Brasília – Os confrontos entre entre cristãos e muçulmanos, nos últimos dois dias, provocaram pelo menos 13 mortos no Cairo, no Egito, e mais de 45 feridos. Os conflitos foram acentuados também por questões políticas entre simpatizantes e adversários do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak – que deixou o poder em 11 de fevereiro.

O clima de conflito se estendeu de um bairro afastado do Cairo até a Praça Tahrir, que se tornou o centro das manifestações contra Mubarak. Na praça houve embates entre favoráveis e contrários ao ex-presidente com o uso de facas e bastões. O Exército interveio, segundo as autoridades, para evitar o agravamento da situação.

O governo de transição, que comanda o Egito, alertou para o risco de uma “contrarrevolução”, depois dos motins atribuídos a simpatizantes de Mubarak. A Irmandade Muçulmana acusou os partidários de Mubarack de promoverem a violência e apelou para os egípcios “apoiarem as forças armadas e o governo para que possam cumprir a promessa da revolução”.

Antes, na noite de terça-feira, muçulmanos e cristãos coptas se enfrentaram em um dos bairros mais pobres do Cairo: o Moqattam, onde cristãos se reuniram para protestar contra um incêndio que destruiu a quase totalidade de uma igreja no sul da capital. Segundo o Ministério da Saúde, houve no total 13 mortos. Agência Brasil