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Marcos Aparecido Santos, conhecido como Bola ou Paulista, apontado como a pessoa que estrangulou a ex-namorada do goleiro Bruno do Flamengo, Eliza Samudio, foi preso na casa de um tio no bairro Copacabana, em Belo Horizonte, por volta das 19h25 desta quinta-feira (8).

O advogado dele, Roberto Assis Nogueira, confirmou que seu cliente optou por ser entregar às autoridades. O ex-policial era considerado foragido da Justiça. “Nosso cliente vai falar depois que nós, advogados, tivermos acesso aos autos”, disse um dos advogados de Santos. “Ele não vai prestar declaração nenhuma.”

O delegado Edson Moreira, responsável pelo caso, considera Santos suspeito com base no depoimento do menor de 17 anos, primo do goleiro Bruno, que descreveu com detalhes a casa em questão e o episódio em que a desaparecida teria sido sequestrada e, em seguida, morta.

O ex-agente da Polícia Civil de Minas tem uma casa na cidade de Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde o crime teria ocorrido. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, Santos não deverá ser ouvido hoje pelos policiais – apenas passará pelo exame de corpo de delito.

Bruno é um dos sete detidos até agora pelo desaparecimento e possível morte de Eliza Samudio, que alegava ter um filho com ele.

Santos é ex-agente da Polícia Civil de MG, tem 45 anos, adestrava cães e dava cursos de sobrevivência. Ontem, dez cães foram apreendidos na casa do suspeito, em Vespasiano, onde o assassinato teria sido cometido.

Investigação
A polícia mineira elucidou 80% do caso do desaparecimento de Eliza, afirmou mais cedo o delegado. Segundo ele, o crime foi “premeditado, planejado e friamente executado”. O goleiro se entregou à polícia ontem após ter tido a prisão temporária decretada em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Ele está preso junto de um amigo, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, na unidade de Bangu 2, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou nesta quinta que o inquérito que apurou o crime de sequestro no caso do desaparecimento de Eliza está concluído e indicia o goleiro como mandante. O relatório pode ser entregue ainda hoje ao Ministério Público.

Macarrão e o adolescente de 17 anos, apreendido após prestar um depoimento que mudou os rumos da investigação, foram indiciados como executores. Em seguida, o MP vai decidir se apresenta denúncia à Justiça.

O Ministério Público do Rio de Janeiro também denunciou o goleiro e Macarrão pelos crimes de sequestro/cárcere privado e de lesão corporal, pelos crimes cometidos em outubro de 2009, quando os dois sequestraram Eliza e tentaram forçá-la a abortar. A peça será analisada pelo Judiciário e, se recebida, ambos se tornam réus em ação penal pelos crimes.

Já o inquérito de Minas Gerais ainda não foi concluído.