Mesmo sob perseguição extrema, o evangelho cresce na África Subsaariana, onde cristãos precisam ser fortalecidos

Mesmo sob perseguição extrema, o evangelho cresce na África Subsaariana, onde cristãos precisam ser fortalecidos

No Domingo da Igreja Perseguida de 2020 vamos abordar os cristãos ex-muçulmanos. Muitos dos que deixaram o islã para seguir a Cristo se encontram na África Subsaariana. Os países dessa região que estão na Lista Mundial da Perseguição 2019, ranking que classifica os 50 países onde há mais perseguição aos cristãos, são: Somália, Sudão, Eritreia, Nigéria, Mali, República Centro-Africana, Etiópia e Quênia. Mas isso não significa que em outros países da África Subsaariana os cristãos ex-muçulmanos não sejam perseguidos.

A Portas Abertas monitora países além dos que estão na Lista e há alguns classificados como países em observação quanto à perseguição. A maioria deles está na África Subsaariana. São eles: Djibuti, República Democrática do Congo, Camarões, Tanzânia, Níger, Chade, Burkina Faso, Uganda, Guiné, Sudão do Sul, Moçambique, Gâmbia, Costa do Marfim, Burundi, Angola, Togo e Ruanda. No DIP 2020 queremos impactar esses irmãos que, além de precisarem lidar diariamente com fome, miséria, morte e violência, também são perseguidos por amor a Cristo.

O cristianismo chegou à África Subsaariana muito antes do islamismo. Mas, no século 7, exércitos muçulmanos cruzaram o Mar Vermelho e tomaram o Cairo das tropas bizantinas. Daí se moveram para o Mediterrâneo e se espalharam pela África através do comércio e pregação.

O cristianismo cresce no solo árido da África

A grande mudança se deu a partir do século 20. Até 1900, a maioria dos africanos praticava religiões tradicionais, mas em pouco mais de um século, o cenário religioso mudou drasticamente. Em mil anos de história, o número de muçulmanos na África Subsaariana passou de 11 para 234 milhões em 2010. A boa notícia é que o número de cristãos cresceu ainda mais rápido, indo de 7 para 470 milhões.

De modo especial na região do Chifre da África, a perseguição contra comunidades de cristãos ex-muçulmanos é muito alta. Muitas vezes, nessa região ser cristão é sinônimo de martírio. Na Eritreia, cristãos pegos adorando a Cristo fora de uma das três igrejas reconhecidas (ortodoxa, católica e luterana) definham por anos na prisão sob terríveis circunstâncias. Na Somália, cristãos são martirizados com frequência.

Por isso, a Portas Abertas teve que remanejar o trabalho lá várias vezes, conforme redes de trabalho eram descobertas e falsos convertidos se infiltravam na igreja para trazer destruição. No sudeste da Etiópia (região da fronteira com a Somália), testemunhamos a perseguição por parte de radicais muçulmanos na tentativa de fazê-los negar a Cristo. Isso tem levado cristãos a ficarem sem casa, sozinhos e sem esperança.

Mesmo assim, o evangelho está crescendo e Deus está edificando a igreja no Chifre da África, inclusive em áreas dominadas pelo islã. No entanto, eles têm que se encontrar secretamente. Isso quando se reúnem ou fazem parte de uma igreja subterrânea, pois muitos deles vivem em isolamento. Nesses encontros, sem instrumentos e sem hinários, eles cantam louvores a Deus.

Você pode se juntar aos nossos irmãos perseguidos da África Subsaariana realizando o DIP na sua igreja. Cadastre-se e envolva-se no maior movimento nacional e interdenominacional de oração pela Igreja Perseguida. Juntos somos mais fortes!