À medida que equipes de resgate avançam por áreas devastadas pelas chuvas, a tragédia na região serrana do Rio ganha contornos mais e mais dramáticos. Até as 23h45 de quinta-feira, 14, as prefeituras contabilizavam 510 mortos em cinco municípios fluminenses: Teresópolis, Nova Friburgo, Sumidouro, Petrópolis e São José do Vale do Rio Preto. Há ainda 8.320 pessoas desalojadas (retiradas de casa) e 6.270 desabrigadas (que perderam as casas). Já é a segunda pior tragédia climática da história do Brasil e um dos dez maiores deslizamentos do mundo registrados desde 1900.

Nova Friburgo conta 169 mortos e mais de 5 mil pessoas fora de casa. Foto: AFP.

O número de pessoas que estão fora de casa nas cidades castigadas pela chuva chega próximo aos 13 mil, segundo boletim divulgado na quinta-feira pela Defesa Civil estadual. São ao menos 7.780 desalojados (na casa de parentes ou amigos) e outros 6.050 que estão desabrigados (em abrigos do governo).

Há 3.600 desalojados e outros 2.800 desabrigados em Petrópolis; 960 desalojados e 1.280 desabrigados em Teresópolis; e 3.220 desalojados e 1.970 desabrigados em Nova Friburgo.

Doações – A Prefeitura de Petrópolis informa que as doações são recebidas no Centro de Cidadania de Itaipava e na sede da Secretaria de Trabalho, Assistência Social e Cidadania (Setrac). Os itens mais necessários são: alimentos, água mineral, roupas, roupas de cama e banho, material de limpeza e de higiene, fraldas descartáveis e colchonetes.

No Centro de Cidadania de Itaipava foi aberto um posto de desaparecidos, onde parentes das vítimas devem comunicar o desaparecimento para agilizar os trabalhos dos socorristas.

Os 106 quartéis do Corpo de Bombeiros instalados em diversos municípios do Estado do Rio também estão recebendo doações para envio às vítimas das enchentes e deslizamentos de terra. A Defesa Civil pede que sejam doados água, alimentos não perecíveis (como leite em pó, arroz, feijão e óleo, por exemplo), fósforos, velas, isqueiros, e produtos de higiene pessoal (como creme dental, sabonete e absorventes íntimos) e pede ainda que não sejam feitas doações de roupas e calçados, pois esses itens já estão sendo recolhidos e enviados para as vítimas por outros órgãos e entidades sociais. A campanha não tem prazo para acabar.