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Apesar da polêmica em torno de temas religiosos logo no início deste segundo turno, a coligação de Dilma Rousseff (PT) não se intimidou. Pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) direito de reposta contra a emissora católica TV Canção Nova. Segundo os advogados da campanha, um padre pediu aos fieis que não votem na candidata petista em um programa exibido ao vivo nesta terça-feira.

“Dentre outras afirmações falsas e ofensivas, de cunho difamatório e calunioso, o referido padre afirma que o PT é a favor da interrupção de gestações indesejadas”, diz a representação. A defesa argumenta ainda que o religioso afirmou que poderia ser preso ou morto por causa de suas declarações, sugerindo que tais práticas seriam cometidas por petistas.

Na ação o PT listou as acusações do padre contra a legenda e sua candidata: o partido defende a prática de aborto; a candidata e o PT pretendem aprovar leis que cerceiem as liberdades de imprensa e religiosa; ambos pretendem aprovar a celebração de casamento entre homossexuais; eles têm a intenção de transformar a nação brasileira em nação comunista com terrorista.

A coligação solicitou ao TSE que conceda 15 minutos de direito de resposta contra a TV Canção Nova. Dilma Rousseff chegou a participar, logo no início da campanha, de eventos da emissora na tentativa de conquistar o apoio dos religiosos.

Aborto – Esta não é a primeira vez que um integrante da Igreja Católica pede aos eleitores que não votem em Dilma. Alguns bispos chegaram a divulgar cartas contra a petista. Diante das manifestações dos grupos religiosos, a Comissão Brasileira Justiça e Paz, entidade ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), emitiu uma nota nesta quarta-feira para esclarecer que nunca impôs vetos a candidatos nestas eleições.