intercessão durante o Domingo da Igreja Perseguida

Adultos e crianças do Brasil estão unidos na intercessão durante o Domingo da Igreja Perseguida

Hoje, seja em casa ou na igreja, mais de 1 milhão de cristãos brasileiros estão orando pelos irmãos e irmãs ex-muçulmanos no mundo, ao participar do Domingo da Igreja Perseguida (DIP) 2020. Dos 50 países da Lista Mundial da Perseguição 2020, 41 têm a opressão islâmica como uma fonte de perseguição. Isso indica que os cristãos que vivem nessas regiões sabem que seguir a Jesus significa serem rejeitados e agredidos pela família, excluídos da comunidade, ignorados e perseguidos pelos governantes.

Durante o DIP 2020, 10.332 igrejas estão desenvolvendo atividades especiais para que os cristãos locais consigam imergir um pouco na dura realidade da Igreja Perseguida. Em alguns locais, onde ainda há isolamento social, as reuniões acontecem virtualmente. Na Igreja Batista de Vila Jóquei, em São Vicente (SP), os encontros foram virtuais e a igreja toda pôde participar, inclusive as crianças. “É uma experiência incrível, poder envolver os pequenos com a Igreja Perseguida, tem sido muito gratificante. Até mesmo meus filhos de 8 e 4 anos ajudaram com o cenário da gravação dos vídeos. Isso me motivou a pensar em envolver a igreja e eles em uma campanha de cartões”, testemunha Rafael Santos.

Já em outras cidades, os cultos foram presenciais, mas seguem as diretrizes de saúde para não propagar o coronavírus. “É um desafio vencer alguns embaraços, como as medidas para evitarmos a propagação de COVID-19. Precisamos ter flexibilidade para adaptar os encontros e não termos aglomeração”, explica a parceira e organizadora do DIP em Goiânia (GO), Quezia de Alcântara. “A realidade vivenciada pelos cristãos ex-muçulmanos é desconhecida para nós, brasileiros. Então, termos o DIP é essencial para divulgarmos a situação difícil e as vitórias daqueles que fielmente seguem firmes na fé em Cristo”, complementa. :: LEIA MAIS »

Vamos orar: Número de cristãos mortos na Nigéria é preocupante

Meninas órfãs e desabrigadas devido à violência dos pastores de cabra fulanis em Kaduna

Meninas órfãs e desabrigadas devido à violência dos pastores de cabra fulanis em Kaduna

As mortes no estado de Kaduna, na Nigéria, precisam de uma resolução do governo. Um número de nigerianos importantes na mídia e indústria das artes pediu pelo fim da violência. A campanha “Parem com as mortes no Sudeste de Kaduna” compreende uma série de vídeos curtos, estrelando atrizes, músicos e cineastas.

Um dos artistas, o cantor nigeriano Joel Amadi, perdeu o pai em um ataque na vila de Zikpak, em 24 de julho, que presume-se ser de responsabilidade de militantes fulanis. Ao menos 10 pessoas foram mortas, incluindo um pastor, além de tentarem incendiar uma igreja. “Eu sou vítima das mortes em Kaduna. Quero que o mundo todo ouça a minha voz. Desejo paz e que a unidade reine”, disse Amadi em um vídeo.

No dia 9 de agosto, cristãos vestidos de preto de diferentes denominações se reuniram em uma igreja em Kaduna, capital do estado, para protestar contra a violência permanente. De acordo com números da Portas Abertas, os ataques fulanis no Cinturão Médio, na Nigéria, já tiraram a vida de pelo menos 3.507 cristãos entre janeiro de 2016 e junho de 2020. :: LEIA MAIS »

Cristãos são obrigados a desenterrar filho no Egito

Após 11 anos de batalha para manter Samer vivo, Mark Nazeer luta para deixar o corpo do filho sepultado perto de casa

Após 11 anos de batalha para manter Samer vivo, Mark Nazeer luta para deixar o corpo do filho sepultado perto de casa

Além de perderem o filho Samer, de 11 anos, os cristãos Mary Farag e Mark Nazeer foram obrigados a desenterrar o corpo dele, após quatro dias do funeral em El-Kefah, Egito. A decisão controversa das autoridades locais foi dada quando o pai comunicou o falecimento do garoto. “O oficial me disse que eu não pegaria a certidão de óbito do meu filho até que o removêssemos do túmulo dele. Como cristão, ele não poderia ser enterrado tão perto de um cemitério muçulmano. Argumentei com eles, pois tínhamos comprado legalmente o terreno para servir de cemitério, mas voltei para casa de mãos vazias”, testemunha o cristão.

Quando Nazeer voltou para casa, a polícia o estava esperando para prendê-lo. Além da hostilidade com que foi tratado, o cristão ficou recluso por dois dias. Então, a família enlutada entrou com um processo judicial para reverter a decisão das autoridades, mas o juiz impôs uma multa e a transferência do corpo do filho para um cemitério a 100 km de onde moram.

Os cristãos e o advogado apelaram da decisão e, por consequência, o pai de Samer foi preso novamente no ônibus público que usava para voltar para casa. A detenção foi o fato de ter recorrido da sentença. Nazeer voltou ao tribunal e foi obrigado a cancelar o recurso. Além disso, também ligou para a família e pediu que desenterrassem o corpo do filho, pois apenas assim teria a liberdade concedida. “Este é realmente o auge da perseguição”, declara. Veja o momento da retirada do corpo do cristão do jazigo da família.

Toda a situação afetou a família que já enfrentava a perda de um ente querido. “Simplesmente não consigo esquecer a visão do corpo do meu filho depois que o removemos do cemitério. Eu e meus outros filhos tivemos colapsos nervosos e não conseguimos dormir bem”, testemunha Mary. Os cristãos apelam para que as autoridades superiores do país tomem posição, responsabilizem as pessoas que ordenaram a remoção dos restos mortais de Samer e permitam que ele seja sepultado no terreno próximo de onde moram. :: LEIA MAIS »

Vamos orar: Cristão é condenado à morte por blasfêmia no Paquistão

Assim como Asif Pervaiz, muitos cristãos são acusados falsamente de blasfêmia caso não aceitem seguir o islamismo no Paquistão (foto representativa)

Assim como Asif Pervaiz, muitos cristãos são acusados falsamente de blasfêmia caso não aceitem seguir o islamismo no Paquistão (foto representativa)

Em 8 de setembro, mais um cristão foi sentenciado à morte no Paquistão, acusado de blasfemar contra o islã. Asif Pervaiz, de 37 anos, foi preso em 2013 após ser denunciado pelo ex-supervisor de uma fábrica de meias, Muhammad Saeed Khokher. Em entrevista à Al Jazeera, o advogado de defesa, Saif-ul-Malook, contou que o réu teve o testemunho rejeitado e depois recebeu a condenação. “Ele negou as acusações e disse que o homem estava tentando fazer com que se convertesse ao islã”, conta o mesmo advogado de defesa de Asia Bibi.

De acordo com Pervaiz, o supervisor o confrontou quando ele estava deixando o trabalho. Então, o cristão manteve a fé em Jesus, mas foi acusado de ter enviado mensagens blasfemando contra o profeta Maomé. Porém, o advogado de acusação, Ghulam Mustafa Chaudhry, argumentou que essa foi a primeira denúncia de proselitismo religioso de funcionários contra Khokher.

O Paquistão é o 5º país na Lista Mundial da Perseguição 2020 e uma das principais fontes de perseguição são extremistas muçulmanos. Por isso, as leis de blasfêmia têm feito muitas vítimas no território. O caso da cristã Asia Bibi é um dos exemplos que ganhou atenção internacional. Após uma longa batalha nos tribunais, ela foi absolvida e precisou fugir do país para viver em segurança.

Lei para punir cristãos

Atualmente, há cerca de 80 pessoas presas no Paquistão sob acusação de blasfemar contra o islã. Metade delas cumpre prisão perpétua ou foi sentenciada à pena de morte, garante a Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF, da sigla em inglês). Porém, alguns acusados pelo crime nem chegam a cumprir pena, pois são mortos antes. Outra situação que ocorre é o assassinato de familiares, advogados e juízes que concederam sentenças favoráveis ao réu. :: LEIA MAIS »

Vamos orar: A perseguição aos cristãos no Catar

Os cristãos ex-muçulmanos no Catar contam com suas orações, pois precisam viver a fé em segredo

Os cristãos ex-muçulmanos no Catar contam com suas orações, pois precisam viver a fé em segredo

O Catar foi um dos países que mais subiu posições na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2020 comparado ao ano anterior, indo da 38ª posição na LMP 2019 para o atual 27º lugar. Isso pode ser explicado devido ao aumento da pressão média sobre os cristãos, que está em um nível muito alto (12,8 pontos). Na LMP 2019, a pressão estava em 12,2 pontos.

Embora todas as esferas da vida mostrem níveis altos ou muito altos de pressão, a pressão é maior na igreja e na vida privada. Isso reflete as dificuldades que os cristãos ex-muçulmanos enfrentam para praticar e compartilhar a fé com os próprios familiares. A pontuação extremamente alta na esfera igreja reflete as dificuldades que as igrejas enfrentam ao tentar construir novos templos, por exemplo, e as limitações que têm para evangelizar entre os muçulmanos.

A pontuação de violência dobrou, indo de 1,1 na LMP 2019 para 2,2 na LMP 2020. Esse aumento se deve a incidentes que afetam cristãos expatriados, mas os detalhes não podem ser fornecidos por razões de segurança. Acompanhe abaixo o infográfico com a pontuação do Catar.

Catar é um país muito pequeno localizado na Península Arábica, com a capital Doha sendo o centro de todas as atividades. Os riscos enfrentados pelos cristãos, especialmente pelos convertidos do islamismo ao cristianismo, dependem do tipo de comunidade da qual eles fazem parte. Os cristãos ex-muçulmanos do Catar enfrentam os maiores riscos, pois a sociedade é conservadora e os laços familiares são fortes. Os expatriados cristãos ocidentais geralmente são livres para praticar suas crenças, desde que evitem o proselitismo. Cristãos não ocidentais, como os filipinos, são mais propensos a enfrentar discriminação e abuso, especialmente as trabalhadoras domésticas.

A religião do Estado é o islamismo wahabi conservador. Não muçulmanos podem apenas cultuar em casas ou em lugares designados. Proselitismo é contra a lei e pode acarretar em condenações de até dez anos de prisão. Qualquer crítica ao islã é punida e a conversão do islamismo a outra religião é apostasia, sendo proibida e socialmente inaceitável. Combinados com o islã, normas e valores tribais são impostos aos cristãos. :: LEIA MAIS »

Extremistas sequestram estudantes e incendeiam igreja na Nigéria

Os frequentes ataques de extremistas islâmicos causaram o deslocamento de milhares de pessoas pela Nigéria

Os frequentes ataques de extremistas islâmicos causaram o deslocamento de milhares de pessoas pela Nigéria

Na manhã de 24 de agosto, uma escola foi invadida e alunos sequestrados, após o ataque à comunidade de Damba-Kasaya, no estado de Kaduna, Nigéria. De acordo a organização Christian Solidarity Worldwideos extremistas fulani invadiram o colégio, capturaram a professora Christiana Madugu e mais quatro alunos, que estavam se preparando para os exames finais.

Há poucos dias as escolas da região foram abertas, para que os estudantes das últimas séries pudessem fazer as últimas provas. Os capturados foram Happy Odoji (14), Miracle Danjuma (13) e a irmã Favor Danjuma (9) e Ezra Bako (15). Mais tarde, os sequestradores entraram em contato com a família Danjuma e confirmaram que as meninas estavam sob o poder deles, mas não pediram resgate.

Anteriormente, os instrumentos musicais e sistema de som da Igreja Batista Aminchi foram destruídos, em seguida o local foi incendiado. De acordo com testemunhas, soldados nigerianos enfrentaram os agressores, mas depois se retiraram do local, sem explicação. Segundo os dados da organização Southern Kaduna Peoples Union (SOKAPU), 45 comunidades da região foram atacadas diversas vezes, resultando em vários sequestros e mortes. :: LEIA MAIS »

COVID-19 agrava situação de cristãos deslocados em Burkina Faso

Os cristãos deslocados fogem pelo país dos ataques de grupos extremistas em Burkina Faso

Os cristãos deslocados fogem pelo país dos ataques de grupos extremistas em Burkina Faso

Um milhão de pessoas foram deslocadas internamente em Burkina Faso, garante os dados do Conselho Norueguês para Refugiados. Apenas em 2020, 453 mil pessoas precisaram fugir das regiões onde moravam, um número cinco vezes maior do que no ano anterior. De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), a maioria de deslocados vem das regiões norte e leste do país e já foi forçada a fugir várias vezes.  Cerca de 76% dos deslocados internos procuram refúgio no Centro-Norte do país e na área do Sahel.

Os grandes responsáveis pelos deslocamentos são os jihadistas, que agem com violência em nome do islamismo radical. Apesar de muitos burkinabes fazerem parte dos grupos extremistas, a maioria dos rebeldes chegou ao território em 2014, vindos do Mali. Em 2020, as consequências das 187 ações terroristas custaram a vida de 800 pessoas, explica a ONG Armed Conflict Location and Event Data Project.

Dentre as pessoas, que perambulam pelo país em busca de um lugar seguro, estão muitos cristãos como o pastor Joel*, que deixou Sebba logo após os assassinatos do pastor Omar Tindano, do filho e de dois sobrinhos dele. O pastor Woba* quase foi uma das vítimas no ataque e testemunha: “Naquele mesmo dia os sequestradores vieram à minha casa também. Quando soubemos que eles estavam por perto, era tarde demais para fugirmos, então eu, minha esposa e nossa filha apenas nos trancamos em casa. Quando chegaram, tentaram abrir a porta, mas não conseguiram”. :: LEIA MAIS »

Mesmo após a morte, testemunho de cristão dá fruto no Vietnã

Cristãos compareceram ao funeral de Gia-co, da esposa e do filho no Vietnã

Cristãos compareceram ao funeral de Gia-co, da esposa e do filho no Vietnã

Hoje, faz 75 anos que o líder comunista Ho Chi Minh declarou a independência do Vietnã. Os valores do sistema político são fortes no país e contribuem para que esteja na 21ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2020. O cristão Gia-co*, a esposa e os filhos enfrentaram a hostilidade da comunidade e das autoridades locais por serem fiéis a Jesus.

Em abril de 2020, ele perdeu duas toneladas de mandioca por ser proibido de usar a estrada local até a cidade mais próxima. Porém, a Portas Abertas socorreu o irmão e a família dele, por meio de uma igreja local, e aguardava uma posição do governo sobre a ação da autoridade local. Mas, em 2 de maio, Gia-co, a esposa e o filho de 12 anos morreram pela ingestão de cogumelos venenosos. Apenas duas meninas, uma de 5 e outra de 8 anos, restaram da família cristã.

Porém, o testemunho dos irmãos permaneceu vivo. A fé de Gia-co durante a vida e o amor que a família recebeu no funeral deles impactaram alguns vizinhos, que também decidiram seguir a Jesus. Mas quando o chefe da aldeia e a polícia souberam da conversão deles, visitaram a família e pediram que voltassem à antiga fé. O pastor de Gia-co, Kiet*, passou a acompanhar os novos cristãos e argumentou com as autoridades que a lei vietnamita dá o direito aos cidadãos de escolherem a religião que quiserem. Então, o chefe da comunidade prometeu não perseguir mais aos cristãos.

Entretanto, em julho, a autoridade máxima do vilarejo foi até a casa dos cristãos para exigir que eles abandonassem a fé em Jesus. Caso a exigência não fosse atendida, a casa onde eles residiam seria tirada deles, pois pertencia ao governo. O marido ficou bastante preocupado com a ameaça, mas a esposa incentivou a todos a se manterem firmes em Cristo. :: LEIA MAIS »

Após 20 anos, perseguidor ouve sobre Jesus no Uzbequistão

Após perseguir o irmão por 20 anos, muçulmano fica doente e abre o coração para ouvir sobre o evangelho (foto representativa)

Após perseguir o irmão por 20 anos, muçulmano fica doente e abre o coração para ouvir sobre o evangelho (foto representativa)

Desde 1991, na data de hoje é comemorado o Dia da Independência do Uzbequistão. O país é o 18º na Lista Mundial da Perseguição 2020, um dos mais perigosos da Ásia Central para os cristãos, que são vistos como ameaças pelo governo e pela família e comunidades islâmicas. Para o povo uzbeque, a identidade nacional está completamente ligada à religião muçulmana. Por isso, quando uma pessoa decide seguir a Cristo, ela é considerada uma traidora, enfrentando rejeição e ataques. Aziz* experimentou a oposição de familiares desde que encontrou Jesus, principalmente do irmão mais velho.

Quando visitava os pais e outros familiares, o cristão ex-muçulmano tentava encontrar o irmão mais velho, que morava na mesma vila. Mas o desejo  era impossível de realizar, já que o irmão ficava constantemente zangado com Aziz e sempre dizia: “Vá embora, o que você está fazendo aqui? Não quero ter nada a ver com você!”. O distanciamento entre eles durou 20 anos.

Mas, há quatro anos, o sobrinho de Aziz (filho do irmão mais velho) passou a seguir a Jesus também e por ter medo da reação do pai, procurou o tio, juntamente com esposa e filhos. Quando o irmão mais velho soube do acontecido, ligou ameaçando os seguidores de Cristo: “Se meu filho estiver em sua casa, vou colocar fogo aí, com tudo e todos dentro dela!”.

O sobrinho de Aziz e a família dele fugiram, mas o pai dele um dia o pegou e o agrediu gravemente. “Ele foi levado para o hospital. Teve que ser operado no rosto e o nariz foi quebrado”, explica o cristão. Apesar da oposição do irmão dele, Aziz incentivava o sobrinho a procurar o pai e se reconciliar com ele. Então, há um ano as coisas começaram a mudar. :: LEIA MAIS »

Vamos orar: Cristãos continuam desaparecidos na Nigéria e Malásia

Familiares e amigos de cristãos desaparecidos protestaram na Malásia em 13 de fevereiro de 2019

Familiares e amigos de cristãos desaparecidos protestaram na Malásia em 13 de fevereiro de 2019

Hoje é o Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados. Segundo a Organização das Nações Unidas, o crime contra a humanidade envolve a privação de liberdade e na maioria das vezes é executado por agentes do Estado ou por pessoas agindo com conhecimento e conivência dele. Na maioria dos casos, falta o reconhecimento do sumiço da pessoa e negação de informação do paradeiro dela. Quando essa prática é comum contra um segmento específico da população, como os cristãos, os casos são considerados como violação dos Direitos Humanos e não podem ser anistiados.

Em países como a Nigéria, os cristãos são as principais vítimas de desaparecimentos forçados. Segundo grupos extremistas, como o Boko Haram, eles têm direito de capturar meninas e mulheres cristãs com o objetivo de fazer delas escravas sexuais e até mesmo vítimas de atentado suicida. A Portas Abertas acompanha as histórias de Leah Sharibu e das 112 meninas do vilarejo de Chibok, que foram sequestradas por jihadistas em 2018 e 2014, respectivamente.

As vítimas desse tipo de crime contra humanidade não são apenas as pessoas que estão desaparecidas. São todos os parentes e amigos que vivem a angústia da espera por notícias do ente querido. “Nós não sabemos onde ela está ou pelo que está passando. Nós vemos notícias nas redes sociais e jornais, mas não sabemos o que é verdadeiro ou não”, revelou Rebecca, mãe de Leah Sharibu em entrevista à Portas Abertas.

Apesar de não ter informações concretas para se apoiar, a mãe da menina de 17 anos não perde a esperança e mantém a intercessão pela filha. “Oro por ela diariamente. Agradeço a Deus pela fé que ela tem e peço que ele continue a incentivando. Eu também oro pelos sequestradores de Leah, para que eles a libertem, e também que encontrem a Cristo, porque não sabem o que estão fazendo”, completou. :: LEIA MAIS »

Vamos orar: Norte-coreanos são atingidos pela COVID-19 e por desastres naturais

População da Coreia do Norte enfrenta o coronavírus e as consequências dele, como o aumento de preços de itens de alimentação

População da Coreia do Norte enfrenta o coronavírus e as consequências dele, como o aumento de preços de itens de alimentação

A pandemia da COVID-19 tem dificultado a ajuda a cristãos norte-coreanos refugiados em outros países, como China e Coreia do Sul. As organizações que atuavam nessa frente, precisaram suspender as assistências por causa do isolamento social e da queda de doações. Porém, irmãos e irmãs ao redor do mundo intensificaram a oração e contribuição e puderam socorrer os cristãos perseguidos.

Além de serem atingidos pelo coronavírus, os norte-coreanos enfrentaram também fortes chuvas de monções, inundações e ondas de calor. Neste momento, as fronteiras do país comunista se abriram e um pouco de ajuda conseguiu chegar até os necessitados. Apesar do governo negar a presença de casos de COVID-19 no território, os habitantes estão sendo contaminados e até apelidaram o problema de “doença do fantasma”.

Assim como nos demais países atingidos, a economia da Coreia do Norte foi afetada e o preço de itens básicos ficou quatro vezes mais caro. O resultado é o descontentamento da população com o líder do país. Nesta hora, os cristãos norte-coreanos repartem o pouco que têm e recebem a provisão diária de Deus. :: LEIA MAIS »

Vamos orar: A perseguição aos cristãos na Malásia

Entenda como se dá a perseguição na Malásia e saiba como orar especificamente por esse país

Entenda como se dá a perseguição na Malásia e saiba como orar especificamente por esse país

Com 62 pontos, a Malásia se classificou em 40º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2020. No ano anterior, o país marcou 60 pontos e se classificou em 42° lugar. A queda de 5 pontos na pontuação geral em 2019 comparado ao ano anterior reflete o resultado inesperado das eleições presidenciais em 2018. Os pontos caíram de forma mais significativa nas esferas nacional e igreja, mas também em violência. Especialmente minorias, como cristãos, hindus e budistas colocam esperança no novo governo, entretanto, o governo teve que recuar em muitas iniciativas e reter a política de ação afirmativa por causa dos muçulmanos malaios.

A pressão aos cristãos na Malásia aumentou em todas as esferas da vida, aumentando a pressão média de 11,7 para 12,2. A pressão é extrema e mais forte na família, e está em um nível muito alto na comunidade, vida privada e nação. A pressão na família e vida privada mostra os problemas enfrentados por convertidos do islamismo e outras religiões, conduzida também pela política de islamização do país. A pressão resultada da opressão islâmica está presente em todas as esferas da vida. Partidos e grupos islâmicos conservadores continuam sendo fortes na Malásia.

A pontuação para violência contra cristãos permanece no mesmo nível que no ano anterior. Além do sequestro de certos cristãos nos últimos anos, a perseguição raramente é violenta na Malásia. O pastor Joshua Hilmy e sua esposa Ruth estão desaparecidos há mais de dois anos, após sumirem de sua casa no estado de Selangor. O pastor Raymond Koh foi sequestrado enquanto dirigia em uma avenida movimentada em Petaling Jaya e está desaparecido desde fevereiro de 2017. Seu paradeiro ainda é desconhecido e, de acordo com as descobertas da comissão de direitos humanos do país, as forças especiais da polícia estão envolvidas no sequestro. :: LEIA MAIS »

Cristãos perseguidos recebem ajuda durante a pandemia de COVID-19

Cristãos indianos foram excluídos da ajuda governamental por causa da fé, mas receberam itens de alimentação e higiene dos irmãos e irmãs ao redor do mundo

Cristãos indianos foram excluídos da ajuda governamental por causa da fé, mas receberam itens de alimentação e higiene dos irmãos e irmãs ao redor do mundo

A COVID-19 surgiu silenciosa na China em dezembro de 2019. E, no fim do mesmo mês, o mundo já estava apreensivo com um vírus que comprometia órgãos essenciais, como rins e pulmões. Até agora, mais de 23 milhões de casos da doença foram relatados e 814.354 perderam as vidas na luta contra o coronavírus. As consequências desse inimigo invisível afetaram todos os âmbitos da vida de uma pessoa. Em nível econômico, a crise de saúde pode provocar a recessão mais profunda desde a Segunda Guerra Mundial, garantiu o relatório Global Economic Prospects, do Banco Mundial.

O impacto dessa nova crise deve afetar milhões de pessoas que já estavam no radar da fome, assegura o documento da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Com as consequências da COVID-19, como perda de renda e aumento de preços de alimentos, o número de necessitados pode crescer. “Este ano, cerca de 49 milhões de pessoas podem cair na pobreza extrema devido à crise da COVID-19. A queda de um ponto percentual no Produto Interno Bruto global significa mais 700 mil crianças raquíticas”, afirmou o Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

Entre as principais vítimas, estão muitos cristãos que já experimentavam a exclusão social, que os impediam de ter uma renda justa capaz de satisfazer as necessidades básicas, como alimentação e moradia. Boa parte deles vive em um dos 50 países classificados pela Lista Mundial da Perseguição 2020. :: LEIA MAIS »



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