Amélia Vieira l A TARDE

Após 73 dias de paralisação, os servidores do Poder Judiciário federal (áreas trabalhista, eleitoral e federal) retornam nesta terça-feira, 20, às atividades. A categoria, contudo, alerta que esta é apenas uma suspensão da greve. Para o dia 4 de agosto, está marcado indicativo de greve com paralisação de 24 horas. Antes disso, no dia 29 de julho, os servidores se reúnem em assembleia no prédio da Justiça Federal, em Sussuarana, às 13h, para avaliar se houve algum avanço nos seus pleitos.

Rogério Fagundes, coordenador do Sindicato  dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal da Bahia (Sindjufe), salienta que os serventuários não terminaram o movimento, apenas suspenderam por causa do recesso do Congresso Nacional e dos Tribunais Superiores. “Podemos retornar a greve a partir de 1º de agosto”, alerta Fagundes.

Isso porque as duas reivindicações que motivaram a paralisação não foram atendidas. A primeira é o arquivamento do Projeto de Lei Complementar nº 549/2009, de autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que prevê congelamento das despesas com pessoal por 10 anos, para todo o serviço público.

O segundo pleito é o pedido de aprovação do Projeto de Lei nº 6.613/2009, que disciplina o plano de carreira dos servidores do Poder Judiciário da União, revisando os salários da categoria, equiparando com os planos de carreira do Tribunal de Contas da União, Senado e Câmara Federal.

Com a volta às atividades normais, os prazos processuais serão retomados. A regulamentação se dará por meio do ato administrativo nº235/2010, cuja divulgação era aguardada para a tarde desta segunda, 19.