O PMDB da Bahia expulsou nesta segunda-feira (5) três deputados estaduais do partido, sob a justificativa de descumprimento de orientação da sigla em votação na Assembleia Legislativa.

Foto: AE

Jaques Wagner, governador da Bahia

Apesar de integrar a base do governo Dilma Rousseff (PT) no Congresso, o PMDB faz oposição ao governador petista Jaques Wagner na Bahia. Na semana passada, contrariando orientação do partido, os então peemedebistas Alan Sanches, Ivana Bastos e Timóteo Brito votaram a favor de projeto de Wagner que alterou regras do plano de saúde do funcionalismo estadual.

Em nota, o PMDB baiano afirmou que os deputados “não atenderam a vontade soberana das urnas designada pelos baianos ao PMDB, de se opor à administração estadual em benefício do interesse público”. A sigla na Bahia é comandada pela ala de Geddel Vieira Lima, que concorreu ao governo contra Wagner e hoje é um dos vice-presidentes da Caixa Econômica Federal.

O provável destino dos três deputados estaduais é o PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Embora ainda não tenham admitido em público a mudança, os três assinaram o manifesto em favor da criação da nova sigla. Os deputados não foram localizados pela reportagem nesta segunda-feira (5).

O registro do PSD na Bahia ainda não saiu porque o TRE-BA (Tribunal Regional Eleitoral da Bahia) pediu a revisão das listas de assinaturas colhidas em 313 dos 417 municípios baianos.

O presidente do PSD na Bahia é o vice-governador do Estado, Otto Alencar, que integrava o PP. A expectativa da cúpula do partido na Bahia é que a nova sigla atraia a seus quadros 11 deputados estaduais, a maioria de siglas oposicionistas como PMDB e DEM. Se confirmada, a bancada será a segunda do Legislativo baiano, atrás apenas da petista (14 deputados). IG Bahia