A Tarde

De maneira mais interativa e menos engessada, os principais candidatos ao Governo da Bahia protagonizaram neste domingo, 19, na TV Aratu, um debate mais quente em relação ao confronto anterior. Graças às regras mais flexíveis, os postulantes responderam aos questionamentos de jornalistas, de eleitores na plateia e fizeram perguntas de tema livre entre si. No entanto, durante todo o embate, os candidatos mantiveram linhas de ataque e defesa defendidas ao longo da campanha.

Paulo Souto (DEM) e Geddel Vieira Lima (PMDB) procuraram atacar a atual gestão, concentrando as críticas nas áreas de segurança pública, saúde e educação. Luiz Bassuma (PV) e Marcos Mendes (PSOL) se ativeram a apontar os supostos esquemas de corrupção do governo. Como defesa às críticas dos adversários, o governador e candidato à reeleição, Jaques Wagner (PT) se ancorou ao projeto de governo capitaneado pelo presidente Lula, citando números e feitos positivos da administração petista.

 

Wagner x Souto – Wagner também tentou federalizar o debate entre ele e o candidato do DEM, Paulo Souto, questionando o democrata sobre a pouca vinculação de sua candidatura à imagem de José Serra (PSDB) e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Wagner ainda deixou claro a oposição entre os projetos de governo do PT e do PSDB ao questionar se Souto, caso eleito, conseguiria aumentar o número de empregos como ele e Lula conseguiram.

Souto desviou da pergunta e criticou o petista ao dizer que ele teria diminuído os índices de desemprego não por conta própria, mas graças aos projetos federais. No bloco seguinte, Souto interpelou Wagner sobre a considerada por ele “propaganda enganosa do governo”. O democrata ainda apontou a divergência entre o número de pessoas alfabetizadas apresentados pelo governo dos números do IBGE. Neste ponto, Wagner rebateu as críticas, afirmou que Souto gastou ainda mais em propaganda enquanto governador e justificou a divergência dos números pelo período de coleta.

Apoio a JH – Em terceiro lugar nas pesquisas, Geddel voltou a lembrar o episódio de 2006, em que Wagner elegeu-se contrariando o que previam as sondagens eleitorais. Por duas vezes, o candidato do PMDB desviou de pergunta sobre João Henrique, e a razão de a imagem do prefeito não aparecer na sua campanha. Geddel afirmou apenas que não errou de cálculo ao romper com o PT, assim como não errou ao apoiar JH em 2008.