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Cristão perseguido do Oriente Médio virá ao Brasil

O jovem pastor virá ao Brasil compartilhar sua experiência de perseguição no Oriente Médio (foto representativa)

O jovem pastor virá ao Brasil compartilhar sua experiência de perseguição no Oriente Médio (foto representativa)

Entre 23 de novembro e 1º de dezembro, receberemos a visita do pastor Isaac, um colaborador da Portas Abertas, responsável pela área de projetos no Oriente Médio. Apesar de muito jovem, Isaac sentiu na pele o que é a perseguição, sobretudo durante o período de crise aguda em seu país, no Oriente Médio. Mesmo assim, ele não fugiu e decidiu enfrentar as consequências do seu ministério e de seguir a Cristo.

Isaac é graduado em Engenharia Mecatrônica e estudou Teologia no Instituto Aliança Cristã em Beirute, no Líbano. Quando voltou do Líbano, Deus o chamou para servir como pastor auxiliar em uma igreja local, pastoreando os jovens. Seu principal foco é o discipulado, mas também atua em outros ministérios. Ele é casado há quatro anos e sua esposa trabalha nos ministérios de mulheres e jovens.

Devido à atuação junto a cristãos ex-muçulmanos, Isaac sempre é interrogado pelo serviço de inteligência do país sobre “práticas ilegais”, vivendo sob constante pressão. Ele esclarece o motivo para isso: “Sirvo em uma igreja onde muitas pessoas que não vêm de famílias cristãs históricas se convertem e são batizadas”. O evangelismo de muçulmanos não é visto com bons olhos pelo governo, podendo até mesmo ser considerado crime. :: LEIA MAIS »

30 Dias de Oração Pela Coreia do Norte

A Portas Abertas preparou este livreto de oração que desafia você a viver 30 dias de oração pela Coreia do Norte, descobrindo mais sobre essa nação e vivenciando parte
do que eles enfrentam. Confira o que você encontra nele:

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    Testemunhos dos cristãos perseguidos mostrando a realidade sobre como é ser cristão no país mais fechado do mundo.

  • Grey icon

    Pedidos diários de oração apresentando as maiores dificuldades da Igreja Perseguida norte-coreana.

  • Grey icon

    Desafios diários que lhe darão uma visão das necessidades, hábitos e restrições que os cristãos lidam todos os dias.

  • Grey icon

    Curiosidades e informações culturais que te ajudarão a ter uma visão mais próxima do dia a dia no país.

    Clica no link abaixo para ter acesso ao livro:

    https://materiais.portasabertas.org.br/download-livreto-dip-2019

República da Turquia: os desafios para os cristãos

Neste dia em que se comemora 96 anos da República da Turquia, ore pela Igreja Perseguida no país

Neste dia em que se comemora 96 anos da República da Turquia, ore pela Igreja Perseguida no país

Palco de disputas durante os impérios bizantinos e otomano, a Turquia, como é conhecida hoje, surgiu no século 20, quando a Guerra da Independência foi travada para a libertação de territórios dos domínios ingleses e franceses. Sob o comando de Mustafa Kemal Pasha (conhecido também por Atatürk), no dia 1º de novembro de 1922, o país deixou o sultanato para tornar-se uma república. Mas a história da República da Turquia só começa em 29 de outubro de 1923, data da fundação de um dos Estados criados após a dissolução do Império Otomano.

Com o nascimento de uma nova maneira de governar, os turcos instituíram algumas mudanças, como a obrigatoriedade e gratuidade do ensino, substituição do alfabeto arábico pelo latino, igualdade de direitos civis e políticos entre homens e mulheres, a proibição da poligamia e adoção do calendário gregoriano. Em tese, o novo país tornou-se um estado laico. E para coroar esse quadro de mudanças, a capital passou a ser Ancara, ao invés de Istambul, que ainda guardava resquícios do império.

Muitas dessas mudanças foram consideradas como ocidentalização do país majoritariamente muçulmano e isso não é aceito até hoje por boa parte dos líderes e população. O islamismo é a religião de 98,3% dos turcos, o que leva à opressão islâmica, já que a porcentagem de cristãos não chega a 1%. O nacionalismo religioso impulsiona os mais radicais a condenar e coibir o evangelismo no país, e assim impedir a conversão de muçulmanos. :: LEIA MAIS »

A realidade dos cristãos ex-muçulmanos no berço do islã

Cristãos da Península Arábica contam com suas orações para que possam cultuar a Deus em liberdade

Cristãos da Península Arábica contam com suas orações para que possam cultuar a Deus em liberdade

O tema do DIP 2020 é Cristãos ex-muçulmanos. Após a queda da Cortina de Ferro, o Irmão André anteviu que o islamismo se tornaria o maior desafio para a igreja. E assim aconteceu. Hoje o extremismo islâmico representa a maior ameaça à igreja. Ameaça que não está restrita ao Oriente Médio, mas que permeia grande parte da África Subsaariana e Sudeste Asiático, bem como todo Norte da África e Ásia Central. Além disso, se estende também a países que não são majoritariamente muçulmanos mas têm uma forte presença islâmica, como China e Índia. Dos 50 países da Lista Mundial da Perseguição 2019, 36 têm como religião predominante o islamismo.

Hoje você ficará sabendo como é viver a fé cristã na Península Arábica, o berço do islã, onde uma teologia islâmica mais severa é ensinada até os dias atuais. Os muçulmanos acreditam que o profeta Maomé disse que somente uma religião poderia existir na Península Arábica, portanto todas as igrejas da região deveriam ser destruídas. No entanto, apesar de toda pressão militar, política, social e religiosa sobre os cristãos, Cristo está trabalhando claramente na região, sobretudo entre imigrantes cristãos.

Crescente número de igrejas domésticas e secretas

Centenas de milhares de cristãos vivem na Península Arábica; a maioria deles vem de países pobres da África e Ásia para trabalhar na região. Eles se reúnem informalmente em grupos discretos e, no geral, não são importunados pelo governo. Os cristãos nativos, no entanto, se mantêm secretos. O que acontece é que eles crescem como muçulmanos até que encontram um estrangeiro cristão ou uma Bíblia. Quando se convertem, se reúnem em igrejas secretas e não oficiais. Há um crescente número de grupos de cristãos nativos pequenos e informais que se encontram secretamente.

Em todos os países da Península Arábica há grupos de cristãos locais que se reúnem em absoluto sigilo. Eles enfrentam forte pressão por parte da família e, em alguns países mais do que em outros, do governo também. É evidente o trabalhar de Deus no berço do islamismo. Nem mesmo o mais restrito dos governos ou a mais forte pressão da sociedade poderiam impedi-lo de mover o coração e a vida das pessoas, nem de edificar sua igreja.

A Arábia Saudita e o Iêmen têm os regimes mais rigorosos, visto que oficialmente nenhuma igreja é permitida. O Catar permite a existência de algumas igrejas estrangeiras, mas restringe severamente a importação de Bíblias. No Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos, os cristãos desfrutam de maior liberdade, mas ainda precisam se adequar às regras do governo.

Quando a fé desses novos convertidos é descoberta pela família ou comunidade, a vida se torna muito difícil para eles, pois são pressionados a voltar para o islã. O maior desejo desses cristãos é estarem conectados ao corpo de Cristo. A Portas Abertas os apoia através de recursos bíblicos, treinamentos de pastores e líderes e oração. Principalmente em países mais severos, como a Arábia Saudita, muitos cristãos ex-muçulmanos saem do país para praticar a fé em liberdade em outra nação.

Por isso, nossos irmãos precisam do nosso apoio. Cadastre-se no DIP 2020 e envolva sua igreja em oração e ação por eles! 

Fonte: Portas Abertas

As difíceis escolhas para cristãos tribais da Guiné

Ser expulso de sua vila na Guiné é perder mais que sua casa, mas também seu sustento e família

Ser expulso de sua vila na Guiné é perder mais que sua casa, mas também seu sustento e família

O assunto sobre a violência em Lokpoou, uma vila na Guiné, se espalhou rapidamente. Os cristãos foram expulsos da vila e não deveriam voltar nunca mais. Na Guiné, isso significa que você está em grandes problemas, porque sua vila é muito mais do que apenas a localização da sua casa. É todo o seu sustento: o campo onde você planta sua comida, onde vivem seus irmãos e irmãs e aqueles que lhe ajudam em cada passo da sua vida. Em resumo, tudo que é importante está em sua vila. Fora dela, você está sozinho em um mundo hostil.

Quando a Portas Abertas ouviu sobre a situação, representantes viajaram para vilas próximas a Lokpoou, onde encontramos o grupo de cristãos traumatizados que foram expulsos. Nos meses anteriores, cristãos das vilas vizinhas tinham cuidado deles. Além da ajuda oferecida, a Portas Abertas também quis estar presente.

Certa vez, o prefeito da região foi humilhado publicamente quando Gnakaye*, líder religioso de Lokpoou, disse a ele para “se sentar e ficar calado”.  “Você não tem poder aqui. Esse é o país de N’Ghafouyi. Eu sou o líder”, Gnakaye disse a ele. Essa humilhação não teve consequências, afinal Gnakaye nunca foi preso ou condenado. Isso porque os locais têm medo. “Todos aqui instintivamente temem os curandeiros, especialmente um tão poderoso como Gnakaye. :: LEIA MAIS »

Na China, palavras como “Deus”, “Bíblia” e “Cristo” são tiradas de livros infantis

Palavras relacionadas a valores ocidentais ou ao cristianismo são retiradas de histórias de autores estrangeiros

Palavras relacionadas a valores ocidentais ou ao cristianismo são retiradas de histórias de autores estrangeiros

De acordo com a agência de notícias Asia News, palavras como “Deus”, “Bíblia” e “Cristo” foram retiradas de livros para crianças das escolas primárias na China. Em uma tentativa de reduzir a adesão a religiões, em particular ao cristianismo, ou submetê-los a uma “sinização” forçada, essas palavras têm sido censuradas mesmo em histórias de autores estrangeiros.

No começo do ano, o governo, em parceria com editoras, publicou um livro para alunos do quinto ano, que contém quatro histórias de escritores estrangeiros e outros textos de autores clássicos chineses. De acordo com o Ministério da Educação Chinês, o livro espera oferecer aos alunos um entendimento de outras culturas. Infelizmente, as histórias foram manipuladas para atender a necessidade do partido de abafar qualquer referência religiosa.

Na história “A Pequena Vendedora de Fósforos”, de Hans Christian Andersen, em um certo ponto, é dito que: “Quando uma estrela cai, uma alma vai estar com Deus”. Na versão “chinesa”, com a alteração, ficou: “Quando uma estrela cai, uma pessoa deixa esse mundo”. “Robinson Crusoe”, de Daniel Defoe, também sofreu censura: náufrago em uma ilha isolada, o protagonista se empenha em recuperar três cópias da Bíblia dos restos do naufrágio. A nova versão elimina a palavra “Bíblia” e diz que Crusoe trabalhou para salvar “alguns livros” do navio destruído. Uma parte também foi eliminada da história “Vanka”, de Anton Chekhov, que fala sobre uma oração em uma igreja e a palavra “Cristo” foi removida de todas as partes. :: LEIA MAIS »

Mais de 1.000 pessoas escravizadas são libertas de escolas islâmicas na Nigéria

Adolescente com os pés amarrados a uma roda no estado de Kaduna, na Nigéria. (Foto: Reprodução/Reuters)
Adolescente com os pés amarrados a uma roda no estado de Kaduna, na Nigéria. (Foto: Reprodução/Reuters)

O governo da Nigéria anunciou em 15 de outubro que não toleraria mais abusos e condições desumanas em instituições conhecidas como Almajiris, escolas onde muitos pais enviam seus filhos para educação, reabilitação ou disciplina islâmica.

O anúncio ocorreu após uma operação de setembro no estado de Kaduna, onde mais de 300 homens e meninos foram resgatados, muitos dos quais mostraram sinais de abuso.

Esta foi a quarta operação feita pelo governo em um mês contra os centros de reforma islâmica no norte da Nigéria. Segundo a Reuters, mais de 1.000 pessoas foram libertadas das escolas.

As autoridades descobriram que crianças de até 5 anos estavam acorrentadas a grades de metal com os pés amarrados juntos.

Desde o anúncio, vítimas foram libertadas dos centros de reforma islâmicos invadidos pelas autoridades nos estados de Kaduna e Katsina, incluindo um centro localizado na cidade de Buura, Daura, na cidade de Buhari.

“O presidente ordenou que a polícia dissolvesse todos esses centros e que todos os presos fossem entregues aos pais”, disse um porta-voz presidencial à imprensa. “O governo não pode permitir centros onde pessoas, homens e mulheres, sejam maltratadas em nome da religião.”

Denúncias e fechamento

As autoridades anunciaram em 19 de outubro que invadiram um segundo centro de reformas islâmicas em Kaduna, libertando 147 pessoas.

Diferentemente de outras, a investida mais recente à escola na área de Rigasa, em Kaduna, rendeu a libertação de 22 mulheres cativas, disse uma autoridade do governo Kaunda à Reuters.

O ataque foi ordenado pelo governador Kaduna Nasir El Rufai.

A escola em Rigasa era de propriedade da mesma pessoa que possuía uma das duas escolas invadidas em Katsina no início da semana passada.

O Daily Trust relata que até a semana passada, instituições conhecidas como Malam Bello Mai Kawari e Malam Niga serviam como centros tradicionais de reforma e reabilitação na área do governo local de Katsina.

Mas ambas as instituições foram fechadas pela polícia local. A polícia invadiu as instituições depois que algumas das vítimas se revoltaram e escaparam. Cerca de 67 pessoas foram resgatadas na segunda-feira passada durante o ataque ao centro localizado em Daura, onde pelo menos 300 presos foram mantidos.

“Durante as investigações, 67 pessoas de 7 a 40 anos foram acorrentadas com correntes”, disse o porta-voz da polícia de Katsina, Sanusi Buba, em comunicado. “Também se descobriu que as vítimas foram submetidas a vários tratamentos desumanos e degradantes”.

Alcorão

Muitos foram enviados à escola para aprender o Alcorão ou para receber tratamento para dependentes químicos.

“Também se descobriu que as vítimas foram submetidas a vários tratamentos desumanos e degradantes”, disse Buba, segundo a Reuters.

A polícia prendeu Mallam Bello Abdullahi Umar, de 78 anos, e Malam Salisu Hamisu, por crimes como confinamento indevido, crueldade com crianças e conspiração criminosa.

Tortura e morte

Fahad Jabrila Mubi, do estado de Adamawa, disse à polícia que ele ficou no centro de Daura por dois anos. Durante esse período, ele disse que viu seis pessoas morrerem e duas desenvolverem problemas mentais devido a abusos.

Mubi afirmou que o estupro era comum e o dinheiro enviado pelos pais dos alunos era usado pelos professores.

“O proprietário (Malam Bello) está ciente do que está acontecendo aqui. Ele também sodomiza os presos”, acusou Mubi, de acordo com o Daily Trust.

“Não há nenhuma lição sendo ensinada aqui, não adoramos ou rezamos, é sempre batendo e mais surras. Temos pessoas que passaram cerca de oito anos, cinco, três e um ano aqui”, revelou.

Mubi disse que ele e outros estavam regularmente famintos e privados de medicamentos.

Humilhações

Hassan Adamu, uma vítima mantida na mesma instalação, disse ao The Daily Trust que havia dezenas de pessoas alojadas em cada cômodo da instalação.

“Sou assistente do líder do meu quarto. Tínhamos 32 em um quarto. E é uma sala pequena “, explicou Adamu. “Se você é pressionado à noite ou quer defecar, temos sacos de celofane que usamos e passamos pela janela para quem dorme ao ar livre.”

“Quanto à urina, nós urinamos dentro de um galão e, se você não tiver um, você urina no recipiente de alimentos”, acrescentou. “De manhã, você despeja a urina e usa o mesmo recipiente para seu pai.”

Um pai de um dos prisioneiros de Daura disse à Reuters que se arrepende “profundamente” de enviar seu filho ao centro de reabilitação.

“Eu ignorava o que realmente estava acontecendo aqui”, contestou o pai.

Direitos humanos

Quando a primeira escola de reforma islâmica foi invadida em Kaduna no mês passado, os defensores dos direitos humanos alertaram que abusos semelhantes poderiam estar enfrentando muitos outros estudantes de outras escolas de Almajiri na Nigéria.

As autoridades estimaram que existem mais de 9 milhões de estudantes matriculados nas instituições de Almajiri, segundo a AFP.

A organização não governamental Almajiri, baseada em Abuja, informa que as escolas de Almajiri têm “algumas das condições piores do que se possa imaginar”, pois muitas vítimas enfrentam “desafios nutricionais agravados pelo mendigo nas ruas e quase nenhum emprego ou oportunidade para os adultos de Almajiri em um ambiente cada vez mais desafiador e mundo competitivo.”

Em 2018, a ONG lançou o Dia dos Direitos da Criança de Almajiri em 25 de maio para chamar a atenção internacional para os abusos contra crianças de Almajiri.

China proíbe estudantes africanos de praticar fé para evitar ‘infiltração estrangeira’

Cristãos em igreja nos arredores do condado de Qingxu, norte da China. (Foto: Reprodução/Reuters)
Cristãos em igreja nos arredores do condado de Qingxu, norte da China. (Foto: Reprodução/Reuters)

regime comunista chinês proibiu estudantes internacionais africanos de adorarem em igrejas cristãs sob o pretexto de “impedir a infiltração estrangeira através da religião”, revelou um grupo de vigilância de perseguições.

Um grupo de mais de 80 estudantes africanos que residem em uma cidade na província de Liaoning, no nordeste do país, disse ao Bitter Winter que, em setembro, a pessoa encarregada da igreja Three-Self que eles frequentavam recebeu uma ordem do governo proibindo a participação de estrangeiros em suas reuniões.

“Nós só queremos ter um lugar para nos reunir”, disse um aluno à agência.

Um crente chinês na igreja disse que em um simpósio de “infiltração antirreligiosa”, realizado pelo governo local em agosto, as autoridades questionaram a pessoa encarregada da igreja sobre atividades relacionadas ao exterior.

Logo após o simpósio, os estudantes internacionais foram expulsos da igreja.

“Em nossos corações, não estávamos dispostos a vê-los partir”, disse o crente chinês.

O governo também pressionou ou ameaçou outros locais de reuniões cristãs. Quando os estudantes africanos pediram permissão para participar de reuniões em outra igreja de três pessoas, eles foram recusados.

Um incidente semelhante ocorreu em uma universidade na província central de Hubei, onde uma igreja atendida por mais de 40 estudantes africanos recebeu ameaças repetidas de funcionários do governo que exigiram que o diretor da igreja expulsasse os estudantes internacionais.

Os estudantes agora são forçados a adorar em segredo, disfarçando suas reuniões como festas de aniversário, de acordo com Bitter Winter.

Um dos estudantes disse que ele não entende como o governo pode afirmar que há “liberdade de crença” na China.

“Não entendo por que os governantes da China não permitem que estrangeiros realizem reuniões religiosas”, disse o estudante. “Isso nos forçou a praticar nossa fé no esconderijo.”

Investigados

A agência Bitter Winter também revelou que as universidades das províncias de Heilongjiang, Jilin, Henan e outros países são obrigadas a investigar o status religioso de estudantes e professores internacionais.

Um administrador de uma universidade em Jiujiang, uma cidade na província de Jiangxi, sudeste do país, disse que o governo monitora secretamente estudantes africanos.

“Se for descoberto que alguém está muito próximo, ambas as partes serão vigiadas e investigadas. Mas a maioria dos estudantes africanos não sabe que eles estão sendo monitorados”, explicou o administrador.

“Assim que os estudantes africanos forem descobertos participando de reuniões em igrejas domésticas ou divulgando o Evangelho a outros estudantes, eles serão expulsos da escola imediatamente”, disse o administrador.

Segundo o administrador, a escola já expulsou um estudante africano por pregar o Evangelho a colegas chineses. O aluno foi posteriormente deportado para seu país de origem.

Segundo a lei chinesa, os estrangeiros são proibidos de criar organizações religiosas ou realizar proselitismo na China, embora a lei não tenha sido aplicada até que o presidente Xi Jinping assumisse o cargo em 2012, segundo o South China Morning Post.

Recentemente, 13 famílias sul-coreanas que moravam na China como parte de um grupo missionário foram deportadas depois que autoridades comunistas decidiram que sua presença no país era “ilegal” devido ao seu trabalho evangelístico.

China ocupa a 27ª posição na lista de observação mundial da Portas Abertas dos 50 países em que é mais difícil ser cristão.

Nos últimos anos, o governo do Partido Comunista proibiu as vendas on-line de Bíblias, nivelou igrejas e prendeu centenas de cristãos por “incitar a subversão do poder do Estado”.

Em julho, foi relatado que desde que a legislação do Regulamento sobre Assuntos Religiosos foi implementada no ano passado, escolas em toda a China ensinaram às crianças que o cristianismo é um “culto do mal”.

Relatório afirma que cristianismo está crescendo mais rapidamente que a população

Mapa-múndi. (Foto: Andrew Stutesman/Unsplash)
Mapa-múndi. (Foto: Andrew Stutesman/Unsplash)

O Centro para o Estudo do Cristianismo Global lançou a edição de 2019 do seu relatório “Status of Christian Christianity” que traz muitas informações importantes para os cristãos.

Algumas das estatísticas mais significativas estão detalhadas no artigo da LifeWay, “7 surpresas de tendências no cristianismo global em 2019”, como o fato de o cristianismo estar crescendo mais rapidamente do que a população e que a porcentagem de indivíduos não evangelizados no mundo diminuiu, de 54,3% em 1900 para 28,4% hoje.

Globalmente, o cristianismo está crescendo a uma taxa de 1,27%. Atualmente, existem 2,5 bilhões de cristãos no mundo. A população mundial, 7,7 bilhões, está crescendo a uma taxa de 1,20%.

O Islã (1,95%), os sikhs (1,66%) e os hindus (1,30%) são os únicos grupos religiosos que crescem mais rápido que o cristianismo, embora os seguidores de Jesus superem todas as outras religiões e se prevê que continuem a fazê-lo pelo menos até 2050.

Entre os grupos cristãos, pentecostais (2,26%) e evangélicos (2,19%) estão crescendo mais rapidamente do que outros.

Os dois também estão crescendo mais rápido do que há apenas dois anos. Em 2017, a taxa de crescimento dos pentecostais foi de 2,22% e os evangélicos, de 2,12%.

O cristianismo está crescendo nas cidades, mas não é rápido o suficiente. Hoje, 1,64 bilhão de cristãos vivem em áreas urbanas, crescendo a uma taxa de 1,58% desde 2000.

Mas mais de 55% da população do mundo vive nas cidades e isso continua a crescer.

A população urbana global está crescendo a uma taxa de 2,15%.

Declínio ateu

Segundo o relatório, o ateísmo atingiu seu pico em 1970, com mais de 165 milhões de ateus no planeta. Desde então, o ateísmo tem diminuído constantemente, com 138 milhões hoje, um número que deve cair para 129 milhões em 2050.

Desde 2000, o ateísmo se recuperou levemente – apenas 0,04% -, mas espera-se que caia novamente e caia para menos de 130 milhões em 2050.

O agnosticismo manteve uma pequena taxa de crescimento de 0,42%. Depois de atingir 716 milhões este ano, espera-se que caia para menos de 700 milhões em 2050.

Há que se considerar que a geração do milênio é três vezes mais propensa a se considerar ateu quando comparado aos Baby Boomers.

Cristianismo no globo

O centro do cristianismo mudou-se para o sul do planeta.

Em 1900, duas vezes mais cristãos viviam na Europa do que no resto do mundo juntos. Hoje, a América Latina e a África têm mais. Em 2050, o número de cristãos na Ásia também passará o número na Europa.

Atualmente, o cristianismo mal cresce na Europa (taxa de 0,04%) e apenas um pouco melhor na América do Norte (0,56%).

A Oceania (0,89) e a América Latina (1,18%) têm taxas marginalmente melhores, mas a fé está explodindo na Ásia (1,89%) e na África (2,89%).

Há mais oportunidades de evangelismo para os cristãos do que nunca.

A grande maioria dos não-cristãos vive suas vidas e nunca interage com um cristão, mas esse número está diminuindo.

Em 1900, apenas 5,5% dos não-cristãos conheciam um cristão. Hoje, isso cresceu para 18,3%.

“Obviamente, esse número ainda é muito pequeno, mas a porcentagem crescente concede a mais não-cristãos a oportunidade de ouvir o evangelho de alguém que eles conhecem”, diz o relatório.

A porcentagem de não evangelizados está diminuindo. Mais da metade da população mundial em 1900 (54,3%) não foi evangelizada. Esse percentual continua a encolher, caindo para 28,4% em 2019.

Isso ainda significa, no entanto, que quase 2,2 bilhões de pessoas que vivem hoje ainda são consideradas não-evangelizadas.

Aplicativo bíblico com 10 milhões de downloads é censurado, na China

Levi Fan, cofundador do WeDevote; no destaque o logotipo do aplicativo.. (Foto: John Fredricks/Genesis)
Levi Fan, cofundador do WeDevote; no destaque o logotipo do aplicativo.. (Foto: John Fredricks/Genesis)

Em julho, um aplicativo bíblico chinês com 6 anos de existência chamado WeDevote teve um grande marco: 10 milhões de instalações. Com seu design elegante, respeito pelos direitos autorais e planos e devocionais de leitura da Bíblia, o WeDevote se destaca de outros aplicativos da Bíblia para smartphones e tablets disponíveis na China.

O aplicativo é um recurso muito necessário para os cristãos chineses. Quase todos os usuários do WeDevote são da China continental, onde funcionários do governo recentemente dificultaram a compra de cópias físicas da Bíblia. Oficialmente, a Bíblia na China pode ser vendida apenas em igrejas Three-self, sancionadas pelo governo.

Porém, embora o cofundador da WeDevote, Levi Fan, tenha se orgulhado do 10 milhões de downloads no dia 6 de julho, a celebração durou pouco. Em uma semana, os censores comunistas haviam bloqueado o acesso chinês ao site da WeDevote e retirado o aplicativo da maioria das lojas de aplicativos nacionais.

Não foi a primeira vez que eles procuraram o aplicativo bíblico mais popular da China. Desde que Fan e outros dois amigos lançaram o WeDevote de Pequim em 2013, as autoridades chinesas monitoraram seu crescimento, intimidaram Fan e tentaram desligar o aplicativo. É provável que a pressão continue.

No entanto, Fan acredita que Deus está do lado de sua equipe. “No ambiente de aperto da China, pessoas de fora pensaram que não havia como criar esse aplicativo e sobreviver”, ele me disse. “Mas conseguimos fazê-lo.”

Pressão

Desde que o governo comunista da China promulgou novas regulamentações religiosas no início do ano passado, as autoridades reprimiram cada vez mais as atividades religiosas. Durante anos, as regras de vendas impressas da Bíblia não foram aplicadas, e os cristãos chineses podiam encontrar Bíblias em sites de comércio eletrônico ou em livrarias cristãs. Mas o governo começou a fazer cumprir a lei e, em março, varejistas on-line pararam de vender Bíblias.

As autoridades fecharam as livrarias cristãs e os editores cristãos estão tendo dificuldade em publicar livros cristãos no continente. Fan observou que, embora os crentes ainda possam comprar Bíblias em igrejas Three-self, muitos cristãos vivem longe dessas igrejas, que geralmente não carregam muitas versões diferentes da Bíblia.

A mídia cristã on-line também sentiu o aperto. Após o lançamento no ano passado de um projeto de lei que regulava informações religiosas não registradas on-line, o governo está fechando os canais cristãos no WeChat e em outros aplicativos e sites de redes sociais.

O WeDevote está entre os mais recentes alvos do corte.

Criação do aplicativo

Fan e dois outros cristãos de Pequim tiveram a ideia do WeDevote em 2010, pois viram a necessidade de aplicativos bíblicos na China.

Na época, os usuários chineses que baixaram o YouVersion – um aplicativo popular da Bíblia criado por uma igreja de Oklahoma – descobriram que o programa estava travando devido ao governo chinês bloquear o servidor do aplicativo.

Outros aplicativos da Bíblia baseados no continente chinês foram mal projetados. Eles também usaram conteúdo extraído de outras fontes sem permissão e sem controle de qualidade. “Como usuário, você não sabia qual material era teologicamente certo ou errado”, disse Fan.

A princípio, Fan e seus parceiros tentaram terceirizar a criação do aplicativo, mas não estavam satisfeitos com os resultados. Em 2012, quando Fan deixou o emprego em uma startup de tecnologia para frequentar o seminário, um amigo pediu que ele considerasse servir a Deus, liderando uma equipe para desenvolver o aplicativo da Bíblia. Fan concordou, adiando o seminário por dois anos para trabalhar em WeDevote.

Ele queria que o design do aplicativo fosse esteticamente agradável, para que as pessoas quisessem abri-lo e ler a Bíblia. Sua equipe fez parceria com vários editores da Bíblia para incluir várias traduções da Bíblia em chinês e inglês, respeitando as leis de direitos autorais e pagando royalties. Para garantir que o aplicativo aguentasse o imprevisível serviço de internet chinês, os designers disponibilizaram os recursos para que o aplicativo funcionasse offline.

A primeira versão para Android do WeDevote foi lançada em junho de 2013 e a versão para iPhone em julho. No mesmo mês, a loja de aplicativos Xiaomi listou o WeDevote como um de seus “aplicativos recomendados” na página inicial da loja. De repente, a equipe de fãs estava vendo mais de 8.000 downloads por dia.

Evangelismo digital

Esse impulso abriu os olhos de Fan para outra realidade: criar um aplicativo pode ser uma forma de evangelismo. “Na internet chinesa, há tantas pessoas que estão baixando aplicativos, mas existem muito poucos aplicativos religiosos”, disse ele. “Quando estávamos na página inicial, foi uma oportunidade para muitas pessoas aprenderem sobre o evangelho.”

Até o final do ano, o WeDevote havia se tornado o principal aplicativo bíblico da China. Os desenvolvedores continuaram a expandir o aplicativo, adicionando devocionais, planos de leitura da Bíblia e comentários para ajudar os cristãos chineses a entender melhor a Bíblia e como ela se relaciona com a vida cotidiana. Eles pediram a pastores e teólogos que avaliassem a solidez teológica do conteúdo do aplicativo. Para financiar o aplicativo, os membros da equipe assumiram projetos paralelos e coletaram doações de empresas cristãs na China.

Problemas

Os problemas começaram em 2015. O Departamento de Segurança Pública de Pequim convidou Fan para uma conversa e perguntou sobre a empresa e de onde vinha seu financiamento. Um policial disse polidamente a Fan que os oficiais estavam monitorando tudo sobre ele: eles sabiam dos artigos que sua esposa havia escrito em uma conta do Christian WeChat e da nova casa que haviam comprado. Fan sentiu medo e, à noite, teve pesadelos ao ser jogado na prisão.

“Era desconfortável saber que eles sabiam tudo, mas como a igreja doméstica chinesa enfrentou essa perseguição no passado, isso não era estranho para mim”, disse Fan. Todas as manhãs, os membros da equipe WeDevote oram e leem um salmo juntos. Toda terça-feira realizam uma reunião de oração de duas horas. “Isso nos ajudou a nos aproximar de Deus. Percebemos que não podíamos fazer isso sozinhos e precisávamos orar mais”.

As autoridades pediram que Fan desligasse o WeDevote, caso contrário, eles acusariam a empresa de criar um aplicativo ilegal porque não tinha um número de registro. A maioria dos aplicativos chineses não está registrada, mas a Fan sabia que o WeDevote provavelmente estava sendo pressionado por causa de seu conteúdo cristão. Então, sua equipe decidiu desligar o aplicativo e fechar a empresa de Pequim.

Mas eles estavam preparados para esta situação: vários meses antes, haviam criado outra empresa em Hong Kong. Eles foram capazes de transferir a propriedade da WeDevote para a empresa de Hong Kong e colocar o aplicativo novamente online.

A WeDevote não enfrentou mais problemas até julho deste ano, quando as autoridades cortaram o acesso ao site e o lavaram em todas as lojas domésticas do Android. Embora o aplicativo ainda esteja disponível na App Store da Apple, a maioria dos cidadãos chineses usa smartphones domésticos baseados no Android, como Huawei, Oppo, Vivo e Xiaomi.

Ninguém informou Fan por que o WeDevote foi removido das lojas de aplicativos. Ele suspeita que o governo tenha agido por causa da sua crescente influência e popularidade.

Até o final do ano, o WeDevote havia se tornado o principal aplicativo bíblico da China. Os desenvolvedores continuaram a expandir o aplicativo, adicionando devocionais, planos de leitura da Bíblia e comentários para ajudar os cristãos chineses a entender melhor a Bíblia e como ela se relaciona com a vida cotidiana.

Eles pediram a pastores e teólogos que avaliassem a solidez teológica do conteúdo do aplicativo. Para financiar o aplicativo, os membros da equipe assumiram projetos paralelos e coletaram doações de empresas cristãs na China. Fonte: Portal Guiame

Cristão é assassinado por parentes muçulmanos após expressar sua fé nas redes sociais

Cristãos copta protestam contra a intolerância religiosa no Egito. (Foto: Reuters/Mohamed Abd El Ghany)
Cristãos copta protestam contra a intolerância religiosa no Egito. (Foto: Reuters/Mohamed Abd El Ghany)

Um cristão recém-convertido no Egito foi morto por sua própria família muçulmana, depois que ele confirmou publicamente sua nova fé em um post no Facebook, de acordo com o grupo de defesa de perseguições International Christian Concern (ICC).

A organização sem fins lucrativos com sede nos EUA informou na quarta-feira passada que Hussein Mohammed, que preferia ser chamado por seu nome de batismo, George, foi assassinado no dia 6 de outubro, depois de postar várias fotos em sua conta do Facebook, confirmando sua fé cristã.

A família de George soube da conversão dele antes das postagens serem feitas, e seu tio apresentou queixas às autoridades locais da Diretoria de Segurança. No entanto, a publicação no Facebook foi um “reconhecimento público de sua conversão”, observa a ICC. Ele incluía a foto de uma tatuagem de cruz, que George usava no pulso, uma prática comum dos cristãos coptas ortodoxos egípcios.

Contexto

O assassinato ocorre em um momento no qual o Egito é o 16º pior país do mundo em perseguição aos cristãos, de acordo com a lista de observação mundial da Portas Abertas (EUA) em 2019. Os cristãos representam cerca de 10% da população do país de maioria muçulmana.

A ICC observa que no Egito, os muçulmanos que se convertem ao cristianismo são vistos pela comunidade islâmica como apóstatas, o que significa que a descoberta pública de sua conversão os torna vulneráveis ??a serem vítimas de uma “matança em nome da honra” de suas famílias / comunidades.

De acordo com a Rede de conscientização sobre violência com base na honra, os assassinatos deste tipo estão “em ascensão” em todo o Egito. Enquanto a prática é contrária à lei egípcia, os juízes costumam ver esses casos com clemência.

“A cultura islâmica alimenta a discriminação religiosa no Egito e cria um ambiente que faz com que o Estado relute em respeitar e fazer valer os direitos fundamentais dos cristãos”, diz a Portas Abertas.

“Embora o presidente el-Sisi tenha expressado publicamente seu compromisso com a proteção dos cristãos, as ações de seu governo e os ataques continuados de grupos extremistas por parte de cristãos e indivíduos perseguem cristãos e igrejas, deixando os cristãos se sentindo inseguros e extremamente cautelosos”, acrescentou a organização.

Os cristãos do Egito também são suscetíveis às duras leis de blasfêmia do país. De acordo com a Comissão de Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos, a maioria das leis de blasfêmia é “vagamente redigida”, mas carrega “sanções indevidamente severas para os infratores”.

Aplicativos de mídia social como o Facebook são a mais recente ferramenta usada por extremistas islâmicos para acusar os cristãos de “blasfêmia”, de acordo com o Portas Abertas.

Em julho, foi relatado que um cristão de 26 anos chamado Fady Youssef Todary notou que alguém havia invadido sua conta do Facebook e postado uma mensagem blasfema. Mais tarde, depois de perceber o que havia acontecido, ele postou um vídeo na plataforma explicando aos seus seguidores que não foi ele quem produziu, nem publicou o conteúdo.

No entanto, uma multidão enfurecida de cerca de 100 pessoas já havia formado e destruído tudo dentro da casa da família de Todary, em Ashnin El-Nasara, uma vila em Minya, ao sul do Cairo. Os pais de Fady foram forçados a fugir da casa de seu filho e buscar refúgio na residência de um parente.

Poucos dias depois, Todary foi preso, junto com seu irmão de 19 anos e dois tios. Desde então, ele foi libertado, mas aguarda julgamento por blasfêmia.

A Portas Abertas alerta que o que aconteceu em Ashnin El-Nasara não é um incidente isolado e disse que a tendência emergente é uma “verdadeira causa de preocupação”.

Em dezembro de 2018, um tribunal egípcio condenou um cristão copta a três anos de prisão, depois que ele foi considerado culpado por “insultar o Islã em primeiro grau” em uma publicação no Facebook.

Por falta de Bíblias, cristãos de ilha na Ásia revezam leitura: “Precisamos de mais”

Imagem ilustrativa. Muitos cristãos da ilha de Bornéu têm acesso à Bíblia apenas na igreja. (Foto: Forgotten Missionaries International)
Imagem ilustrativa. Muitos cristãos da ilha de Bornéu têm acesso à Bíblia apenas na igreja. (Foto: Forgotten Missionaries International)

A ilha de Bornéu, uma região pertencente à Indonésia, é marcada não apenas por paisagens paradisíacas. Os cristãos que vivem nos vilarejos não têm acesso fácil à Bíblias e precisam revezar entre si para ler as Escrituras.

De acordo com o site Mission Network News, muitos cristãos da ilha de Bornéu não têm uma Bíblia. “Eles só podem ter acesso às Escrituras durante os cultos da igreja ou em pequenos grupos de 5 a 10 pessoas, construídos em torno de uma única Bíblia”, diz a publicação.

A organização Forgotten Missionaries International (FMI) concluiu uma grande entrega de Bíblias recentemente, mas a necessidade continua grande.

O missionário Bruce Allen, da FMI, conta que poucos dias depois da campanha, os moradores de Bornéu continuaram relatando a necessidade: “Estou recebendo e-mails e telefonemas dizendo: ‘Tudo o que você nos deu, já distribuímos. Já compartilhamos o Evangelho com muitas pessoas. Precisamos de mais 1000 Bíblias imediatamente’”, afirma.

Uma das pessoas impactadas pela distribuição de Bíblias é Agus, um estudante da sexta série que vive na área de Kalimantan. Ele foi criado no animismo, a crença de que tudo possui alma e espírito, inclusive objetos e plantas — até conhecer o Evangelho.

A Indonésia é um país predominantemente muçulmano. Dos mais de 263 milhões de habitantes, cerca de 229 milhões são muçulmanos, enquanto apenas 26 milhões são cristãos. Apesar dessas dificuldades, Agus conheceu vários estudantes cristãos em sua escola.

Até mesmo seu professor era cristão e conversou com ele sobre o Evangelho. “Agus começou a conversar com seu professor sobre quem criou coisas como pedras, árvores e rios. O professor explicou a crença cristã da Criação, e que esse Deus que projetou o universo amava sua criação”, relata Allen.


Agus conheceu vários estudantes cristãos em sua escola. (Foto: Forgotten Missionaries International)

Agus ficou fascinado e quis aprender mais. Contra todas as probabilidades, ele recebeu uma Bíblia que fazia parte da campanha da FMI. Pouco depois, o estudante entregou sua vida a Cristo.

Inspirado por sua nova fé, Agus passou a compartilhar o Evangelho com sua família. Embora seus pais não tenham se convertido, eles ficaram felizes com a mudança de seu filho e deram permissão a um pastor local para batizá-lo.

“Precisamos apenas lembrar que, mesmo quando ouvimos essas histórias de perseguição, há pessoas que o Senhor está atraindo para Si. Jesus disse: ‘Quando eu for levantado da terra, atrairei todos os tipos de pessoas a mim’ (João 12:32), e Ele ainda está fazendo isso”, afirma Allen.

Polícia invade igreja e prende cristãos por se reunirem “ilegalmente”, na China

Cristãos participam de culto em igreja na China. (Foto: China Aid)
Cristãos participam de culto em igreja na China. (Foto: China Aid)

Autoridades prenderam pelo menos três cristãos, depois de invadir uma igreja não registrada, na região de Xinjiang (China), na última sexta-feira (4).

Por volta das 23h (horário local), a polícia invadiu a igreja e levou detidos os cristãos que estavam no local. Do grupo, três pessoas foram condenadas a 8 a 10 dias de detenção por “se reunir ilegalmente”.

Na China, as autoridades frequentemente acusam as igrejas que não estão registradas no governo de “operar ilegalmente”. No entanto, o artigo 36 da Constituição chinesa garante aos cidadãos chineses a liberdade de crença religiosa.

Perseguição sem precedentes

Apesar do fato continuar sendo alarmante, ele não é uma ocorrência isolada e sim quase que cotidiana em determinadas regiões da China, que com seu governo comunista tem apertado cada vez mais o cerco às religiões em seu território.

Exemplo desse cenário é que o governo do presidente Xi Jinping tem exigido a alteração de textos bíblicos e a inclusão de hinos comunistas nos cultos das igrejas chinesas. Além disso, autoridades estão removendo as cruzes dos templos e ordenando que fotos do governante sejam expostas nas paredes e fachadas das congregações.

Segundo a Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF), a intolerância religiosa na China está chegando a um nível tão alto que estão faltando parâmetros para mensurá-la.

Assim como nos últimos anos, o relatório divide os países em diferentes níveis, com recomendações de “Nível 1”, representando países que a Comissão acredita que deveriam ser rotulados pelo Departamento de Estado dos EUA como “países de preocupação especial” (CPC). O rótulo CPC traz consigo a possibilidade de os países poderem enfrentar sanções ou outras conseqüências negativas.

O “Nível 2” identifica os países onde as violações da liberdade religiosa ocorreram, mas não atingiram a gravidade necessária para serem consideradas Nível 1.

“Como já foi dito várias vezes nesta manhã, temos os níveis 1 e 2 dos países que observamos”, disse o comissário da USCIRF e ativista conservador social de longa data Gary Bauer durante um evento de lançamento no Capitólio, com a participação de um grupo bipartidário de parlamentares. .

“Se fôssemos classificar os países do Nível 1, a China estaria em uma categoria por si só [com relação ao] nível de perseguição religiosa. O país é um violador de oportunidades iguais”, acrescentou.

Homem se reconcilia com Deus ao encontrar Bíblia intacta após incêndio: “Foi um sinal”

Depois que achou Bíblia intacta em incêndio, o serralheiro Marcio não desgruda mais do livro. (Foto: Bega Godóy)
Depois que achou Bíblia intacta em incêndio, o serralheiro Marcio não desgruda mais do livro. (Foto: Bega Godóy)

No último sábado, o serralheiro Márcio Carlos Popeng, de 51 anos, relatou o que sentiu ao encontrar uma Bíblia intacta em meio aos escombros do incêndio que destruiu sua casa, no Bairro Copacabana, em Lages (SC). Apesar da dura perda, o fato inusitado tem servido para aumentar sua fé.

“Deus está trabalhando na minha vida novamente”, disse ele.

O incêndio teve início na casa conjugada ao lado e, em menos de cinco minutos, acabou atingindo a dele e também outra casa vizinha. Ao todo, foram três residências destruídas pelo incêndio.

Agora, Márcio está recolhendo doações de moradores do bairro onde mora, para reconstruir sua casa. Além disso, uma igreja da Assembléia de Deus está promovendo uma campanha em toda a cidade cidade para ajudar o homem a recomeçar.

Márcio contou ao site local ‘Correio Lageano’, que apesar de se considerar um “homem de fé”, estava afastado da igreja desde 2015. No entanto, ele manteve quatro Bíblias com ele. Duas foram perdidas no incêndio, uma delas foi encontrada intacta sob os escombros e outra permanecia no carro.

O exemplar que ele achou entre os escombros estava dentro de um guarda-roupa. O livro havia sido um presente que ele ganhou em 2008, como presente despedida dos alunos da Escola Bíblica Dominical em sua antiga igreja. Na ocasião, Márcio estava se preparando para assumir outra missão da Assembleia de Deus, no Bairro São Luís.

“Onde a bíblia estava, praticamente tudo ficou intacto. Pedi ao Bombeiro para entrar e ver se conseguia recuperar os documentos da casa e encontrei a Bíblia. Fiquei muito emocionado vendo um pedacinho ‘de mim’ que não queimou”, contou. “Um sinal de Deus”.

Após a ocorrência Marcio se convenceu de que o “achado” tem forte relação com uma retomada de sua volta à igreja e sua missão evangelística. Ele planeja fazer isso em breve.

“Tenho sido abençoado toda vez que algo de ruim acontece, pois consigo me levantar”, explicou ele que já teve 20 empregados, foi viciado em drogas e esteve preso.

“Creio que vou me levantar de novo, mas preciso da ajuda das pessoas. Estou testemunhando como as pessoas são solidárias”, disse.

Popeng havia adquirido a casa da Rua Dom Jaime Câmara no Bairro Copacabana há oito meses e agora, para reconstruí-la, conta com a ajuda de vizinhos e da igreja. Fonte: Guiame



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