da Folha

A balança comercial do país apresentou um saldo positivo de US$ 2,278 bilhões em junho, ante US$ 3,444 bilhões em maio. O resultado também ficou abaixo do saldo visto em junho do ano passado, quando as exportações superaram as importações por US$ 4,604 bilhões.

Trata-se do superavit comercial mais baixo para um mês de junho desde 2002 (US$ 684 milhões). E também do saldo mais baixo para o primeiro semestre nos últimos oito anos (US$ 2,618 bilhões).

A conta considera a diferença entre importações e exportações. O saldo fica positivo se as exportações superam as importações. O desempenho inverso é preocupante porque o aumento de importações pode afetar a produção da indústria local.

No acumulado de janeiro a junho, o país teve um saldo positivo de US$ 7,887 bilhões, bem abaixo do saldo comercial de US$ 13,907 bilhões registrado no primeiro semestre do ano passado.

Em junho, as exportações somaram US$ 17,095 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 14,817 bilhões. No mesmo mês do ano passado, as vendas externas haviam alcançado US$ 14,4 bilhões, enquanto as importações, US$ 9,86 bilhões.

Semestre

O crescimento das importações brasileiras fez com que o saldo da balança comercial caisse 43,7% no primeiro semestre deste ano, na comparação com os seis primeiros meses do ano passado.

A diferença entre o que o Brasil exportou e importou de janeiro a junho foi de US$ 7,8 bilhões (média diária de US$ 64,1 milhões), contra US$ 13,9 bilhões em 2009 (média diária de US$ 114 milhões).

Ainda na comparação pela média diária, o valor das importações subiu 43,9% no semestre, passando de US$ 56,04 bilhões (média diária de US$ 459 milhões) para US$ 81,3 bilhões (média de US$ 661 milhões).

Já as exportações aumentaram 26,5% no primeiro semestre, alcançando US$ 89,18 bilhões (média de US$ 725,1 milhões).