Por Wal Cordeiro

Não existe coisa mais formidável do que o brilho do sol. Não existe coisa mais linda do que o brilho de uma esmeralda. Não existe coisa mais estupenda do que o brilho do ouro. Não existe coisa mais admirável do que o brilho de um diamante. Não existe coisa mais esplêndida do que o brilho da prata. Não existe coisa mais suntuosa do que o brilho das estrelas. Não existe coisa mais majestosa do que o brilho da lua.

O brilho natural sobrepõe a todos os brilhos artificiais. Mesmo que algumas imitações sejam quase idênticas não conseguem atingir o ápice de brilhar naturalmente.

Uma jóia preciosa só tem o seu devido valor quando é verdadeira. Os maiores ourives e artífices podem fabricar imitações, mas nunca conseguirão produzir uma jóia natural, isto é, emanada da natureza unicamente divina.

O sol produz o seu próprio brilho, não depende de nenhuma fonte geradora de energia. A lâmpada (imitação necessária) depende de vários fatores para produzir luz.

Os verdadeiros rubis são raros e têm valor inestimável. As bijuterias são vendidas em bancas de promoção e são encontradas em todo lugar.
A teoria do brilho natural nos chama a atenção para quatro reflexões sobre os valores humanos.
Primeiro, o homem foi criado para brilhar naturalmente.
Segundo, cada um de nós recebeu de Deus dons e habilidades naturais.
Terceiro, quando esses dons são utilizados naturalmente as pessoas são abençoadas.
Quarto, não adianta tentar imitar o brilho de alguém. Cada um tem o seu próprio brilho.
Bethovem compreendeu claramente a forma de brilhar através da música.
Mahatma Gandhi brilhou naturalmente em defesa da libertação do seu povo indiano.
Luter King soube brilhar na promoção dos direitos humanos.
Madre Teresa de Calcutá exalou o brilho da bondade entre os pobres da Índia.
Pablo Picasso se dedicou ao brilho das telas por ele pintadas.
Carlos Drummond expressou o brilho da poesia através da escrita.
Vinicius de Moraes soube apresentar o seu brilho nas composições musicais.
Pelé e garrincha brilharam, naturalmente, nos gramados do mundo.
Michael Phelps brilhou nas águas mornas das piscinas olímpicas.
Gisele brilhou nas passarelas da moda.
Jesus Cristo brilha nos corações e rostos daqueles que o amam e o servem.
E VOCÊ?
Qual é o seu brilho natural?
Já parou para pensar sobre isso?
Lembre-se! O homem não foi criado para imitar e sim com a missão de brilhar naturalmente.
Brilhar naturalmente é fazer aquilo que você gosta e faz muito bem, é ter prazer em realizar o papel de ator principal na cena da vida preparada por Deus com o intuito de abençoar pessoas.
Brilhar naturalmente é se conhecer e descobrir os seus dons e habilidades para serem exercidos no dia a dia da vida (principalmente na profissão e ministério).
Brilhar naturalmente é cumprir a sua missão através da vocação recebida de Deus.
Um bom marceneiro jamais será um grande agricultor. Um bom advogado jamais será um excelente cardiologista. Um bom professor jamais será um exímio gerente industrial.
Cada um deve brilhar muito bem em sua área. Dedicar-se para ser o melhor no que faz. Enquanto os maiores teóricos defendem a tese da diversidade, o brilho natural é a maior arma mercadológica para se destacar entre os demais.
Se todos vivessem assim teríamos em toda terra bons profissionais.
Se brilharmos como somos, seremos melhores e os raios do nosso brilho se espalharão pelo mundo a fora e muitos serão beneficiados.
Portanto, brilhe, brilhe e brilhe. Se não conseguir brilhar peça a Deus que ele concede a todos o verdadeiro brilho da sua glória.

Wal Cordeiro é autor de oito livros