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SÃO PAULO – No final da terça-feira, 23, duas pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal por causa de vazamento nas provas aplicadas no Exame Nacional do Ensino Medio (Enem). Elas são acusadas de violação de sigilo funcional. Segundo a investigação, uma professora do município de Remanso, no Estado da Bahia, viu o texto de apoio da redação cerca de duas horas antes da aplicação da prova.

 De acordo com a polícia, a apuração que durou 10 dias, apontou que a professora municipal de Remanso, aplicadora da prova no colégio Ruy Barbosa, na mesma cidade, leu o título do assunto da redação durante a abertura do caderno de provas que era destinado a deficientes visuais, no dia 07 de novembro, 2 horas antes da aplicação das provas.

A professora afirmou, em confissão, que após folhear o caderno de provas, ligou para a casa de sua sogra e repassou ao marido o tema da redação “O Trabalho e Escravidão”. Porém, o título era de um texto motivador da redação, pois o tema efetivo do exame era “O Trabalho na Construção da Dignidade Humana”.

O marido da professora pesquisou o tema na internet e ligou para o filho, que estava em Petrolina (PE), explicou o vazamento sem contar como soube da informação. O filho, que faria a prova, consultou os professores de redação sobre como fazer a prova com o tema que fora passado pelos pais.

Um dos professores procurados pelo candidato denunciou o fato. A Polícia Federal em Juazeiro (BA) fez a investigação, realizou a quebra de sigilo telefônico dos envolvidos e confirmou a versão dada pelos envolvidos, que confessaram o crime.

Os pais foram indiciados por violação de sigilo funcional e podem ser punidos com 6 anos de prisão.