A Tarde

Em bom baianês, o empreendedor pode ser facilmente entendido como aquele que “coloca a mão na massa”. E não se trata apenas da massa de feijão-fradinho que dá origem ao famoso acarajé. Ocupando a quarta colocação no ranking nacional com o maior número de empreendedores individuais cadastrados entre 2009 e junho de 2011, os baianos confirmam que sabem ser donos do próprio nariz quando se trata do mundo dos negócios.

No entanto, segundo dados da última Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (Pnad), realizada em 2009, 10,8 milhões de trabalhadores brasileiros se encontravam na informalidade.

 

Para quem ainda se encaixa nesse perfil, aqui fica a dica: a partir de segunda-feira, 27, até o dia 8 de julho, o Serviço Nacional de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-Bahia) realiza o Mutirão do Empreendedor Individual em Salvador e 30 municípios do interior.

“A nossa meta é formalizar duas mil pessoas no Estado. A Bahia só perde para São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais em número de empreendedores individuais, e esse é um resultado extremamente positivo, tendo em vista que o processo de formalização aqui só começou em fevereiro de 2010, enquanto nas demais cidades teve início em junho de 2009”, avalia o superintendente do Sebrae, Edival Passos.

Por outro lado, segundo ele, a maioria começou a atividade por necessidade. “São pequenas atividades econômicas que servem como a principal fonte de renda das pessoas”, diz.

Mutirão – Em todo o País, o evento visa atingir 50 mil pessoas, sendo que, até o final do ano, a expectativa é somar 1,5 milhão de empreendedores individuais formalizados.

Em Salvador, uma grande tenda será instalada em frente ao Shopping Iguatemi com foco no registro de novos empreendedores, além do agendamento da participação em oficinas gratuitas de capacitação sobre vendas e finanças, que serão realizadas entre 6 e 8 de julho, para quem já se registrou.

Pipoqueiros, cabeleireiros, ambulantes, artesãos, doceiros, encanadores, eletricistas e outras 460 ocupações contempladas pelo Simples Nacional são o público-alvo da ação.

Em todo o Estado, pelo menos 107.502 profissionais autônomos, que antes atuavam irregularmente perante o sistema tributário, já se cadastraram como empreendedores individuais e passaram a ter um Código Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), ou seja, tornaram-se pequenos empresários.

No País, já há 1,2 milhão de pessoas que passaram a ter benefícios como aposentadoria, emissão de nota fiscal e acesso a serviços bancários – incluindo máquina de cartão de crédito e linhas de financiamento, a partir da Lei Complementar 128, sancionada pelo presidente Lula em dezembro de 2008.