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  Manifestantes protestam contra o governo em Suez. Foto: AP

CAIRO –  Na véspera uma megamanifestação prometida contra o governo do presidente Hosni Mubarak, um dos maiores provedores do Egito, o Seabone, denunciou que a internet foi bloqueada no país após a 0:30 desta sexta-feira, horário local. Nesta quinta-feira, os egípcio foram às ruas pelo terceiro dia seguido em protestos contra o governo, inspirados pela revolução de Jasmin, levante popular que neste mês derubou o ditador Zine Ben Ali, na Tunísia.

 

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Repórteres da agência Associated Press também relataram problemas com a internet no país. Sites como o Twitter, o Facebook e o You Tube têm sido bastante usados pelos manifestantes para organizar protestos. O próximo ato deve começar após as orações de sexta-feira, sagradas para o Islã.

Em meio à crescente tensão, o principal líder da oposição moderada no país,o ex-diretor da Agência Internacional de Energia Atômica da ONU (AIEA) Mohammed ElBaradei chegou ao país na quinta-feira. “Minha prioridade neste momento é ver um novo Egito por meios pacíficos”, disse o diplomata na chegada ao Cairo. “Mubarak serviu o país por 30 anos. Está na hora de se aposentar”.

Em Suez, no leste do Egito, policiais usaram balas de borracha, gás lacrimogêneo e jatos de água contra centenas de manifestantes Os opositores atiraram pedras e bombas incendiárias contra os policiais.

 Com AP e Reuters