WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia

ebook gestao financeira


julho 2011
D S T Q Q S S
« jun   ago »
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31  


Bandas com letras maliciosas podem deixar de receber verba pública do Governo da Bahia, diz deputada


O Globo

“Não se pode naturalizar a violência e o desrespeito”, defende deputada. “É só uma brincadeira”, argumenta vocalista de banda de pagode.

Banda LevaNoiz: Lei na Bahia impedirá que bandas com músicas de duplo sentido recebam patrocínio público.

“Olha, mulher é igual a lata, um chuta e outro cata, um chuta e outro cata…eu chutei, você catou”. Músicas como esta, que fazem o sucesso de várias bandas de pagode na Bahia, estão na mira da Assembleia Legislativa.

A deputada estadual Luiza Maia (PT-BA) impetrou um projeto na Casa que prevê a proibição de financiamento público para bandas e artistas que incentivem a violência e o preconceito contra as mulheres.

Se o projeto for aprovado, o Governo do Estado e as prefeituras baianas ficarão proibidos de contratar artistas com repertório que desvalorize ou exponha as mulheres a constrangimentos. Ela já ganhou o apoio de dez deputadas da Casa e mantém um abaixo-assinado na internet para pedir apoio ao projeto. “Você não pode estar deixando normalizar, como se fosse natural a violência, o desrespeito e a desvalorização da mulher”, defende a deputada.

Os músicos não concordam com o projeto lei e argumentam. De acordo com Robson Costa, vocalista da banda Black Style, tudo não passa de uma brincadeira. “As mulheres interpretam de uma forma assim, como uma brincadeira, sabe? Zoar uma da outra. É sempre uma brincadeira de dançar e de coreografar”, acredita.

Deputada Luiza Maia defende respeitos às mulheres

As letras são consideradas maliciosas e, algumas, carregam duplo sentido. Um exemplo é a letra letra “Foge, foge, mulher-maravilha. Foge, foge com o superman”, da banda Leva Noiz, eleita a melhor música do Carnaval de Salvador deste ano.

Para André Ramon, vocalista da LevaNóiz, as músicas transmitem alegria para o público. “A maldade está na cabeça das pessoa, porque o intuito da gente não é levar maldade para as pessoas, e sim alegria”, defende-se.

A professora Bárbara Souza acredita que tais letras causam um prejuízo à imagem da mulher na sociedade. “São ofensivas e colocam a mulher em uma condição de objeto”, reflete. Para o empresário Mário Pereira, o estilo já está arraigado no comportamento dos baianos. “O pagode, queira ou não queira, é a cultura da Bahia”.

O antropólogo Roberto Albergaria afirma que ‘músicas apimentadas’ são tradições antigas do país. “Desde o tempo do brasil colônia que a música, os ritmos populares, sempre foram muito erotizados. O pagode reproduz isso em Salvador da mesma forma que o funk reproduz esse tipo de sensibilidade no Rio de Janeiro”, compara.

Segundo a assessoria de imprensa do aristista, o cantor Márcio Victor, da banda Psirico, não quer comentar o assunto com referência à letra da música “Chupeta”.

3 respostas para “Bandas com letras maliciosas podem deixar de receber verba pública do Governo da Bahia, diz deputada”

  • Anônimo disse:

    Nenhuma mulher deveria aceitar que essas músicas circulassem na mídia. Ainda sem falar no duplo sentido que elas trazem. É triste ver que crianças escutam e veneram essas letras que são verdadeiramente uma falta de respeito. Existem tantas formas de diversão, mas porque escolheram fazer das mulheres unicamente um objeto sexual?

  • Maria Suxiliadora s .c. disse:

    Acho tudo isso uma palhacada…esses puliticos tinha mais era de cuidar da saude,educacao,e roubarem nmenos…afinal nospagamos empostos muito altos..para onde vai todo esse dinheiro….o povo nao tem nada !!!deixe ser feliz da sua maneira……

  • papo reto disse:

    isso ai deputada,manda ver nesses cambadas de otarios,que só ficam defamando a cultuta da bahia e do mundo

Deixe seu comentário



WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia