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Com festa dos funcionários do hotel e torcida do lado de fora, a seleção brasileira chegou à Porto Elizabeth por volta das 18h de Brasília desta quarta-feira. Para o desembarque dos jogadores foi armado um esquema de segurança. A rua que fica em frente ao hotel foi fechada por trinta minutos. Mesmo distante da porta de entrada, cerca de 50 torcedores aguardaram os jogadores.

Mais sorte teve um grupo de funcionários do Protea Hotel Marine, onde o Brasil está hospedado. Em frente ao saguão de entrada, eles organizaram uma festa de recepção para a delegação. Cantando músicas em xhosa, um dos idiomas oficiais da África do Sul, eles recepcionaram os jogadores e receberam até um aceno do técnico Dunga.

Sem um hotel exclusivo para a sua delegação ficar em Port Elizabeth, o Brasil teve que se contentar com improvisações para manter o isolamento dos jogadores durante a Copa do Mundo. Nesta quarta-feira, o time se despediu do The Fairway Hotel, onde estava desde a chegada à Africa do Sul, no dia 27 de maio. Na concentração oficial, em Joanesburgo, todas as exigências de Dunga podiam ser atendidas.

Foto: Paulo Passos, enviado iG

Luis Fabiano chega ao hotel da seleção

Após o jogo contra o Chile, o técnico reclamou que a falta de um lugar com as mesmas características poderia atrapalhar o time. “Isso interfere porque a gente estava bem acomodado, habituado, tranqüilo, em um ambiente muito saudável, favorável à preparação da seleção. Agora vamos conviver em um hotel mais movimentado, com mais gente, mais confusão, e teremos de superar. Para nós seria melhor no hotel em que estamos, concentrados só com o pessoal da seleção, falando de futebol o dia inteiro e agora teremos de lidar com outra realidade”, disse Dunga.

Até o próximo sábado, a seleção brasileira ficará no Protea Hotel Marine, em Port Elizabeth. Diferentemente da base de Joanesburgo, o local não será usado exclusivamente pela delegação do Brasil. Apenas uma parte foi isolada para os jogadores, sendo que o restante do hotel segue recebendo outros hospedes.

A pedido da CBF(Confederação Brasileira de Futebol), o estabelecimento tentou improvisar um isolamento na entrada e tapou com cortinas pretas as janelas dos corredores e do salão de lazer usados pelos jogadores. Tudo para evitar o acesso de jornalistas e torcedores. Além disso, Dunga não quer sejam feitas imagens dos atletas durante os momentos de folga.

Foto: Paulo Passos, enviado iG

Cortinas pretas protegem os jogadores da seleção

Os funcionários do local também foram orientados a não passarem informações sobre os detalhes da permanência da seleção no local. O gerente do hotel não quis dizer à reportagem do iG quantos quartos serão usados pelo Brasil. Ao ser informado que falava com jornalistas, ele virou as costas e foi embora. Antes, informou: “somos orientados pela Fifa a não divulgar nada”.

O isolamento foi uma das principais bandeiras levantadas por Dunga para vencer o hexacampeonato. Inspirado no exemplo de 2006, quando a preparação do Brasil foi classificada como aberta demais e mal planejada até mesmo por quem a organizou, o técnico priorizou a concentração. Até mesmo visitas dos familiares acabaram sendo barradas. Foi assim em Curitiba e durante a estada em Joanesburgo.

Na próxima sexta-feira, o Brasil enfrente a Holanda, no estádio Nelson Mandela Bay. Quem vencer se classifica para as semifinais do Mundial.