Adriano villela / Tribuna

Geração de mais de 700 empregos diretos e outros 100 indiretos. Este será um dos principais resultados do primeiro ano de operação do grupo Boticário, na Bahia, onde deverá se instalar no início de 2012. No período das obras, a previsão é de que sejam criados aproximadamente mil postos de trabalho.

Os investimentos de R$ 355 milhões da primeira fábrica do grupo fora do Paraná foram anunciados, ontem, no Convento do Carmo. Na ocasião, a empresa assinou protocolo de intenções com o Governo do Estado para a implantação de uma unidade industrial e de um centro de distribuição de cosméticos em Camaçari.

Segundo o presidente da empresa, Artur Grynbaum, a Bahia foi escolhida pela localização geográfica do estado, que facilita o atendimento ao Norte e Nordeste do país. Outro motivo é a mão de obra disponível. “Nossa escolha foi feita com base em estudos logísticos realizados pela Diretoria de Operações. Além disso, a Bahia oferece pessoas qualificadas para o ramo de cosmético, o que favorece bastante a instalação em solo baiano”.

Para o governador Jaques Wagner, uma das grandes contribuições que a fábrica
trará à Bahia é a geração de emprego e renda. “Minha luta todos os dias é atrair
empregos para fazer inclusão social. Melhor ainda quando esses empregos vêm de
uma marca que tem reconhecimento nacional e internacional”.

De acordo com dados da empresa, em todo o país, o grupo possui 3.020 lojas.
Do total, 800 estão no Nordeste, 200 das quais na Bahia. A indústria, que deve
iniciar operações em 2013, terá capacidade de produzir 330 milhões de itens por
ano de perfumaria e produtos para cuidados pessoais (cremes, loções, shampoos).
Já o centro de distribuição terá capacidade de distribuir 417 milhões de itens
de perfumaria, maquiagem e cuidados especiais.

Outras empresas – Somente este ano, cerca de 150 empresas de diversos
segmentos assinaram protocolo de intenções com o governo estadual, visando se
implantar na Bahia. O secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James
Correia, afirmou que o estado possui crescimento industrial descentralizado,
que, além de priorizar o Polo Industrial de Camaçari e Região Metropolitana de
Salvador (RMS), tem buscado atrair empresas para outras regiões da Bahia.

Entre os exemplos estão os investimentos em energia eólica na região do
semiárido. “Isto mostra porque 65% dos empregos criados na Bahia estão fora da
RMS e 70% da abertura de novas empresas também ocorrem em outras regiões”, disse
o secretário.