Tribuna

O deputado federal eleito Rui Costa, do PT, passou a ser a principal aposta do governador Jaques Wagner para um eventual ministério da petista Dilma Rousseff. Mantida até agora a sete chaves, a opção de indicação do governador teria se espalhado entre algumas correntes petistas esta semana, depois de uma reunião realizada pelo chefe do Executivo estadual para uma avaliação do quadro sucessório nacional.

A escolha de Wagner tiraria de tempo dois outros pretendentes ao ministério de um eventual governo da candidata do presidente Lula. O atual secretário de Saúde, Jorge Solla, que sonha com o Ministério da Saúde, teria que aguardar tempo melhor para alcançar seu objetivo e o deputado federal Mário Negromonte, presidente estadual do PP, precisaria buscar outro padrinho que não o governador para emplacar uma pasta ministerial.

Embora as referências ao nome de Rui Costa como virtual indicado de Wagner tenham se intensificado nos últimos dias nos círculos íntimos do governador, de certo mesmo até agora com relação ao assunto só há a informação de que o governador terá espaço garantido em Brasília na eventualidade de a petista se eleger.

Titular de uma votação estrondosa à reeleição, Wagner comanda hoje o maior estado brasileiro governado pelo PT. Além disso, deu uma votação igualmente significativa à presidenciável petista no primeiro turno, espera melhorar os números para ela no dia 31 de outubro e conseguiu eleger dois candidatos de seu grupo ao Senado – os deputados federais Walter Pinheiro (PT) e Lídice da Mata (PSB) -, sem contar que o senador João Durval, do PDT, também é considerado um aliado seu.

A escolha de Rui para ministro por Wagner indica, além do grau de confiança e proximidade entre os dois, que o governador pode ter planos ainda mais audaciosos para o ex-auxiliar.

Na hipótese de conquistar o ministério para o ex-secretário estadual de Relações Institucionais, Wagner pode incluí-lo também no rol de apostas à sua própria sucessão, em 2014, ao lado de figuras como o atual presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, nome que lhe seria até agora preferencial e vem sendo muito cotado para eventualmente ocupar uma pasta em seu secretariado, principalmente porque não se bica com a presidenciável Dilma Rousseff.

A determinação do governador em fazer um ministro mostraria que, em seu segundo mandato, ele quer manter linha mais direta com Brasília. A indicação de Rui faria a alegria ainda do primeiro suplente da coligação, o pugilista Popó (PRB), que assumiria o mandato sem fazer esforço.