Solange Spigliatti – estadão.com.br

CIDADE DO MÉXICO –  Quatro dos  72 corpos encontrados em uma fazenda no Estado de Tamaulipas, no norte do México, são de imigrantes brasileiros, confirmou o Itamaraty, nesta quarta-feira, 25.  Segundo o governo mexicano, equatorianos, salvadorenhos e hondurenhos, completam o grupo, que tentava atravessar a fronteira e foi morto por traficantes do do cartel Los Zetas. É o maior massacre relacionado à guerra ao tráfico no México, que começou em 2006.

Stringer/Efe

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Equatoriano é o único sobrevivente da chacina

 De acordo com Alejandro Poiré, do conselho de Segurança do governo mexicano, investigações preliminares, ainda pendentes de confirmação indicam que o grupo foi sequestrado por traficantes quando tentava cruzar a fronteira para os EUA.  As autoridades já entraram em contato com as embaixadas dos quatro países.

“É um fato terrível e exige a condenação de toda nossa sociedade”, disse Poire.

Uma testemunha que sobreviveu ao massacre fez a denúncia. Trata-se de um equatoriano que foi baleado na garganta e estava internado em um hospital da região.

O governo enviou ontem fuzileiros da marinha para San Fernando, onde houve um confronto entre militares e traficantes, que resultou na morte de três suspeitos e um soldado.

Após o confronto, os corpos de 58 homens e 14 mulheres foram encontrados em uma cova em uma fazenda próxima.

Na operação de ontem, um menor foi apreendido, junto com  21 armas de grosso calibre, coletes a prova de balas, uniformes de camuflagem , e quatro caminhonetes. Com Efe e Associated Press