Da Reuters

Os organizadores do Oscar concederam homenagens a quatro veteranos da indústria do cinema: os diretores Jean-Luc Godard, Francis Ford Coppola, o ator Eli Wallach e o historiador de cinema Kevin Brownlow.

O ator Eli Wallach, o diretor Francis Ford Coppola e o historiador de cinema Kevin Brownlow
O ator Eli Wallach, o diretor Francis Ford Coppola e o historiador de cinema Kevin Brownlow: homenageados do Oscar 2011. (Foto: AP)

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas reuniu na cerimônia realizada na noite de sábado (13), nomes importantes de Hollywood – incluindo Clint Eastwood, Warren Beatty, Annette Bening, Oliver Stone e Robert De Niro.

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Coppola, diretor de “O poderoso chefão”, recebeu o maior prêmio da noite, o prêmio Irving G. Thalberg por sua produção visionária. O criador de “Guerra nas estrelas”, George Lucas, relembrou como Coppola, roteirista de “Patton, rebelde ou herói?” e diretor de “Apocalypse now” tornou-se seu mentor nos cinemas e como abriu caminhos para muitos de seus contemporâneos nos anos de 1960 e 1970.

“Ele foi nosso líder, nossa inspiração”, disse Lucas antes de entregar o troféu, considerado a maior homenagem que a Academia pode conceder. Ao receber o prêmio, Coppola afirmou: “Tenho um grande amor pela tradição original de Hollywood”.

Até ano passado, as homenagens eram entregues na mesma noite do Oscar mas, em uma tentativa de acelerar a cerimônia anual dos melhores do cinema, que ocorrerá em 27 de fevereiro de 2011, a Academia alterou a data da premiação para novembro, para dar início à temporada do Oscar.

Gordard, ausência confirmada
O cineasta Jean-Luc Godard, personalidade polêmica nos Estados Unidos por seu posicionamento sobre Israel e os judeus, recebeum Oscar pelo conjunto de sua obra. No entanto, como o diretor já havia anunciado, não compareceu à cerimônia.

Após hesitação de vários meses, o  ícone da Nouvelle Vague pôs fim ao suspense no final de outubro, anunciando que não iria pegar sua estatueta em Los Angeles, sem dar o motivo.

Uma polêmica sobre sua presença havia sido levantada em meados de outubro, num artigo divulgado na primeira página do Jewish Journal, intitulado “Jean-Luc Godard é antissemita?”

A publicação americana enumerou, então, múltiplas controvérsias desencadeadas pelo cineasta, antissionista assumido e defensor da causa palestina, que incluiu em seu documentário “Aqui e lá” (Ici et ailleurs) (1976) imagens de Hitler e da antiga primeira-ministra de Israel Golda Meir.

Os fãs do cineasta lotaram na quarta-feira (10) à noite a projeção de “Film Socialisme” durante o festival do American Film Institute (AFI Fest) em Hollywood.