A sociedade brumadense tem papel nessa luta.

Janine Andrade/Acheibrumado

Interior baiano, cidade com cerca de 70 mil habitantes, economia baseada em mineração. Com essas características Brumado, seria identificada como mais um município pacato do sertão.

Mas não é o que acontece há alguns meses. Desde o dia vinte e dois de maio do corrente ano, com a prisão da quadrilha chefiada pela traficante “Tata”, a cidade vem sendo vulgarmente conhecida como a “Cidade do Crack”.

O crack deriva da planta de coca, é resultante da mistura de cocaína, bicarbonato de sódio ou amônia e água destilada, resultando em grãos que são fumados em cachimbos. O consumo do crack é maior que o da cocaína, pois é mais barato e seus efeitos duram menos. Por ser estimulante, ocasiona dependência física e, posteriormente, a morte por sua terrível ação sobre o sistema nervoso central e cardíaco.

Desde essas prisões, o setor de Inteligência da Polícia Militar, comandada pelo tenente coronel Roosewelt Salustiano Santos, vem intensificando as investigações e busca  aos entorpecentes e mais traficantes foram presos.

Com o intuito que mais baixas sejam dadas e mais traficantes sejam presos, a policia vêem atuando com o sistema de blitz, e cada ponto da cidade vem sendo observado. “Buscaremos de todas as formas ampliarmos o nosso raio de ação no combate à criminalidade, por isso contamos com a participação de toda a comunidade”. Diz o tenente coronel Roosewelt Salustiano.

O tenente diz “contamos com a participação de toda a comunidade” e isso de fato é um pedido sério. Não só o crack como a utilização de outras drogas é um problema da sociedade. O usuário deve ser tratado. Se as famílias negam a existência da droga em casa, o sujeito evolui para o crime. É importante que a família fique atenta a qualquer sinal e encaminhe o usuário ao tratamento com assistência medica especializada, antes que esse passe a um estágio onde não haja a possibilidade de versão. Enquanto houverem usuários, haverá aqueles que distribuirão a droga, enquanto ela for comercializada o crime perdurará.

Deve-se haver a conjunção entre as famílias, a assist