A Petrobras informou nesta sexta-feira que o óleo contido na área de Tupi, no pré-sal da bacia de Santos tem grande volume recuperável. Tupi tem reservas estimadas de 5 bilhões a 8 bilhões de barris de petróleo e gás, e foi a primeira grande descoberta na camada pré-sal.

O prognóstico resultou da conclusão da perfuração do 9º poço no prospecto. A comercialidade de Tupi tem que ser declarada até o dia 31 de dezembro. Até lá, mais dois poços de delimitação serão perfurados.

A nova perfuração confirmou que a espessura do reservatório chega a aproximadamente 128 metros. Isso, segundo a estatal, reduz as incertezas das estimativas de volume de hidrocarbonetos da área.

A petrolífera afirmou, em nota, que o óleo de Tupi tem excelente valor comercial. É considerado leve, por ter 28º API –quanto mais elevado, na escala que vai até 40º, maior é a possibilidade de aproveitamento do óleo.

“A produtividade dos reservatórios do pré-sal do poço, agora concluído, será avaliada por testes de formação programados para os próximos meses. Confirmadas as produtividades esperadas, o consórcio BMS-11 [bloco onde está o prospecto Tupi] estudará a instalação, no sul da área de Tupi, de um dos primeiros navios-plataforma padronizados que estão sendo projetados para operar no pré-sal da Bacia de Santos”, diz a nota.

PRÉ-SAL

A chamada camada pré-sal é uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, abaixo do leito do mar, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos). O petróleo encontrado nesta área está a profundidades que superam os 7 mil metros, abaixo de uma extensa camada de sal que, segundo geólogos, conservam a qualidade do petróleo.

Vários campos e poços de petróleo já foram descobertos no pré-sal, entre eles o de Tupi, o principal. Há também os nomeados Guará, Bem-Te-Vi, Carioca, Júpiter e Iara, entre outros.

Estimativas apontam que a camada, no total, pode abrigar algo próximo de 100 bilhões de boe (barris de óleo equivalente) em reservas, o que colocaria o Brasil entre os dez maiores produtores do mundo.

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Da Folha de São Paulo