Rede Bahia | G1

Sete policiais militares estão envolvidos na morte do adolescente, diz MP. Ministério pediu afastamento deles da função pública.

Sete policiais militares e um advogado foram denunciados pelo Ministério Público da Bahia suspeitos da morte do adolescente Danilo Uillian Carvalho de Oliveira (foto), em janeiro de 2011, no município de Caetité, a 757 Km de Salvador. Segundo a polícia, a vítima foi morta após uma perseguição policial.

De acordo com o MP, o promotor de Justiça Anderson Freitas de Cerqueira, denunciou os suspeitos à Vara Crime da comarca por homicídio qualificado e pediu a suspensão da função pública dos policiais militares envolvidos no crime. O advogado foi denunciado por homicídio culposo por estar dirigindo o carro durante a perseguição que foi definida pelo promotor como desastrosa.

Entenda o caso

Segundo o MP, a vítima estava acompanha de um amigo. Os dois fugiram de uma abordagem policial no município de Igaporã, e seguiram de carro até Caetité. Avisados pelos PMs de Igaporã, os policiais militares envolvidos na ação montaram uma barreira na altura de um local conhecido como Trevo do Brás, nas imediações de Caetité, mas Danilo, que estava dirigindo o veículo, furou o bloqueio policial e seguiu para o centro da cidade. A PM começou uma perseguição pelas ruas do município.

Corpo de Danilo foi exumado em fevereiro, por ordem da Justiça

A guarnição policial perdeu o veículo de Danilo de vista, quando ele retornou à BR-030, no sentido da cidade de Guanambi. Segundo o promotor, foi neste momento que o advogado envolvido na perseguição entrou na ação. Ele percebeu a operação policial e começou a perseguir o carro conduzido pelo adolescente e acabou batendo no fundo do carro de Danilo, que sofreu traumatismo raquimedular na coluna, mas mesmo assim saiu andando junto com o amigo e fugiram a pé. Eles foram alcançados e rendidos pelos policiais. Segundo o Ministério Público, os policiais algemaram e colocaram os detidos no chão, fizeram uma revista neles começaram a espancá-los.

As vítimas foram colocadas no camburão da viatura da PM, quando outros policiais que estavam de folga, segundo o promotor, chegaram ao local à paisana e também participaram do espancamento. Por causa do espancamento, Danilo Uillian Carvalho de Oliveira teve traumatismo raquimedular completo na coluna e morreu. O amigo dele teve lesões corporais, mas sobreviveu.

Na denúncia, o promotor de Justiça sustenta que o advogado contribuiu para a morte da vítima Danilo Uillian, por imprudência e imperícia, ao participar da perseguição, sem dispor de habilidade técnica para tanto. Já os sete policiais militares, segundo o representante do MP, além de assumirem o risco de produzir a morte da vítima cometeram fraude processual por terem modificado o estado do local do crime e dos veículos envolvidos no acidente.

Um dos policiais é acusado pelo MP de coação processual contra a outra vítima, com o objetivo de fazê-lo omitir, em seu depoimento na delegacia de polícia, fatos incriminadores contra os policiais.