Um estudo realizado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revelou que o modelo brasileiro de DAS compreende um número exagerado de cargos, não oferece transparência nos critérios de nomeação e nem avalia o desempenho dos nomeados. Pela avaliação, o sistema mistura diferentes objetivos, como preenchimento de postos políticos, recrutamento de especialistas do setor privado e ascensão profissional de servidores de carreira. Isso ajuda a explicar os cerca de 22 mil cargos envolvidos, em uma força de trabalho de 570 mil funcionários no Poder Executivo. Numa comparação com os Estados Unidos, o estudo mostra que há algo como 7.000 postos de livre nomeação, listados pelo Congresso após a eleição presidencial. Há ainda pouco mais de 8.000 vagas para o alto escalão, metade delas reservada a servidores que são submetidos a um processo de seleção. Os números são muito mais modestos em outros países citados: na Holanda, são 780 vagas no governo, distribuídas em cinco níveis hierárquicos; no Chile, 837, em apenas dois níveis.  A análise se concentra nas consequências do modelo de DAS na gestão do governo. “É difícil para o público brasileiro saber onde termina a atividade política e onde começa a administração profissional”, diz o texto. As informações são da Folha de S. Paulo.