Pedro Dantas – O Estado de S. Paulo

RIO – Após reunião com o Ministério Público, a Corregedoria Geral da Polícia Militar pediu nesta segunda-feira, 26, a prisão preventiva por 30 dias do cabo Marcelo Bigon e do sargento Marcelo Leal à juíza militar da 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar do Rio. O primeiro pedido, feito na semana passada, foi negado sob alegação de que os policiais teriam ficha limpa.

Ambos são suspeitos de tentar extorquir a família de Rafael Bussamra, que atropelou e matou o filho da atriz Cissa Guimarães, Rafael Mascarenhas, na madrugada de terça-feira. A dupla já se apresentou neste final de semana e está presa.

A prisão administrativa dos agentes foi determinada pelo comandante geral da corporação, coronel Mário Sérgio Duarte, na noite de sexta-feira. No mesmo dia, o pai do atropelador, Roberto Bussamra, prestou depoimento na 15ª Delegacia de Polícia e contou que os PMs pediram R$ 10 mil para liberar seu filho. Ele disse ainda que pagou apenas R$ 1 mil e desistiu de entregar o restante do dinheiro quando soube, por um telefonema de sua mulher, que o jovem era filho da atriz e que havia morrido.

Novo caso

A Corregedoria da Polícia Militar deve investigar um possível novo caso de tentativa de extorsão por agentes do 9º BPM (Rocha Miranda, zona norte). Na noite de sexta-feira, um motorista particular teria sido parado por dois agentes em Vaz Lobo (zona norte), que lhe exigiram R$ 200 para liberar o carro, que estava com a documentação vencida. Como o rapaz se recusou a dar o dinheiro, foi agredido com socos e pontapés. Em nota, a PM informou que vai apurar o caso assim que receber detalhes do ocorrido.

(Com Talita Figueiredo)