Do G1 RJ

O número de mortos na Região Serrana do RJ já chega a 647, segundo os números oficiais das prefeituras das cidades devastadas pelas chuvas. Pelos últimos levantamentos dos municípios, são 301 mortos em Nova Friburgo, 269 em Teresópolis, 56 em Petrópolis,19 em Sumidouro e 2 em São José do Vale do Rio Preto.

Em Teresópolis, a prefeitura informou que o número na Central de Cadastro de Desaparecidos caiu para 36. Em Petrópolis, há 36 desaparecidos, segundo a prefeitura. Em Sumidouro, há outros cinco. Já em Nova Friburgo, a prefeitura informou que não há levantamento sobre desaparecidos.

Já a Secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil informou que o número de mortos no estado é 650, sendo 302 em Nova Friburgo, 272 em Teresópolis, 57 em Petrópolis e 19 em Sumidouro. O número de desabrigados e desalojados chega a 13.830, segundo o governo do estado.

Segundo a Polícia Civil, 643 corpos já foram identificados pelos peritos do IML (Instituto Médico Legal), sendo 293 em Teresópolis, 271 em Nova Friburgo, 56 em Petrópolis, 19 em Sumidouro e 4 em São José do Vale do Rio Preto.

As buscas por outras vítimas que ainda estejam soterradas e o trabalho de resgate da população que ainda se encontra em áreas isoladas na Região Serrana do Rio entra em seu 6º dia, principalmente nos municípios de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis.

Não há registro de chuva nas três cidades nesta manhã, mas a previsão do tempo ao longo do dia é de pancadas de chuva e trovoadas, em toda a Região Serrana. As chuvas de domingo (16) voltaram a provocar queda de barreiras e dificultaram o trabalho de resgate e de limpeza das ruas.

Tendas como as usadas após tsunami abrigarão vítimas das chuvas. Elas serão doadas por uma ONG, que trabalha em parceria com o Rotary Internacional. Cada barraca tem capacidade para dez pessoas e possui equipamentos de sobrevivência, cozinha separada, fogareiro, panelas, talheres, pratos, cobertor, purificador e armazenador de água.

Reforço de 700 militares

A Região Serrana recebeu o reforço de 700 militares de SP, MG e RS. De acordo com o Comando Militar do Leste (CML), são militares especializados na construção de pontes móveis.

Nesta segunda-feira, soldados do Batalhão Escola de Engenharia, de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, instalarão uma ponte em Teresópolis. Além de Teresópolis, partes dos municípios de Bom Jardim e São José do Vale do Rio Preto também estão isoladas depois que diversas pontes foram destruídas pelo temporal.

Diversas rodovias que cortam a Região Serrana ainda estão interditadas. Já a prestação de serviços básicos, como o fornecimento de luz e água, continua sendo gradativamente restabelecida nas cidades atingidas.

Ajuda para desabrigados

O MEC anunciou bolsa de R$ 350 para estudantes da Região Serrana. Segundo o ministério, para receber a bolsa o estudante precisa ter sido selecionado para cursos universitários do Sistema de Seleção Unificada (SiSU), ou para obtenção de bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni).

O governador Sérgio Cabral disse nesta segunda-feira que sugeriu ao governo federal que 100% das moradias do programa “Minha Casa, Minha Vida”, na Região Serrana , sejam destinadas às famílias que moram em áreas de risco.

Maior tragédia da história
Esta já é a maior tragédia climática da história país. O número de vítimas ultrapassou o registrado em 1967, na cidade de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. Naquela tragédia, tida até então como a maior do Brasil, 436 pessoas morreram. Relembre outras tragédias.