ASCOM | HGPV

Em relação às acusações, queixas e reclamações de um médico do HGPV divulgadas nos meios de comunicação desta cidade onde o mesmo diz ainda que é perseguido pelo diretor do hospital tenho a esclarecer o que se segue:

Em todas as instituições onde atuei como gestor público sempre deixei a marca da justiça, da verdade e da honestidade. Na gestão do Hospital Geral Prado Valadares não é diferente. Mesmo sendo uma instituição complexa, com servidores das mais diferentes atividades profissionais, com vinculações diversas, interesses e bandeiras de luta das mais variadas, possuidores de uma cultura construída ao longo de suas vidas, convivendo com as situações e estilos de gestão do HGPV ao longo de sua história, estamos vencendo obstáculos.

Mudar a cultura de uma instituição não é algo fácil, isto não se faz de uma hora para outra, demora décadas, o trabalho iniciado há 4 anos terá efeitos consolidados daqui alguns anos, mas para isto é preciso antes de tudo acreditar, abdicar de vaidades, de interesses próprios, é preciso ser perseverante, o que tenho sido e continuarei sendo, porque tenho convicção de que estou fazendo o melhor para o povo e não para meia dúzia de pessoas.

Não estou preocupado se as minhas atitudes e decisões vão desagradar alguns que perderão benesses ou vícios, porque fui designado para esta função que exerço no HGPV por preencher os pré-requisitos técnicos e políticos necessários para contribuir no desenvolvimento do projeto de governo o qual ajudei a construir.

Não peguei o bonde andando não, como muitos podem pensar, eu ajudei a construir o projeto que está sendo desenvolvido neste estado ao longo da minha vida, a qual até hoje dediquei integralmente às causas sociais, e não me arrependo.

Quando o Estado da Bahia contrata um médico não está assegurado que este terá colega de plantão para dividir atividades não, portanto não se pode negar a sua responsabilidade e atribuir culpa às condições do serviço ou reivindicações não atendidas, porque a vida está acima de tudo, toda vida vale a pena.

Por onde andei nunca discriminei ninguém e jamais irei discriminar, sempre respeitei o próximo e continuarei respeitando.

Entrei para a função pública no Estado da Bahia através de Concurso Público da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia com meus esforços próprios e minha competência adquirida com muitos anos de dedicação ao estudo e abdicação. Não aproveitei da oportunidade do trem da alegria para entrar na função pública não.

Caso o médico queira levar o caso à justiça é um direito que lhe assiste, o que ele não deveria fazer era recusar assumir plantão para o qual estava previamente designado e deixar uma região de mais de 600 mil habitantes desassistida de procedimento obstétrico de urgência e emergência.

Outra atitude que ataca frontalmente a lei, em especial ao Estatuto do Servidor Público do Estado da Bahia é o fato de retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da repartição e ainda referir-se de modo depreciativo ou desrespeitoso às autoridades públicas ou aos atos do poder público.

Não é do meu conhecimento que exista servidor público lotado no HGPV com dois cargos e que esteja trabalhando apenas a carga horária de um dos vínculos.

A enfermeira Claudia é servidora do quadro temporário do Estado da Bahia investida do cargo através de Processo Seletivo Público por competência, diferente de outros tempos em que as entradas pelo REDA eram por indicações e apadrinhamento político. A mesma possui apenas um vínculo e se dedica ao trabalho, assim como outros servidores que não medem esforços para atender bem e colaborar para que o HGPV seja melhor a cada dia.

Não utilizarei deste expediente para debater se a porta da sala x ou y apodreceu na minha gestão ou na de outro, o certo é que trocamos, e trocamos todas as portas do hospital que estavam apodrecidas, trocamos todas as camas que estavam comidas pela ferrugem, trocamos as 2 mesas cirúrgicas que estavam caindo com os pacientes e ainda acrescentamos mais 3, colocamos focos cirúrgicos nas 4 salas, compramos novos monitores, novos equipamentos de anestesia, novos bisturis elétricos, arco cirúrgico, mesa cirúrgica ortopédica, oxímetros de pulso, microscópio cirúrgico, isto é a realidade, não é propaganda enganosa e muito menos tentativa de enganar a opinião pública. Respeito para ser respeitado.

Muito menos gastarei o tempo nos meios de comunicação para decidir se a porta x ou y fica aberta ou fechada isto se decide internamente e nos serviços, não precisa o diretor geral ser consultado e muito menos a população, nessa gestão quem autoriza a contratação de médico é o secretário a partir do entendimento técnico de que precisa, assim como temos disponibilizado o quantitativo de vagas que se faz necessário, e muitas vezes não existe é o profissional para se contratar, mas não é como antes que precisava fazer uma campanha regional para o governador autorizar.

Quero informar ao povo de Jequié e da região que o fluxo dos materiais e das roupas do Centro Cirúrgico do HGPV é o mesmo desde quando foi construído e também o mesmo desde quando o profissional que reclama sempre trabalhou.

Não recebi nenhuma comunicação do CREMEB desautorizando o médico a entrar no plantão sozinho, o que uma das conselheiras me solicitou foi que adotasse um plano de contingenciamento quando houvesse apenas um profissional para que não lhe sobrecarregasse, o que temos feito.

As respostas às reivindicações realizadas foram dadas na prática, reformando a Maternidade, Centro Cirúrgico e outros espaços, adquirindo equipamentos, contratando enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem, colocando dois médicos obstetras no Plantão, dois anestesistas, visto que existiam furos nas escalas anteriormente, os quais eu tive conhecimento desde 1998 quando nos meus estágios do Curso de Enfermagem da UESB me deparava ao ver as escalas médicas no mural do HGPV.

O fato de não permitir que o médico obstetra reclamante trabalhasse a carga horária de um plantão e recebesse por dois não considero perseguição e sim cumprimento do meu dever de gestor coerente com o que é certo e da lei. O fato do mesmo ter permanecido na sobreposição de carga horária e plantão por 16 anos ininterruptos não lhe dá o direito de continuar, até porque não existe usucapião do erro.

Mesmo diante de tantas colocações e atitudes sem respaldo não tiramos o mérito da reivindicação do profissional de ter no plantão um colega para assegurar às pacientes a melhor conduta e evitar sobrecarga de trabalho, ainda mais quando descobrimos que a sua colega de plantão dos finais de semana de 15 em 15 dias, se encontrava encostada pelo INSS no vínculo do HGPV e estava trabalhando em outro município desde o dia 15 de dezembro de 2010.

Gilmar Vasconcelos
Diretor do HGPV
Jequié