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:: 29/out/2019 . 9:49

A realidade dos cristãos ex-muçulmanos no berço do islã

Cristãos da Península Arábica contam com suas orações para que possam cultuar a Deus em liberdade

Cristãos da Península Arábica contam com suas orações para que possam cultuar a Deus em liberdade

O tema do DIP 2020 é Cristãos ex-muçulmanos. Após a queda da Cortina de Ferro, o Irmão André anteviu que o islamismo se tornaria o maior desafio para a igreja. E assim aconteceu. Hoje o extremismo islâmico representa a maior ameaça à igreja. Ameaça que não está restrita ao Oriente Médio, mas que permeia grande parte da África Subsaariana e Sudeste Asiático, bem como todo Norte da África e Ásia Central. Além disso, se estende também a países que não são majoritariamente muçulmanos mas têm uma forte presença islâmica, como China e Índia. Dos 50 países da Lista Mundial da Perseguição 2019, 36 têm como religião predominante o islamismo.

Hoje você ficará sabendo como é viver a fé cristã na Península Arábica, o berço do islã, onde uma teologia islâmica mais severa é ensinada até os dias atuais. Os muçulmanos acreditam que o profeta Maomé disse que somente uma religião poderia existir na Península Arábica, portanto todas as igrejas da região deveriam ser destruídas. No entanto, apesar de toda pressão militar, política, social e religiosa sobre os cristãos, Cristo está trabalhando claramente na região, sobretudo entre imigrantes cristãos.

Crescente número de igrejas domésticas e secretas

Centenas de milhares de cristãos vivem na Península Arábica; a maioria deles vem de países pobres da África e Ásia para trabalhar na região. Eles se reúnem informalmente em grupos discretos e, no geral, não são importunados pelo governo. Os cristãos nativos, no entanto, se mantêm secretos. O que acontece é que eles crescem como muçulmanos até que encontram um estrangeiro cristão ou uma Bíblia. Quando se convertem, se reúnem em igrejas secretas e não oficiais. Há um crescente número de grupos de cristãos nativos pequenos e informais que se encontram secretamente.

Em todos os países da Península Arábica há grupos de cristãos locais que se reúnem em absoluto sigilo. Eles enfrentam forte pressão por parte da família e, em alguns países mais do que em outros, do governo também. É evidente o trabalhar de Deus no berço do islamismo. Nem mesmo o mais restrito dos governos ou a mais forte pressão da sociedade poderiam impedi-lo de mover o coração e a vida das pessoas, nem de edificar sua igreja.

A Arábia Saudita e o Iêmen têm os regimes mais rigorosos, visto que oficialmente nenhuma igreja é permitida. O Catar permite a existência de algumas igrejas estrangeiras, mas restringe severamente a importação de Bíblias. No Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos, os cristãos desfrutam de maior liberdade, mas ainda precisam se adequar às regras do governo.

Quando a fé desses novos convertidos é descoberta pela família ou comunidade, a vida se torna muito difícil para eles, pois são pressionados a voltar para o islã. O maior desejo desses cristãos é estarem conectados ao corpo de Cristo. A Portas Abertas os apoia através de recursos bíblicos, treinamentos de pastores e líderes e oração. Principalmente em países mais severos, como a Arábia Saudita, muitos cristãos ex-muçulmanos saem do país para praticar a fé em liberdade em outra nação.

Por isso, nossos irmãos precisam do nosso apoio. Cadastre-se no DIP 2020 e envolva sua igreja em oração e ação por eles! 

Fonte: Portas Abertas

As difíceis escolhas para cristãos tribais da Guiné

Ser expulso de sua vila na Guiné é perder mais que sua casa, mas também seu sustento e família

Ser expulso de sua vila na Guiné é perder mais que sua casa, mas também seu sustento e família

O assunto sobre a violência em Lokpoou, uma vila na Guiné, se espalhou rapidamente. Os cristãos foram expulsos da vila e não deveriam voltar nunca mais. Na Guiné, isso significa que você está em grandes problemas, porque sua vila é muito mais do que apenas a localização da sua casa. É todo o seu sustento: o campo onde você planta sua comida, onde vivem seus irmãos e irmãs e aqueles que lhe ajudam em cada passo da sua vida. Em resumo, tudo que é importante está em sua vila. Fora dela, você está sozinho em um mundo hostil.

Quando a Portas Abertas ouviu sobre a situação, representantes viajaram para vilas próximas a Lokpoou, onde encontramos o grupo de cristãos traumatizados que foram expulsos. Nos meses anteriores, cristãos das vilas vizinhas tinham cuidado deles. Além da ajuda oferecida, a Portas Abertas também quis estar presente.

Certa vez, o prefeito da região foi humilhado publicamente quando Gnakaye*, líder religioso de Lokpoou, disse a ele para “se sentar e ficar calado”.  “Você não tem poder aqui. Esse é o país de N’Ghafouyi. Eu sou o líder”, Gnakaye disse a ele. Essa humilhação não teve consequências, afinal Gnakaye nunca foi preso ou condenado. Isso porque os locais têm medo. “Todos aqui instintivamente temem os curandeiros, especialmente um tão poderoso como Gnakaye. :: LEIA MAIS »

Na China, palavras como “Deus”, “Bíblia” e “Cristo” são tiradas de livros infantis

Palavras relacionadas a valores ocidentais ou ao cristianismo são retiradas de histórias de autores estrangeiros

Palavras relacionadas a valores ocidentais ou ao cristianismo são retiradas de histórias de autores estrangeiros

De acordo com a agência de notícias Asia News, palavras como “Deus”, “Bíblia” e “Cristo” foram retiradas de livros para crianças das escolas primárias na China. Em uma tentativa de reduzir a adesão a religiões, em particular ao cristianismo, ou submetê-los a uma “sinização” forçada, essas palavras têm sido censuradas mesmo em histórias de autores estrangeiros.

No começo do ano, o governo, em parceria com editoras, publicou um livro para alunos do quinto ano, que contém quatro histórias de escritores estrangeiros e outros textos de autores clássicos chineses. De acordo com o Ministério da Educação Chinês, o livro espera oferecer aos alunos um entendimento de outras culturas. Infelizmente, as histórias foram manipuladas para atender a necessidade do partido de abafar qualquer referência religiosa.

Na história “A Pequena Vendedora de Fósforos”, de Hans Christian Andersen, em um certo ponto, é dito que: “Quando uma estrela cai, uma alma vai estar com Deus”. Na versão “chinesa”, com a alteração, ficou: “Quando uma estrela cai, uma pessoa deixa esse mundo”. “Robinson Crusoe”, de Daniel Defoe, também sofreu censura: náufrago em uma ilha isolada, o protagonista se empenha em recuperar três cópias da Bíblia dos restos do naufrágio. A nova versão elimina a palavra “Bíblia” e diz que Crusoe trabalhou para salvar “alguns livros” do navio destruído. Uma parte também foi eliminada da história “Vanka”, de Anton Chekhov, que fala sobre uma oração em uma igreja e a palavra “Cristo” foi removida de todas as partes. :: LEIA MAIS »



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