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Vamos orar: Cristã falece e deixa quatro filhos pequenos na Índia

Sujata e os quatro filhos foram beneficiados com a distribuição de alimentos durante a pandemia da COVID-19 na Índia

Sujata e os quatro filhos foram beneficiados com a distribuição de alimentos durante a pandemia da COVID-19 na Índia

A Portas Abertas lamenta a morte da cristã Sujata*, na Índia, e pede oração pelos quatros filhos dela, que já perderam o pai há alguns anos. Segundo um parceiro local, a cristã de 30 anos estava com uma infecção de garganta e faleceu após alguns dias. “Estamos chocados ao ouvir isso, pois ela não nos contou que o estado de saúde era crítico”, lamenta.

Sujata teve um encontro com Cristo há alguns anos e sempre enfrentou perseguição dos familiares e amigos. Quando o esposo faleceu, a comunidade expulsou a cristã e os quatro filhos da vila onde moravam. Os parentes também negaram ajuda à família. “Ela costumava trabalhar como diarista e também como empregada doméstica para cuidar dos filhos pequenos”, explica o cristão.

O filho mais velho da cristã é Raj*, de 10 anos, as outras três meninas Seema*, Reena* e Diya* são bem mais novas, e estão sob os cuidados dos cristãos da igreja que Sujata frequentava. “Ela veio aos nossos programas de treinamento e foi uma participante ativa, disposta a ajudar sempre que possível. Costumava trabalhar muito, provavelmente isso afetou a saúde dela. Sujata queria educar os filhos adequadamente e estava sempre se empenhando para isso”, completa. :: LEIA MAIS »

Cristãos são excluídos de ajuda humanitária no Vietnã

No Vietnã, cristãos foram excluídos de ajuda governamental, mas receberam auxílio dos parceiros da Portas Abertas

No Vietnã, cristãos foram excluídos de ajuda governamental, mas receberam auxílio dos parceiros da Portas Abertas

Além de mortes e de colapsos dos sistemas de saúde, a pandemia da COVID-19 aumentou a vulnerabilidade de muitas pessoas que já lutavam para não passar fome. No Vietnã, a população necessitada ganhou apoio financeiro do governo, com valores equivalentes a 33 dólares por pessoa. Porém, 13 famílias cristãs ficaram de fora da ajuda humanitária. “Este apoio é apenas para as famílias que seguem o governo, não inclui os cristãos que seguem a Deus”, justificaram as autoridades locais.

Os cristãos excluídos trabalhavam em oficinas de carpintaria e com construção, mas foram obrigados a voltar às comunidades de origem porque perderam os empregos durante a pandemia. Além disso, as chuvas torrenciais provocaram inundações e deslizamentos de terra e danificaram as plantações deles.

De acordo com testemunhas locais, não é comum que o governo negue ajuda a cristãos, mas isso varia com as lideranças das aldeias, onde os chefes locais é que “fazem as leis”. Porém, enquanto muitos irmãos e irmãs são deixados de fora da assistência social, a Portas Abertas providenciou ajuda financeira aos necessitados. “As autoridades locais não me incluíram porque sou cristão. Quero agradecer a todos por suas orações e por ajudar minha família e meus filhos a terem comida”, reconhece Gya*, um dos beneficiados. :: LEIA MAIS »

Vamos orar: A perseguição aos cristãos na Nigéria

A pontuação da violência no mesmo período está muito estável, porém, com nível extremo, visando cristãos

A pontuação da violência no mesmo período está muito estável, porém, com nível extremo, visando cristãos

Nigéria é um gigante na África repleto de problemas complicados. Devido ao seu tamanho e recursos humanos e naturais, tem potencial para ser uma força enorme no continente. No entanto, a instabilidade política, a insegurança e a corrupção desenfreada que caracterizaram o país durante décadas ainda persistem e enfraquecem a Nigéria consideravelmente. A média de pressão aos cristãos na Nigéria está em um nível muito alto de 12,7, a mesma pontuação do ano anterior.

Todas as esferas da vida pontuaram acima de 11 pontos, sendo que o máximo é 16,7, por isso considera-se que a pressão está em um nível muito alto em todas elas. O índice é mais alto na comunidade (13,4) e a pontuação para violência está na pontuação máxima possível (16,7), a mesma comparada ao ano anterior.

A perseguição aos cristãos tem sido estável, porém se mantém em um nível muito alto, com os níveis mais altos nos períodos de análise de 2019 e 2020. A comunidade tem marcado 13 pontos ou mais. Embora as diferenças sejam limitadas, principalmente entre comunidade, nação e igreja, o que é um reflexo de que a perseguição aconteça em comunidades locais onde atores não estatais têm um papel-chave.

A média de pressão tem sido consistentemente muito alta, marcando acima de 12 nos últimos cinco anos, chegando a 12,7 nos dois últimos períodos. A pontuação da violência no mesmo período está muito estável, porém com nível extremo, visando cristãos. Nos últimos três anos o país teve pontuação máxima em violência. :: LEIA MAIS »

Vamos orar: Cristão egípcio é preso por “blasfemar” contra o islã no Facebook

Cristão egípcio foi preso enquanto trabalhava na farmácia que tinha há 30 anos (foto representativa)

Cristão egípcio foi preso enquanto trabalhava na farmácia que tinha há 30 anos (foto representativa)

Uma opinião religiosa no Facebook custou a liberdade de um cristão no Egito. Em agosto, o homem que prefere não se identificar foi detido sob a acusação de insultar o islã na rede social. Apesar da ausência de provas, o seguidor de Jesus continua preso aguardando a decisão judicial.

De acordo com a esposa do farmacêutico, ele não sabe usar o Facebook e nem tem familiaridade com tecnologia. No dia da prisão, a farmácia do cristão foi invadida pela polícia, que prendeu a filha e ele. No dia seguinte, a filha foi solta e testemunhou que uma multidão furiosa também cercou o estabelecimento no momento da detenção.

“Meu marido é um homem muito pacífico. Ele tem a farmácia há mais de 30 anos e atende cristãos e muçulmanos. E nunca teve problemas com ninguém”, explica a esposa. Ela acredita que outras pessoas postaram as mensagens ofensivas em nome do marido e suspeita de que foram extremistas islâmicos, que abriram duas farmácias próximas a do cristão. “Talvez alguém queira prejudicar os negócios do meu marido para ajudar os concorrentes”, revela.

Para o advogado do cristão, a situação foi forjada. Já que no momento da prisão, o policial pegou o celular do farmacêutico, imprimiu a postagem e colocou dentro de um envelope. Mais tarde, o oficial afirmou que encontrou a prova dentro de uma gaveta da farmácia. Além disso, as filmagens do sistema de vigilância, que poderiam funcionar como provas, foram retiradas do local. :: LEIA MAIS »

Vamos orar: Arábia Saudita oprime mulheres e nega liberdade religiosa

Mulheres da Arábia Saudita têm os direitos negados pelas leis governamentais

Mulheres da Arábia Saudita têm os direitos negados pelas leis governamentais

Em 23 de setembro de 1932, o reino da Arábia Saudita foi proclamado, indicando que várias tribos, emirados e xerifados da Península Arábica seriam governados pela família Saud. O maior país do Oriente Médio também é o número um em produção de petróleo do mundo. Apesar de manter boas relações com os Estados Unidos e demais países do Ocidente, e desejar ser visto como líder do mundo árabe e do islamismo, nos quesitos liberdade religiosa e igualdade de gênero está longe de ser um exemplo mundial.

A representante da Dinamarca no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra, Suíça, pediu que a Arábia Saudita libertasse todos os detidos políticos, juntamente com defensores dos direitos das mulheres, presos desde 2018. “Os direitos básicos das mulheres são severamente limitados na Arábia Saudita”, explica um porta-voz da Portas Abertas.

Inaptas para tomar as próprias decisões

Segundo ele, as mulheres do país ainda são dependentes dos homens para exercerem direitos comuns a todos os cidadãos. “As limitações mais severas estão ligadas ao sistema de tutela, sob o qual as mulheres são legalmente consideradas menores de idade e precisam de um tutor para tomar decisões críticas em seu nome”, revela.

Apesar da lei permitir que as sauditas possam viajar e obter passaporte sem a permissão do tutor, a implementação do novo direito é lenta e muitas vezes inexistente, ainda mais em regiões onde as famílias são conservadoras. Se para as mulheres islâmicas a situação é difícil, quando o assunto envolve cristãs ex-muçulmanas fica ainda pior. “As consequências podem ser terríveis, incluindo abusos graves se o tutor homem desaprovar a decisão delas. E há pouca esperança de escapar e buscar proteção em uma situação tão abusiva”, diz o porta-voz. :: LEIA MAIS »

Tráfico de pessoas e exploração sexual: seja a voz dos oprimidos

Na Nigéria, Ruth foi sequestrada pelo Boko Haram e teve dois filhos com um soldado extremista. Mas conseguiu fugir e ter a vida restaurada por Deus

Na Nigéria, Ruth foi sequestrada pelo Boko Haram e teve dois filhos com um soldado extremista. Mas conseguiu fugir e ter a vida restaurada por Deus

Em 23 de setembro de 1999, os países participantes da Conferência Mundial de Coligação contra o Tráfico de Mulheres escolheram a data como o Dia Internacional Contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças. A ação foi inspirada na Argentina, que em 1913, promulgou a Lei Palácios, criada para punir quem promove ou facilita a prostituição e a corrupção de menores de idade. Isso motivou outros países a protegerem a população, sobretudo mulheres e crianças, contra a exploração sexual e o tráfico de pessoas.

Apesar de ser um crime internacional, em muitos países a exploração sexual e o tráfico de mulheres e crianças ainda é uma ferramenta de perseguição contra cristãos. A Nigéria, por exemplo, é um dos países que registra esse tipo de atividade com frequência. O Boko Haram, principal grupo extremista do país, costuma sequestrar mulheres e, em seus cativeiros, abusa delas. Muitos são os relatos de mulheres que tiveram “filhos do Boko Haram”, divulgados até mesmo pela mídia internacional.

Uma história de dor e restauração

A cristã Ruth* foi sequestrada pelo grupo extremista quando tinha 14 anos, durante uma invasão ao vilarejo onde vivia, no estado de Adamawa. “O primeiro ano foi um inferno. Cada dia que retornavam dos ataques, os soldados do Boko Haram batiam em nós e nos estupravam. Meu corpo inteiro estava coberto de feridas e eu fiquei muito magra porque eles não nos davam comida suficiente. Eles nos disseram para negar a Cristo e nos tornarmos muçulmanas se quiséssemos ser mais livres no acampamento. Recusei-me a negar a Cristo e continuei chorando e orando para Deus me resgatar”, testemunha a cristã.

Porém, Ruth se cansou de esperar o alívio para a aflição e decidiu aceitar o islamismo: “Minha decisão tirou parte do meu sofrimento físico, mas ainda estava péssima. Quando éramos levadas para fazer a salat (oração islâmica), eu recitava o Salmo 23 em meu coração. Eu ainda queria acreditar que Jesus era meu bom pastor”. Em 2017, a nigeriana conseguiu fugir e voltar para a casa dos pais, mas agora ela carregava um bebê chamado Samaila com ela. “Meu pai começou a me tratar como uma infiel por causa do meu filho e do bebê que carregava no ventre. Ele dizia: ‘Não quero ver você nem esse menino perto de mim’. Essas palavras partiram meu coração”, recorda Ruth. :: LEIA MAIS »

Conheça o ranking dos 50 países onde os cristãos são mais perseguidos por causa fé em Jesus

A Lista Mundial da Perseguição (LMP) é uma das principais ferramentas da Portas Abertas para monitorar e medir a dimensão da perseguição aos cristãos no mundo, e existe há mais de 25 anos. Porém, a Portas Abertas já investigava a situação da Igreja Perseguida desde os anos 1970.

departamento de pesquisa da Portas Abertas desenvolveu uma metodologia própria para o processo de elaboração da Lista Mundial da Perseguição, que se repete anualmente. O período da pesquisa da LMP 2020 foi 1/11/2018 a 31/10/2019.  metodologia  evoluiu gradativamente nos anos 1980-1990. Em 2012, foi totalmente revisada a fim de aumentar a credibilidade, objetividade, transparência e qualidade acadêmica. Em 2013 e 2016, novos refinamentos foram feitos para aprimorar a metodologia.

Situações de perseguição apresentam uma realidade bastante complexa. Às vezes, apenas viver em um mundo caótico cria desafios suficientes para cristãos e seus semelhantes. Outras vezes, pode resultar de antipatia ou ódio contra os cristãos (ou pode ser que, em uma dada situação, os cristãos tenham dificuldades tanto como cidadãos comuns quanto por sua fé  “dupla vulnerabilidade”), o que podemos considerar perseguição.  :: LEIA MAIS »

Vamos orar: Cristãos permanecem presos no Laos

Os cristãos presos no Laos em julho permanecem na cadeia, mas agora podem receber visitas das esposas (foto representativa)

Os cristãos presos no Laos em julho permanecem na cadeia, mas agora podem receber visitas das esposas (foto representativa)

Em julho, quatro cristãos do Sul do Laos foram presos. Um dos detidos foi um professor do treinamento Permanecendo Firme Através da Tempestade (PFAT). Recentemente, a Portas Abertas esteve com as esposas dos líderes cristãos para assistir nas necessidades e saber da situação deles.

Os cristãos ainda estão presos, mas em celas separadas de outros detentos. No início, a justificativa das detenções foi o desrespeito aos costumes funerários locais. Porém, um parceiro local disse que os seguidores de Jesus estavam sendo monitorados pelas autoridades. Agora, eles estão presos sob duas acusações: interromper a unidade da comunidade e reunir pessoas para adoração sem permissão prévia.

A “quebra da unidade da comunidade” é uma justificativa comum que as autoridades usam para acusar cristãos. Houve um incidente semelhante, quando um grupo de pastores foi preso por exercer o ministério pastoral no território.

Inthy*, parceiro da Portas Abertas no país, ficou isolado em uma cela escura, com as mãos e pés algemados por 49 dias. Esse local foi projetado para criminosos perigosos, como assassinos. Agora, ele e outros cristãos podem receber visita das esposas na prisão, e por meio delas serem fortalecidos na fé. Há outros parceiros locais que estão prestando assistência especial aos cristãos e às famílias deles como cuidado emocional, espiritual e financeiro. :: LEIA MAIS »

27 cristãos são libertos de prisão na Eritreia

Cristãos soltos foram obrigados a prometer que não se envolveriam em atividades religiosas na Eritreia

Cristãos soltos foram obrigados a prometer que não se envolveriam em atividades religiosas na Eritreia

Nos dias 4 e 8 de setembro, 27 cristãos foram libertos da prisão de Mai Serwa, próxima à capital Asmara, Eritreia. Os 19 homens e oito mulheres deixaram o local após pagamento de fiança e assinatura de documentos, em que prometiam não promover atividades religiosas. Apesar de alguns relatórios justificarem a soltura como medida para conter a propagação da COVID-19, a Portas Abertas não tem informações que comprovem o fato.

De acordo com fontes locais, há centenas de cristãos detidos por causa da fé em Jesus, alguns ficam anos presos, outros cumprem penas mais curtas. Porém, é difícil determinar a quantidade exata já que não existem estatísticas oficiais sobre o assunto. “O ciclo de prisão e soltura não é nada novo”, disse um porta-voz da Portas Abertas sobre a libertação dos cristãos. “Mas o que torna isso incomum é o fato de que os cristãos estavam presos há muito tempo”, explica.

A declaração, que os cristãos foram obrigados a assinar negando um futuro envolvimento em atividades religiosas, também estava condicionada à entrega de propriedades ao governo. Após a libertação, a maioria dos seguidores de Jesus foi obrigada a prestar serviços ao país, requisito obrigatório a todos os cidadãos. De acordo com fontes locais, as condições desses trabalhos são insalubres e os salários insuficientes para cobrir as despesas básicas, como alimentação e moradia. Essa obrigatoriedade de trabalhar para o Estado é uma das causas dos eritreus fugirem do país. :: LEIA MAIS »

Mais três cristãos fogem do Irã

Kavian Fallah-Mohammadi, Amin Afshar-Naderi e Hadi Asgari foram considerados perigosos para a segurança nacional do Irã (foto: Article18)

Kavian Fallah-Mohammadi, Amin Afshar-Naderi e Hadi Asgari foram considerados perigosos para a segurança nacional do Irã (foto: Article18)

Três cristãos condenados pelo governo do Irã fugiram do país, após esgotarem todos os recursos judiciais, informou o site de notícias britânico Article18. Em julho de 2017, Kavian Fallah-Mohammadi e Hadi Asgari foram sentenciados a 10 anos de prisão por ameaçar a segurança nacional, além de organizar e liderar igrejas domésticas. Já Amin Afshar-Naderi recebeu uma pena de cinco anos por “blasfemar” contra o islã.

Todos apelaram das sentenças, mas em julho saiu uma notificação de que os pedidos foram rejeitados. Os recursos deles foram negados juntamente com os do pastor Victor Bet-Tamraz e da esposa dele Shamiram Issavi. Fallah-Mohammadi e Afshar-Naderi foram presos junto com o líder cristão, quando celebravam o Natal em dezembro de 2014. Já a detenção de Asgari aconteceu em agosto de 2016.

Em entrevista ao Article18, Afshar-Naderi afirmou que estavam seguros fora das fronteiras iranianas, mas sentia falta da terra natal. “Antes da prisão, já havia viajado para o exterior muitas vezes, mas nunca decidi emigrar. Hoje, estou muito triste por ter sido forçado a buscar refúgio em outro país, não importa quão melhores sejam as condições”, testemunha.

Emocionado, o cristão admitiu que tentou ser um discípulo de Jesus no Irã, sempre respeitando as leis: “Mas o governo nos infligiu ferimentos graves com mão de ferro e crueldade”. Porém, ele não perdeu esperança e intercede pelas autoridades iranianas. “Oramos pelos governantes, por aqueles que nos perseguiram, insultaram e caluniaram, humilharam e ridicularizaram, torturaram e destruíram, prejudicaram a nós e nossas famílias, confiscaram nossas propriedades. Oramos por eles e os perdoamos”, completa. :: LEIA MAIS »

Crise econômica pode forçar pessoas a sair da Síria

A Portas Abertas assiste famílias mensalmente para que tenham o mínimo para sobreviver

A Portas Abertas assiste famílias mensalmente para que tenham o mínimo para sobreviver

Pelo menos um milhão de sírios estão com necessidade imediata de alimento, escolhendo entre a fome ou a imigração, alertou um oficial da Organização das Nações Unidas (ONU). “Nós temos pessoas à beira da fome agora e elas não podem esperar. Pessoas morrerão e outras estão morrendo enquanto falamos”, disse David Beasley, chefe do Programa Alimentar Mundial da ONU, durante uma conferência em Bruxelas.

Ele chamou o desdobramento dos eventos na Síria de “sem precedentes”. “É pior do que se todas as tempestades viessem juntas”, ele disse. Alertou ainda que se nada for feito, o mundo pode ver outro êxodo em massa dos sírios, como em 2015. “Sem dinheiro, aqui está o resultado final: ou teremos outra imigração em massa ou fome e exploração por parte dos grupos extremistas”, ele disse.

Fontes locais disseram à Portas Abertas que as consequências da crise econômica podem incluir um aumento do trabalho infantil, mendicância, crime, desintegração de família e exploração das mulheres.

A guerra já deslocou metade da população síria, cerca de 13,2 milhões de pessoas. Enquanto quase metade delas (6,6 milhões) busca refúgio em outras partes do mundo, a outra metade fica. A Portas Abertas, por meio de parceiros locais, tem auxiliado famílias na Síria com a distribuição de itens básicos de comida, mas as novas sanções impostas pelos Estados Unidos no começo de julho tornaram isso muito mais difícil.

Em poucas semanas, o custo dos alimentos e outras necessidades quase dobrou. Aqueles que compravam 1kg de frango há um mês pagavam cerca de 5,84 dólares. Hoje, custa 8,76 dólares. Enquanto a média salarial de um funcionário público é pouco menos de 100 dólares por mês, a maioria das pessoas que trabalham por dia ganham ainda menos.

A inflação afetou a ajuda que as igrejas oferecem, disse Barkev Abajian, um dos gerentes do Centro de Esperança Bom Pastor, da Alliance Church, no nordeste da cidade de Alepo. “Nós colocamos menos itens nos pacotes de comida que antes. Eu sei que as pessoas continuam precisando dos itens que não enviamos mais, porque não podem comprá-los. A maioria das pessoas está desempregada ou até trabalham, mas sua renda é tão pouca que não podem cobrir todas as necessidades”, disse.

A equipe se sente impotente frente às necessidades. “Nós gostaríamos de ajudar todos os que estão em necessidade, mas não podemos fazer isso, por termos recursos limitados. O aumento anormal dos preços não permite nem mesmo continuar com o mesmo nível de ajuda que estávamos acostumados”, disse Abajian.

Supra necessidades básicas na Síria
A guerra na Síria levou muitas famílias à pobreza. Devido à crise econômica, elas compram menos e comem menos. A Portas Abertas assiste famílias mensalmente para que tenham o mínimo para sobreviver. Seu envolvimento garante a sobrevivência de famílias empobrecidas pela guerra. Faça uma doação.

Fonte: Portas Abertas

Vamos orar: A perseguição aos cristãos na Índia

Ameaças são feitas e cultos nas igrejas interrompidos com muita frequência

Ameaças são feitas e cultos nas igrejas interrompidos com muita frequência

Índia está entre os dez primeiros países mais hostis ao evangelho. Desde que o BJP, partido nacionalista hindu, assumiu o poder, em 2014, a perseguição tem aumentado no país. O grau de agressividade de todos os tipos de organizações hindus cresceu nos últimos anos. Elas alegam que a Índia pertence ao hinduísmo e que outras religiões deveriam ser eliminadas do país. O hinduísmo radical é, de longe, o maior perseguidor de cristãos na Índia. Ele é violento e está em todas as partes.

Outras formas de nacionalismo religioso na Índia que pioram o grau de perseguição podem ser vistas nas atividades de budistas radicais em Ladakh, neobudismo em Maharashtra e Uttar Pradesh e siquismo radical em Punjab. Desde 2014, o nacionalismo religioso também está influenciando grupos tribais.

As principais fontes de nacionalismo religioso na Índia são oficiais do governo, líderes de grupos tribais, líderes religiosos não cristãos, grupos extremistas hindus, cidadãos comuns e partidos políticos. Oficiais do governo nos níveis local e estadual podem pressionar os cristãos grandemente, devido ao seu alinhamento com grupos radicais hindus. Os líderes de grupos tribais, por sua vez, pressionam os cristãos por abandonar a cultura de seus ancestrais e por insultar a religião da tribo, que é o hinduísmo.

Os líderes religiosos não cristãos são os maiores responsáveis por disseminar um sentimento anticristão entre as massas hindus. Além do BJP (partido do atual primeiro-ministro, Narendra Modi), outros grupos extremistas são ativos na Índia, como VHP, RSS, Sangh Parivar, naxalitas e outros. No nível do vilarejo, a comunidade desenvolve um importante papel na perseguição aos cristãos. Geralmente, são os moradores locais que, na prática, têm atitudes hostis contra os cristãos, como espancamento, incêndio de igrejas e destruição de cemitérios cristãos. :: LEIA MAIS »

DIP 2020: é tempo de orar pelos cristãos ex-muçulmanos

Adultos e crianças do Brasil estão unidos na intercessão durante o Domingo da Igreja Perseguida

Adultos e crianças do Brasil estão unidos na intercessão durante o Domingo da Igreja Perseguida

Hoje, seja em casa ou na igreja, mais de 1 milhão de cristãos brasileiros estão orando pelos irmãos e irmãs ex-muçulmanos no mundo, ao participar do Domingo da Igreja Perseguida (DIP) 2020. Dos 50 países da Lista Mundial da Perseguição 2020, 41 têm a opressão islâmica como uma fonte de perseguição. Isso indica que os cristãos que vivem nessas regiões sabem que seguir a Jesus significa serem rejeitados e agredidos pela família, excluídos da comunidade, ignorados e perseguidos pelos governantes.

Durante o DIP 2020, 10.332 igrejas estão desenvolvendo atividades especiais para que os cristãos locais consigam imergir um pouco na dura realidade da Igreja Perseguida. Em alguns locais, onde ainda há isolamento social, as reuniões acontecem virtualmente. Na Igreja Batista de Vila Jóquei, em São Vicente (SP), os encontros foram virtuais e a igreja toda pôde participar, inclusive as crianças. “É uma experiência incrível, poder envolver os pequenos com a Igreja Perseguida, tem sido muito gratificante. Até mesmo meus filhos de 8 e 4 anos ajudaram com o cenário da gravação dos vídeos. Isso me motivou a pensar em envolver a igreja e eles em uma campanha de cartões”, testemunha Rafael Santos.

Já em outras cidades, os cultos foram presenciais, mas seguem as diretrizes de saúde para não propagar o coronavírus. “É um desafio vencer alguns embaraços, como as medidas para evitarmos a propagação de COVID-19. Precisamos ter flexibilidade para adaptar os encontros e não termos aglomeração”, explica a parceira e organizadora do DIP em Goiânia (GO), Quezia de Alcântara. “A realidade vivenciada pelos cristãos ex-muçulmanos é desconhecida para nós, brasileiros. Então, termos o DIP é essencial para divulgarmos a situação difícil e as vitórias daqueles que fielmente seguem firmes na fé em Cristo”, complementa. :: LEIA MAIS »

Vamos orar: Número de cristãos mortos na Nigéria é preocupante

Meninas órfãs e desabrigadas devido à violência dos pastores de cabra fulanis em Kaduna

Meninas órfãs e desabrigadas devido à violência dos pastores de cabra fulanis em Kaduna

As mortes no estado de Kaduna, na Nigéria, precisam de uma resolução do governo. Um número de nigerianos importantes na mídia e indústria das artes pediu pelo fim da violência. A campanha “Parem com as mortes no Sudeste de Kaduna” compreende uma série de vídeos curtos, estrelando atrizes, músicos e cineastas.

Um dos artistas, o cantor nigeriano Joel Amadi, perdeu o pai em um ataque na vila de Zikpak, em 24 de julho, que presume-se ser de responsabilidade de militantes fulanis. Ao menos 10 pessoas foram mortas, incluindo um pastor, além de tentarem incendiar uma igreja. “Eu sou vítima das mortes em Kaduna. Quero que o mundo todo ouça a minha voz. Desejo paz e que a unidade reine”, disse Amadi em um vídeo.

No dia 9 de agosto, cristãos vestidos de preto de diferentes denominações se reuniram em uma igreja em Kaduna, capital do estado, para protestar contra a violência permanente. De acordo com números da Portas Abertas, os ataques fulanis no Cinturão Médio, na Nigéria, já tiraram a vida de pelo menos 3.507 cristãos entre janeiro de 2016 e junho de 2020. :: LEIA MAIS »

Cristãos são obrigados a desenterrar filho no Egito

Após 11 anos de batalha para manter Samer vivo, Mark Nazeer luta para deixar o corpo do filho sepultado perto de casa

Após 11 anos de batalha para manter Samer vivo, Mark Nazeer luta para deixar o corpo do filho sepultado perto de casa

Além de perderem o filho Samer, de 11 anos, os cristãos Mary Farag e Mark Nazeer foram obrigados a desenterrar o corpo dele, após quatro dias do funeral em El-Kefah, Egito. A decisão controversa das autoridades locais foi dada quando o pai comunicou o falecimento do garoto. “O oficial me disse que eu não pegaria a certidão de óbito do meu filho até que o removêssemos do túmulo dele. Como cristão, ele não poderia ser enterrado tão perto de um cemitério muçulmano. Argumentei com eles, pois tínhamos comprado legalmente o terreno para servir de cemitério, mas voltei para casa de mãos vazias”, testemunha o cristão.

Quando Nazeer voltou para casa, a polícia o estava esperando para prendê-lo. Além da hostilidade com que foi tratado, o cristão ficou recluso por dois dias. Então, a família enlutada entrou com um processo judicial para reverter a decisão das autoridades, mas o juiz impôs uma multa e a transferência do corpo do filho para um cemitério a 100 km de onde moram.

Os cristãos e o advogado apelaram da decisão e, por consequência, o pai de Samer foi preso novamente no ônibus público que usava para voltar para casa. A detenção foi o fato de ter recorrido da sentença. Nazeer voltou ao tribunal e foi obrigado a cancelar o recurso. Além disso, também ligou para a família e pediu que desenterrassem o corpo do filho, pois apenas assim teria a liberdade concedida. “Este é realmente o auge da perseguição”, declara. Veja o momento da retirada do corpo do cristão do jazigo da família.

Toda a situação afetou a família que já enfrentava a perda de um ente querido. “Simplesmente não consigo esquecer a visão do corpo do meu filho depois que o removemos do cemitério. Eu e meus outros filhos tivemos colapsos nervosos e não conseguimos dormir bem”, testemunha Mary. Os cristãos apelam para que as autoridades superiores do país tomem posição, responsabilizem as pessoas que ordenaram a remoção dos restos mortais de Samer e permitam que ele seja sepultado no terreno próximo de onde moram. :: LEIA MAIS »

Vamos orar: Cristão é condenado à morte por blasfêmia no Paquistão

Assim como Asif Pervaiz, muitos cristãos são acusados falsamente de blasfêmia caso não aceitem seguir o islamismo no Paquistão (foto representativa)

Assim como Asif Pervaiz, muitos cristãos são acusados falsamente de blasfêmia caso não aceitem seguir o islamismo no Paquistão (foto representativa)

Em 8 de setembro, mais um cristão foi sentenciado à morte no Paquistão, acusado de blasfemar contra o islã. Asif Pervaiz, de 37 anos, foi preso em 2013 após ser denunciado pelo ex-supervisor de uma fábrica de meias, Muhammad Saeed Khokher. Em entrevista à Al Jazeera, o advogado de defesa, Saif-ul-Malook, contou que o réu teve o testemunho rejeitado e depois recebeu a condenação. “Ele negou as acusações e disse que o homem estava tentando fazer com que se convertesse ao islã”, conta o mesmo advogado de defesa de Asia Bibi.

De acordo com Pervaiz, o supervisor o confrontou quando ele estava deixando o trabalho. Então, o cristão manteve a fé em Jesus, mas foi acusado de ter enviado mensagens blasfemando contra o profeta Maomé. Porém, o advogado de acusação, Ghulam Mustafa Chaudhry, argumentou que essa foi a primeira denúncia de proselitismo religioso de funcionários contra Khokher.

O Paquistão é o 5º país na Lista Mundial da Perseguição 2020 e uma das principais fontes de perseguição são extremistas muçulmanos. Por isso, as leis de blasfêmia têm feito muitas vítimas no território. O caso da cristã Asia Bibi é um dos exemplos que ganhou atenção internacional. Após uma longa batalha nos tribunais, ela foi absolvida e precisou fugir do país para viver em segurança.

Lei para punir cristãos

Atualmente, há cerca de 80 pessoas presas no Paquistão sob acusação de blasfemar contra o islã. Metade delas cumpre prisão perpétua ou foi sentenciada à pena de morte, garante a Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF, da sigla em inglês). Porém, alguns acusados pelo crime nem chegam a cumprir pena, pois são mortos antes. Outra situação que ocorre é o assassinato de familiares, advogados e juízes que concederam sentenças favoráveis ao réu. :: LEIA MAIS »

Vamos orar: A perseguição aos cristãos no Catar

Os cristãos ex-muçulmanos no Catar contam com suas orações, pois precisam viver a fé em segredo

Os cristãos ex-muçulmanos no Catar contam com suas orações, pois precisam viver a fé em segredo

O Catar foi um dos países que mais subiu posições na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2020 comparado ao ano anterior, indo da 38ª posição na LMP 2019 para o atual 27º lugar. Isso pode ser explicado devido ao aumento da pressão média sobre os cristãos, que está em um nível muito alto (12,8 pontos). Na LMP 2019, a pressão estava em 12,2 pontos.

Embora todas as esferas da vida mostrem níveis altos ou muito altos de pressão, a pressão é maior na igreja e na vida privada. Isso reflete as dificuldades que os cristãos ex-muçulmanos enfrentam para praticar e compartilhar a fé com os próprios familiares. A pontuação extremamente alta na esfera igreja reflete as dificuldades que as igrejas enfrentam ao tentar construir novos templos, por exemplo, e as limitações que têm para evangelizar entre os muçulmanos.

A pontuação de violência dobrou, indo de 1,1 na LMP 2019 para 2,2 na LMP 2020. Esse aumento se deve a incidentes que afetam cristãos expatriados, mas os detalhes não podem ser fornecidos por razões de segurança. Acompanhe abaixo o infográfico com a pontuação do Catar.

Catar é um país muito pequeno localizado na Península Arábica, com a capital Doha sendo o centro de todas as atividades. Os riscos enfrentados pelos cristãos, especialmente pelos convertidos do islamismo ao cristianismo, dependem do tipo de comunidade da qual eles fazem parte. Os cristãos ex-muçulmanos do Catar enfrentam os maiores riscos, pois a sociedade é conservadora e os laços familiares são fortes. Os expatriados cristãos ocidentais geralmente são livres para praticar suas crenças, desde que evitem o proselitismo. Cristãos não ocidentais, como os filipinos, são mais propensos a enfrentar discriminação e abuso, especialmente as trabalhadoras domésticas.

A religião do Estado é o islamismo wahabi conservador. Não muçulmanos podem apenas cultuar em casas ou em lugares designados. Proselitismo é contra a lei e pode acarretar em condenações de até dez anos de prisão. Qualquer crítica ao islã é punida e a conversão do islamismo a outra religião é apostasia, sendo proibida e socialmente inaceitável. Combinados com o islã, normas e valores tribais são impostos aos cristãos. :: LEIA MAIS »



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