G1

Briga aconteceu em Montes Claros e foi gravada por circuito do ônibus. Motorista agrediu passageiro com um canivete; ele não resistiu e morreu.

Uma discussão entre um motorista de ônibus e um passageiro terminou em tragédia em Montes Claros, na Região Norte de Minas Gerais. O circuito de segurança do coletivo gravou a briga e a sequência de agressões que aconteceu no último sábado (25). O passageiro foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na quarta-feira (28).

A briga teria começado depois que a vítima pediu para o motorista parar o ônibus fora do ponto porque estava acompanhado do irmão que é cadeirante. O condutor, que seria autor do crime, tem 53 anos, e a empresa informou que o funcionário agiu em legítima defesa e divulgou as imagens do circuito interno do ônibus que mostram o momento em que as agressões começaram.

Em um primeiro momento, a vítima discute com o motorista, que não aparece em cena. A vítima pula a roleta e começa a agridi-lo. O rapaz salta a roleta de volta e parece dar assistência ao irmão, mas as ameaças continuam e ele novamente pula a roleta e atinge o motorista com dois socos. Os golpes, que segundo a policia, teriam fraturado o nariz do motorista.

A vítima parece chamar o motorista para brigar do lado de fora. A porta do ônibus se abre e o rapaz desce. Ao fundo, a cobradora ajuda o irmão dele a descer. A situação parecia estar sob controle, mas não estava. A porta do coletivo é fechada e o motorista fere a vítima com um objeto, que segundo a Polícia Militar (PM), seria um canivete. O rapaz tenta fugir, mas é alcançado na roleta e recebe mais dois golpes. O motorista também está ferido, o nariz teria sido fraturado durante as agressões.

A vítima se deita no fundo do ônbus até a chegada do socorro e a policia chega logo depois. De acordo com o encarregado de logistica e planejamento, a empresa oferece treinamento aos funcionários e, que nesse caso, o motorista não poderia ter parado fora do ponto. A Polícia Civil está investigando o caso. O motorista prestou depoimento e alegou legítima defesa. Como o prazo do flagrante já havia vencido, ele foi liberado e deve responder ao processo em liberdade.