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Coreia do Norte é o país mais perigoso para os cristãos desde 2002

Os cristãos da Coreia do Norte precisam manter a fé em segredo dos familiares, vizinhos e governo

Os cristãos da Coreia do Norte precisam manter a fé em segredo dos familiares, vizinhos e governo

A Coreia do Norte ocupa a primeira colocação na Lista Mundial da Perseguição (LMP) desde 2002. Ser cristão no país é sinônimo de enfrentar perseguição extrema. Professar uma fé que seja diferente da adoração aos líderes comunistas acaba em prisão e morte. Algumas vezes, as pessoas que entregam os seguidores de Jesus ao Estado são as mais próximas, como amigos, vizinhos e parentes. Desde 2018, o país mantém 94 pontos na pesquisa anual da LMP, com notas máximas em pressão na vida privada, família, comunidade, nação e igreja.

Há três gerações, os norte-coreanos precisam reverenciar a família Kim. O atual presidente Kim Jong-un consolidou o poder e atraiu a atenção das potências mundiais a partir do investimento em armas nucleares. As constantes aparições e notícias sobre as negociações com os Estados Unidos pareciam promissoras, mas não tiveram consequências efetivas para os cristãos do país. Os seguidores de Jesus ainda são vistos como traidores, já que possuem uma religião entendida como ocidental e americana.

Oficialmente, há três igrejas na Coreia do Norte: católica, protestante e ortodoxa russa. Porém, isso não indica que exista a liberdade religiosa, pois as instituições fazem parte da nova imagem que os líderes do país desejam passar ao mundo. Logo, a reunião entre cristãos verdadeiros torna-se um evento secreto, em locais subterrâneos e por isso não devem ser divulgadas. E se uma pessoa engajada em atividade cristã for descoberta, ela pode enfrentar discriminação, prisão, detenção em campos de trabalho forçado, desaparecimento, tortura e execução pública. As consequências da fé atingem também os familiares mais próximos dos acusados.

Tudo o que se refere ao cristianismo deve ser mantido em sigilo, até mesmo a literatura. Por isso, é comum que os norte-coreanos só descubram a fé dos pais quando já são adultos e conseguem entender melhor o que esse segredo significa e como será punido pelo governo comunista. Para instruir as crianças com valores bíblicos, sem falar diretamente sobre a fé, os cristãos recebem uma literatura especial. Por isso, um dos trabalhos da Portas Abertas com os cristãos norte-coreanos é capacitar os pais cristãos a educarem os filhos nos caminhos do Senhor, com livros apropriados que transmitam valores bíblicos. Doe e apoie esse trabalho!

Fonte: Portas Abertas

 

Khan leva Cristo a muçulmanos de vilarejos na Ásia Central

Após conversão, cristão ex-muçulmano viaja com esposa pelos vilarejos para levar o evangelho

Após conversão, cristão ex-muçulmano viaja com esposa pelos vilarejos para levar o evangelho

A Portas Abertas contou a história da conversão de Khan*, na Ásia Central. Em setembro de 2019, o cristão ex-muçulmano foi batizado e como consequência teve a casa invadida durante a noite, e ainda apanhou dos familiares. A esposa dele foi expulsa da residência por ser cristã e apresentar Jesus ao marido. Khan precisou ficar internado no hospital local por causa dos ferimentos e  lesões.

Além disso, um dos filhos renegou o pai, por ter “traído o islã”. As agressões não foram as únicas consequências da nova fé do cristão ex-muçulmano, os parentes dele destruíram os meios de sobrevivência da família. Eles mataram todo gado, animais como cachorros, ovelhas, galinhas, patos e coelhos, e ainda expulsaram os novos seguidores de Jesus da cidade. :: LEIA MAIS »

Mssões: Confira o ranking da Lista Mundial da Perseguição 2020

Conheça o ranking dos 50 países mais difíceis para um cristão viver

Conheça o ranking dos 50 países mais difíceis para um cristão viver

Já está disponível a atualização 2020 da Lista Mundial da Perseguição (LMP), ranking dos 50 países onde os cristãos são mais perseguidos por causa da fé em Jesus. O trabalho é resultado de uma pesquisa realizada com cristãos de mais de 60 países entre 1/11/2018 e 31/10/2019. A Portas Abertas divulga anualmente a pesquisa, que possui metodologia própria, desde 1993. Porém, o monitoramento da perseguição acontece desde os anos 1970. Clique no banner abaixo e confira a Lista Mundial da Perseguição 2020.

Na edição 2020 da LMP, 46% dos países tiveram um crescimento na perseguição, entre eles está Arábia Saudita, China, Marrocos e Bangladesh. Em 22% das nações, como Sudão, Jordânia e Indonésia, o nível de intolerância caiu. Outros 24% equivaleram aos que não tiveram alteração significativa na pontuação em relação à LMP 2019, como Coreia do Norte, Síria, Egito e Quênia. Os 8% restantes abrangeram os novos integrantes do relatório, como Burkina Faso, Camarões e Níger. A Ásia saiu na frente como o continente que tem mais países na Lista Mundial da Perseguição, são 30 ao todo. A África ficou em segundo lugar, com 19, e a América Latina em terceiro, com apenas a Colômbia. Assista ao vídeo e conheça melhor a realidade atual dos cristãos da Igreja Perseguida no mundo.

Além da classificação das nações onde a igreja de Cristo é mais perseguida, o relatório oferece informações sobre os tipos de perseguição que os irmãos e irmãs enfrentam todos os dias, além de expor também quais são as fontes de perseguição. Cada país ganhou uma pontuação entre 0 e 100 pontos, resultantes da análise de diferentes esferas da vida (vida privada, família, comunidade, nação e igreja) e também da violência experimentada. :: LEIA MAIS »

Perseguição extrema: 11 países mais perigosos para ser cristão

Entenda os motivos que colocaram 11 países na classificação de perseguição extrema

Entenda os motivos que colocaram 11 países na classificação de perseguição extrema

Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2020 traz 11 países que pontuaram entre 81 e 100 na pesquisa realizada no período de 1/11/2018 a 31/10/2019. Segundo a metodologia, as nações com essa pontuação são classificadas na categoria “Perseguição Extrema” como resultado da intolerância enfrentada em cinco esferas de pressão – vida privada, família, comunidade, nação e igreja – e de violência.

Coreia do Norte, primeira na LMP desde 2002, manteve a mesma pontuação do ano passado, 94 pontos, sendo 16,7 (máximo por esfera) nas cinco esferas de pressão e 10,9 em violência. Apesar de aparente abertura e negociação com potências como Estados Unidos, não houve melhoria para os cristãos do país. O nível de violência contra os seguidores de Jesus ainda é extremo. Eles são punidos com prisão, obrigados a trabalhar em campos de trabalho forçado e até assassinados.

Já o Afeganistão manteve a segunda colocação com 93 pontos, a diferença entre o segundo e o primeiro lugar foi de 1,1 pontos na esfera de violência. O alto nível da pontuação é consequência do Estado Islâmico se juntar ao Talibã e ampliar o controle no país. Vários ataques também aconteceram durante as preparações para as eleições em setembro de 2019. A diminuição da violência está mais ligada à dificuldade de conseguir informações nos locais governados pelas insurgências, do que a redução efetiva da perseguição aos cristãos.

Somália cresceu um ponto e continuou classificada na terceira posição, totalizando 92. Os cristãos do país enfrentam alto grau de pressão e violência por meio de militantes islâmicos e líderes de clãs. Qualquer pessoa suspeita de conversão ao cristianismo será alvo de monitoramento severo e impedida de congregar com pessoas de mesma fé. A guerra civil, a fragmentação social e o tribalismo também são responsáveis por dificultar a existência de cristãos no território. Outro ponto é a caça de cristãos em posição de liderança, eles são alvos de grupos extremistas como o Al-Shabaab.

O quarto lugar foi ocupado pela Líbia, novamente com 90 pontos, três a mais do que na edição anterior. O aumento da violência foi resultado dos maus-tratos que os cristãos migrantes em trânsito receberam, alguns deles acabam em centros de detenção lotados ou sob domínio de traficantes de pessoas, gerando mão de obra para o setor agrícola e prostituição. A ausência de um governo central permite que grupos extremistas e criminosos organizados sequestrem os nossos irmãos e irmãs, muitos deles são mortos de maneira brutal.

Na quinta posição, o Paquistão terminou com 88 pontos. A pontuação de violência continua no nível máximo por consequência de assassinatos de cristãos e ataques a igrejas. A lei da blasfêmia continua a fazer vítimas e permanece como um dos mecanismos para calar a voz dos cristãos. A discriminação dos seguidores de Jesus é institucionalizada, a maioria deles é pobre e está destinada a fazer serviços considerados depreciativos, outros são vítimas de trabalhos forçados. As igrejas que evangelizam e o ministério de jovens enfrentam maior perseguição na sociedade paquistanesa.

Com 87 pontos e uma posição acima do ranking anterior, a Eritreia ficou em sexto lugar com níveis extremos de pressão na vida dos cristãos locais. Além de enfrentarem a oposição da sociedade, eles também têm o governo como um dos maiores inimigos, resultando na dificuldade em ter o mesmo acesso aos recursos comunitários e serviços sociais prestados aos cidadãos comuns. As expectativas de melhorias resultantes do acordo de paz com a Etiópia e a reabertura das fronteiras não mudaram a realidade de ataques às igrejas e detenção de cristãos. Os jovens protestantes são obrigados a servir nas forças armadas e as igrejas não tradicionais são mais perseguidas.

Sudão perdeu três pontos e ocupou o sétimo lugar com 85. A queda aconteceu principalmente pela mudança de foco da população na segunda metade do período de análise, houve uma concentração de forças nos protestos contra o governo de al-Bashir. Porém, as sérias restrições individuais e coletivas aos cristãosnão mudaram, como a demolição de igrejas e prisão dos que professam a fé em Jesus. Essas ações são consequências da aplicação do conjunto de leis islâmicas chamado sharia. Para reconstruir os locais de culto, os líderes cristãos enfrentam obstáculos nos escritórios do governo para obter a permissão necessária.

Já o Iêmen permaneceu em oitavo na classificação mundial, também com 85 pontos, a diferença maior com o país anterior aconteceu na esfera da violência com 7,8. Isso ocorreu pela diminuição de relatos de incidentes violentos contra cristãos. Por causa da guerra, a maioria dos seguidores de Cristo no território são ex-muçulmanos nativos. Eles precisam manter a fé em segredo porque se descobertos são alvos de sanções das autoridades, dos familiares e de grupos radicais islâmicos.

Irã acabou em nono lugar, com os mesmos 85 pontos da Lista anterior, foram poucas as diferenças nas esferas da vida em relação às demais nações que tiveram a mesma pontuação total. A perseguição do governo aos cristãos ex-muçulmanos é uma tentativa de combater a influência de países ocidentais sobre o regime islâmico. Há vários relatos de líderes cristãos que são detidos e recebem longas penas, no total foram 169 prisões, 114 delas feitas em uma única semana no final de 2018. Apesar da proteção estatal sobre as comunidades histórias cristãs assíria e armênia, esses cidadãos são tratados como de segunda classe e não podem ter contato com irmãos recém-convertidos ao evangelho de fala persa.

Os ataques dos radicais hindus deixaram a Índia novamente em décima posição, com 83 pontos, os mesmos da LMP 2019. O cerco vem se fechando sobre os cristãos e falar sobre a fé para os familiares passou a ser considerado um tipo de evangelismo. As redes sociais são utilizadas para a propagação de intolerância religiosa, o que muitas vezes culmina em homicídios de honra, ataque com ácido, linchamentos por multidões e execuções.

O décimo primeiro lugar foi da Síria, novamente, com os mesmos 82 pontos. Não houve tantas mudanças nos níveis de pressão e da violência. Os destaques são para os sequestros de líderes de igrejas históricas, já nas áreas controladas por islâmicos radicais, os prédios que reuniam os cristãos foram destruídos ou utilizados como centros islâmicos. O que há de comum no país é a forte pressão sobre os que deixam o islamismo. Alguns enfrentam punições da sharia como divórcio forçado e remoção da guarda dos filhos.

A Portas Abertas convida você a interceder pelos cristãos que residem nos 11 países onde a perseguição é extrema. Acesse os pedidos de oração e tenha mais informações sobre a pontuações no e-book disponibilizado no banner abaixo.

Fonte: Portas Abertas

Cristã tem pescoço cortado por extremista muçulmano no Cairo, Egito

Dupla vulnerabilidade: mulheres cristãs no Egito são discriminadas por serem mulheres e cristãs

Dupla vulnerabilidade: mulheres cristãs no Egito são discriminadas por serem mulheres e cristãs

Um extremista islâmico cortou o pescoço de uma mulher cristã na rua em plena luz do dia em Gizé, um subúrbio do Cairo, no Egito. Imagens da rede de televisão chinesa CCTV (Televisão Central da China) mostram o momento em que o homem chega por trás da mulher e corta o pescoço dela. Ele gritou “Allah akbar” (Deus é grande, em árabe) e disse: “Eu estou lhe matando porque você está sem véu na cabeça”. A vítima foi hospitalizada em estado grave e levou 68 pontos no pescoço. O agressor foi detido e ficou preso. Ele já havia tentado matar uma mulher cristã em 2017, mas não foi detido.

Entre os países do Oriente Médio, o Egito é o que tem os mais altos índices de assédio e violência sexual contra mulheres. De acordo com uma pesquisa de 2013 da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre mulheres, mais de 99% das mulheres no Egito já passaram por assédio sexual, independentemente da religião ou do que vestiam. Nesse ambiente e sem proteção social, as mulheres cristãs são ainda mais vulneráveis.

Embora assédio, casamento forçado e outras formas de violência sejam práticas comuns que atingem todas as mulheres do Egito em diferentes graus, há relatos de que as mulheres cristãs são um alvo particular de sequestros para casamento, sobretudo nas áreas rurais, pequenos vilarejos e cidades do sul. O impacto psicológico que o medo de sequestros causa é alto nas famílias cristãs do Egito. Mulheres e meninas da zona rural sentem que não podem sair de casa sozinhas, precisando da constante companhia de parentes do sexo masculino para protegê-las. :: LEIA MAIS »

Três professores cristãos são mortos em ataque em Garissa, no Quênia

Garissa é novamente alvo de ataques do Al- Shabaab. Em 2015, o grupo fez 148 vítimas na Universidade de Garissa

Garissa é novamente alvo de ataques do Al- Shabaab. Em 2015, o grupo fez 148 vítimas na Universidade de Garissa

Na madrugada do dia 13 de janeiro, entre 1h e 2h da manhã, suspeitos membros do Al-Shabaab realizaram um ataque violento no condado de Garissa, no nordeste do Quênia. Os militantes islâmicos invadiram a escola de Kamuthe, às margens do rio Tana, mataram a tiros três professores cristãos da escola e balearam outro. Os professores mortos são Caleb Mutangia Mutua, 28 anos, Titus Sasieka Mushindi luhya e Samwel Mutua Kamba, ambos de 29 anos. Joshua Mutua Kamba, 30, levou dois tiros nas pernas.

A milícia também atacou uma base de patrulha policial, ateando fogo ao local. Além disso, os militantes danificaram uma torre de sinal de telefonia celular localizada na feira de Kamuthe. Embora o Al-Shabaab ainda não tenha assumido a responsabilidade pelo ataque, o grupo é suspeito de estar por trás dos atentados.

Fontes locais informaram à Portas Abertas que o provável motivo é a continuação dos esforços de retirar a presença cristã da área de domínio muçulmano na fronteira com a Somália. O secretário regional de Educação do condado de Garissa, Yusuf Karayu, disse que a escola foi fechada e que todos os professores que atuam na fronteira serão transferidos imediatamente. :: LEIA MAIS »

Cristãos são condenados por propaganda contra governo do Irã

Cristãos no Irã são condenados com o argumento de estarem fazendo propaganda contra o governo

Cristãos no Irã são condenados com o argumento de estarem fazendo propaganda contra o governo

Escolher seguir a Jesus no Irã tem custado caro para Asghar Salehi, Mohammadreza Rezaei e outro cristão. Eles foram condenados a seis meses de prisão por causa da fé e de atividades cristãs. Em setembro de 2018, as casas deles foram invadidas por agentes da inteligência iraniana e os cristãos foram detidos. Ashgar passou por um longo interrogatório de três dias e ficou preso em Eghlid por mais oito dias. Sob fiança, o cristão foi libertado.

Em abril de 2019, os três seguidores de Jesus foram convocado para uma audiência no Tribunal Penal de Eghlid e receberam acusação de fazer propaganda contra a república islâmica. Asghar foi impedido, pelo juiz, de se pronunciar e também recebeu ordem para interromper as atividades cristãs antes de retornar a outro julgamento.

Em setembro de 2019, os três homens compareceram no mesmo tribunal e mais tarde receberam a condenação de seis meses de prisão por “propaganda contra o sistema”, utilizando o cristianismo simpatizante ao judaísmo. Em dezembro, a sentença foi aplicada e Asghar foi preso enquanto trabalhava. Os três cristãos cumprem a pena no mesmo presídio, em Eghlid. Apesar de estarem reclusos, eles encontraram motivos para ter o coração grato a Deus; eles estão agradecidos por estarem em uma cela com acesso a um quintal e ar fresco. Mas todos temem pelo bem-estar dos familiares. :: LEIA MAIS »

Novo sultão pode mudar situação de cristãos em Omã

O governo de Omã passa por transição e cristãos estão na expectativa das decisões do novo líder

O governo de Omã passa por transição e cristãos estão na expectativa das decisões do novo líder

Omã passa por um período de transição após a morte do sultão Qaboos bin Said, de 79 anos, na última sexta-feira, 10 de janeiro. Ele liderou o país por 50 anos, após depor o pai do poder em 1970. Acreditava-se que o monarca era sinônimo de segurança e estabilidade do país, contra uma maior islamização das instituições políticas e aplicação da  sharia (conjunto de leis islâmicas). Sob influência britânica e com o apoio do Irã e da Jordânia, o governante derrotou insurgentes e modernizou o país usando os rendimentos provenientes do petróleo. Apesar de autoritário, Qaboos era apreciado por boa parte dos súditos.

No dia 11 de janeiro, a nação anunciou que o ministro da Cultura, Haithan bin Tariq Al Said foi escolhido para reger o país. Em um comunicado na televisão, o novo líder, que é primo de Qaboos, garantiu manter a política internacional baseada no bom relacionamento e sem interferência em outros países da região. Diplomata de carreira, Haithan foi um dos responsáveis por ampliar a influência de Omã.  :: LEIA MAIS »

Filho do pastor Victor Bet-Tamraz é condenado no Irã

O pastor Victor e a esposa foram sentenciados a 10 e 5 anos de prisão, respectivamente

O pastor Victor e a esposa foram sentenciados a 10 e 5 anos de prisão, respectivamente

Enfrentar a prisão por amor a Cristo é uma das consequências que os cristãos têm enfrentado desde os tempos bíblicos. No Irã, a família do pastor Victor Bet-Tamraz passa por isso desde que ele e a esposa foram condenados a 10 e 5 anos de prisão, respectivamente, por ações contra a segurança nacional. Agora, o filho do casal cristão, Ramiel Bet-Tamraz, de 35 anos, foi condenado a quatro meses de confinamento pelo mesmo “crime” dos pais.

O cristão foi detido juntamente com outras quatro pessoas durante um piquenique nas montanhas de Alborz, norte de Teerã, no dia 26 de agosto de 2019. A irmã de Ramiel, Dabrina Bet-Tamraz contou que ele já cumpriu um mês da pena e se mantém forte, mesmo que a situação seja difícil para toda a família, principalmente para a esposa, Ninebra. De acordo com o site Article 18, o cristão seria transferido para a prisão de Evin, em Teerã no dia 7 de janeiro.

Dos outros cristãos detidos, Hadi Asgari recebeu a sentença de 10 anos de prisão e Amin Afshar-Naderi foi condenado a 15 anos. Já Amir-Saman Dashti e Ramiel foram punidos com quatro meses de reclusão. Dabrina reconheceu que o veredito do irmão foi leve em comparação com o dos outros seguidores de Jesus. “Perder apenas um dia na prisão, para alguém que não fez nada errado e não cometeu crime, é uma grande injustiça. Como família, nos sentimos preocupados e ansiosos, e esses três meses serão muito longos para ele e para nós”, revelou Dabrina em entrevista. :: LEIA MAIS »

Cristão tem casa queimada por autoridades no Vietnã

Cristão evangelizava os aldeões e via as transformações que aconteciam na comunidade por causa de Jesus

Cristão evangelizava os aldeões e via as transformações que aconteciam na comunidade por causa de Jesus

Deixar de adorar a natureza e os animais e incentivar os filhos a irem à escola são algumas das transformações que os cristãos no Vietnã têm após um encontro com Jesus. Esses fatores também são motivos que os aldeões encontram para perseguir as pessoas que mudam a fé.

Minh* e a família decidiram andar com Cristo em julho de 2019; desde então compartilham com outros vizinhos sobre as boas notícias reveladas na Bíblia. Ele costumava ir de casa em casa para conduzir estudos bíblicos e, como resultado, muitos outros vietnamitas compreenderam a obra salvadora de Jesus.

Além do cristão, pastores e líderes são convidados a visitar a aldeia e ministrar à vida de todos. Mas no início de dezembro de 2019, ele foi avisado pelas autoridades locais que deveria parar de propagar o nome de Jesus, ou seria expulso da vila. “Prefiro obedecer a Deus do que aos homens”, Minh respondeu e continuou o trabalho. No final do mesmo mês, os governantes locais, distritais e provinciais destruíram a casa de Minh. Além disso, confiscaram tudo o que possuía, como porcos, galinhas e colheitas de arroz; depois colocaram todos para fora do vilarejo. :: LEIA MAIS »

Cristã é excluída de universidade no Irã

Cristã é impedida de fazer prova sem justificativa da universidade, no Irã

Cristã é impedida de fazer prova sem justificativa da universidade, no Irã

Os meios acadêmicos iranianos também podem ser locais para a propagação de intolerância religiosa. A aluna Fatemeh Mohammadi foi expulsa da Universidade de Teerã na véspera de fazer os exames de inglês. A ação não foi justificada, mas tem se repetido com alunos de minorias religiosas. A cristã já teve problemas para obter o cartão de estudante, com a justificativa de que ela era “virtualmente inelegível” para frequentar as aulas, e depois a proibição tornou-se oficial.

De acordo com o site Article 18, Fatemeh é uma cristã ex-muçulmana, de 21 anos, que prefere ser chamada de Mary. Ela já ficou seis meses presa por ser membro de uma igreja doméstica na capital do Irã, e tem um perfil ativo em redes sociais, como o Twitter. Nos posts, ela costuma tratar de assuntos referentes à perseguição religiosa, e da luta para tornar o Irã um local onde as pessoas possam adorar a Deus sem a necessidade de seguranças.

Irã está em 9º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2019, com 85 pontos. A opressão islâmica é um dos fatores que dificultam a existência dos cristãos na área. É comum que os seguidores de Jesus sejam condenados por supostamente ameaçar a segurança nacional ao se reunirem com outros irmãos. O país é uma República Islâmica, e por isso qualquer crença diferente do islã é considerada uma ameaça estrangeira.  :: LEIA MAIS »

Homem perde família por causa de Cristo, mas ganha irmãos espirituais

Abdallah agradece a Deus pelos irmãos e irmãs que tem espalhados ao redor do mundo

Abdallah agradece a Deus pelos irmãos e irmãs que tem espalhados ao redor do mundo

A Portas Abertas contou a história de Abdallah*, de um país no Norte da África. Ele teve um encontro com Jesus a partir de um programa de televisão. Toda semana, assistia à programação cristã e após dois anos, decidiu ser um seguidor de Cristo. A esposa dele ouvia da cozinha e secretamente estava convencida de que o cristianismo era uma verdade. Um dia, ao assistir a outro programa Abdallah, viu um número de telefone local e fez contato, mas não teve resposta. Duas semanas mais tarde, ele recebeu uma ligação do pastor que viu na TV. Eles marcaram uma conversa e foi a primeira vez que encontrou um cristão. “Tomamos café juntos, conversamos e descobri que havia mais três cristãos no meu bairro. Ele pediu que essas pessoas viessem e eu conversei com elas”, explica.

Dois dias depois, Abdallah foi a uma igreja e sentiu que era um ambiente diferente, mas ficou à vontade lá. Uma das coisas que o impactaram foi a presença de pessoas de outras nacionalidades na reunião. “Vi estrangeiros que eram meus irmãos e irmãs. Eu me senti poderoso, não estava mais sozinho. Pessoas de outros países estavam comigo”, comemora. Além disso, o novo cristão recebeu uma Bíblia e começou a estudar e compará-la ao Alcorão. O resultado do crescimento espiritual era o forte desejo de propagar Cristo às pessoas ao redor: “Eu queria compartilhar minha fé com minha família. Mas eles recusaram, não queriam ouvir”, relembra.

Semanalmente o cristão ex-muçulmano e a esposa iam à igreja, que ficava a 30 quilômetros da casa deles. Ganharam livros para ajudar no crescimento espiritual e compartilhavam o conhecimento com algumas cunhadas e um cunhado. Faz 14 anos que Abdallah encontrou Jesus e não deixa de aproveitar as oportunidades de conhecê-lo mais. “É muito importante estudar e entender juntos. Se eu não entendo, pergunto aos outros. É sempre melhor estudar com as pessoas”, revela. :: LEIA MAIS »

Vamos orar: Cristão ex-muçulmano é agredido, expulso de casa e ameaçado de morte

Oração e comunhão sustentam os cristãos ex-muçulmanos perseguidos em Bangladesh

Oração e comunhão sustentam os cristãos ex-muçulmanos perseguidos em Bangladesh

Bangladesh é um país no Sul da Ásia, região onde estão os maiores países muçulmanos do mundo. Também é um dos países em que a Portas Abertas desenvolve seminários de preparação para a perseguição. Em cada sessão, os cristãos são encorajados a relatar quaisquer incidentes de perseguição que enfrentem.

Atos frequentes de violência confirmam que o islamismo radical se desenvolveu de uma mera ideologia religiosa ao estabelecimento de redes terroristas. Bangladesh testemunhou uma transformação perigosa, liderada por grupos religiosos que são semelhantes aos que estabeleceram grupos terroristas no Afeganistão, Paquistão e Oriente Médio. O governo sempre lutou contra esses grupos, mas se recusou a admitir a presença de radicais do Estado Islâmico no país.

Mahabu Rahman, de 43 anos, vivia com a esposa e filhos no Norte de Bangladesh. Ele tem siso mal tratado pelos familiares, inclusive irmãos, esposa e filhos, por ser o único seguidor de “Isa” (Jesus em árabe) na família. Como cristão ex-muçulmano, ele tem enfrentado essa situação há um longo tempo, mas nunca pensou em desistir de alcançar a família com o evangelho. “Eu tenho orado e continuarei orando por eles, para que um dia conheçam a verdade e aceitem Jesus”, disse Mahabu.

No entanto, a perseguição piorou, pois os familiares começaram a agredi-lo fisicamente. Recentemente, ele foi expulso de casa e os parentes disseram: “Se você não escolher abandonar a fé em Jesus e voltar ao islamismo, não volte mais para casa. Nós não conhecemos você. Se você voltar, vamos atear fogo em você”. :: LEIA MAIS »

Cristãos são atacados e igreja é fechada pelo governo no Egito

O prefeito de Faw Bahry decidiu fechar a igreja cristã, após os membros serem atacados por extremistas islâmicos

O prefeito de Faw Bahry decidiu fechar a igreja cristã, após os membros serem atacados por extremistas islâmicos

O ano de 2020 começou conturbado para alguns cristãos de Faw Bahry, Egito. No dia 31 de dezembro, alguns extremistas islâmicos incendiaram quatro casas e atacaram uma igreja com os membros dentro, após a notícia de que os seguidores de Jesus estavam organizando uma noite de oração na véspera do Ano Novo.

A polícia foi chamada e prendeu seis muçulmanos radicais, quatro membros das famílias que tiveram as casas atacadas e um jovem que gravou o ocorrido e postou nas redes sociais. As autoridades pediram para que os cristãos cancelassem a reunião de oração, fechassem a igreja e retornassem para casa. O líder que iria dirigir o encontro estava vindo de outro local e foi impedido de entrar na vila.

Como resultado do incidente, o prefeito muçulmano de Faw Bahry forçou os cristãos coptas à uma reconciliação no dia 6 de janeiro. Durante a sessão, foi decidido que a maioria dos envolvidos seriam soltos e a igreja seria fechada. Mas o jovem cristão que publicou o vídeo dos ataques na internet ainda está preso, sob a acusação de incitar conflitos sectários. O irmão dele também foi detido pelo mesmo motivo. :: LEIA MAIS »

Vamos orar: Pastor é sequestrado pelo Boko Haram na Nigéria

O líder cristão pediu que os familiares e demais pastores ficassem confiantes na vontade soberana de Deus

O líder cristão pediu que os familiares e demais pastores ficassem confiantes na vontade soberana de Deus

O pastor e diretor sênior da Associação Cristã da Nigéria (CAN, da sigla em inglês), Lawan Andimi, foi sequestrado pelo Boko Haram e teve um vídeo divulgado pedindo a intervenção das autoridades do estado de Adamawa. Na mensagem enviada, ele garantiu que está sendo tratado com humanidade, tem um lugar decente para dormir e recebe boa comida. Ele pediu que a esposa fosse paciente e que cuidassem dos filhos dele. O cristão enfatizou à família e aos colegas da CAN que confia na soberania de Deus. Pediu para não se entristecerem, já que independente de ser libertado ou não, a vontade do Senhor seria feita.

De acordo com o blog do jornalista Ahmed Salkida, o sequestro do líder cristão aconteceu durante um ataque do grupo extremista na cidade de Michika, no dia 3 de janeiro. A invasão aconteceu durante a noite, por comboios de caminhões, homens disfarçados de militares e armados.  Além de sequestrarem o líder cristão, os membros do Boko Haram vasculharam a cidade em busca de alimentos e objetos de valor. :: LEIA MAIS »

Morte de comandante do Irã e conflito com os EUA podem afetar os cristãos no Iraque

Manifestantes protestam no Irã contra a morte do general Qassem Soleimani no Iraque. (Foto: West Asia News Agency/Nazanin Tabatabaee via Reuters)

Manifestantes protestam no Irã contra a morte do general Qassem Soleimani no Iraque. (Foto: West Asia News Agency/Nazanin Tabatabaee via Reuters)

O Irã prometeu uma vingança severa nesta sexta-feira (3), depois que um ataque aéreo dos EUA em Bagdá matou Qassem Soleimani, chefe de uma unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã e arquiteto de sua crescente influência militar no Oriente Médio.

O general Soleimani tinha 62 anos e era considerado a segunda figura mais poderosa do Irã, depois do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

O Pentágono disse que a ordem do ataque partiu do presidente Donald Trump, a fim de deter planos de futuros ataques iranianos.

No Twitter, Trump disse que Soleimani “matou e feriu gravemente milhares de americanos por um longo tempo e planejava matar muitos mais”.

O bombardeio, que ocorreu no Aeroporto Internacional de Bagdá, também matou Abu Mahdi al-Muhandis, chefe das Forças de Mobilização Popular do Iraque, milícia apoiada pelo Irã.

Khamenei disse que a morte de Soleimani irá dobrar a resistência contra os EUA e Israel. “Todos os inimigos devem saber que a jihad de resistência continuará com uma motivação dobrada, e uma vitória definitiva aguarda os combatentes na guerra santa”, disse Khamenei em comunicado divulgado pela TV. :: LEIA MAIS »

Homem encontra Cristo em programa de TV

Abdallah procurou Deus no Alcorão por 20 anos, mas encontrou Cristo em programa de televisão

Abdallah procurou Deus no Alcorão por 20 anos, mas encontrou Cristo em programa de televisão

Quem viu um senhor, de quase 60 anos, participando de um treinamento de discipulado no Norte da África não imaginou que ele teve um encontro com Jesus através de um programa de televisão. Abdallah* era muçulmano porque seguiu os exemplos dos familiares. Apesar de frequentar a mesquita e seguir as ordens dadas no Alcorão, ele vivia com medo da vida e receio da morte. “Eu era assustado e não conseguia encontrar a paz, sentia um vazio interno. Procurei encontrar a verdade”, conta. Neste momento, ele passou a estudar o livro sagrado islâmico com incentivo do tio, que era professor e líder religioso.

Mesmo após 20 anos de estudo, Abdallah admitiu que não era feliz por completo, sentia que estava faltando algo na vida dele. “Eu procurei por Deus. Estudei o Alcorão muitas vezes, mas não encontrei coisas reais, apenas abstratas que não conseguia entender”, explica. Um dia ele estava procurando algo para ver na televisão e achou um programa cristão, onde tinha uma pessoa falando do islamismo sem ser muçulmano. “Ele disse que existiam muitos erros sobre o islã. Eu fiquei surpreso e chamei a minha esposa. Disse a ela para vir e ouvir o que ele estava dizendo. Ela falou para eu desligar a TV, mas continuei assistindo”, relembra. :: LEIA MAIS »



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