Associated Press/Estadão

SEUL – A Coreia do Norte rejeitou neste domingo, 27, uma proposta do comando da Organização das Nações Unidas (ONU) de participar de conversações militares sobre o afundamento de um navio de guerra da Coreia do Sul, atribuído a Pyongyang, informou a imprensa norte-coreana.

“Os imperialistas americanos” usaram a comissão do armistício para enviar “uma mensagem ridícula no qual propuseram negociações a nível geral para informar seus resultados”, disse a agência oficial KCNA. O comando da ONU, que supervisa a trégua que colocou fim à Guerra da Coreia em 1953, lançou uma investigação sobre o naufrágio.

Uma equipe de investigadores internacionais concluiu no mês passado que a culpa do acidente foi dos militares norte-coreanos. O naufrágio ocorreu após uma explosão do casco do navio Cheonan no Mar Amarelo, perto da fronteira marítima dos dois países, e deixou 46 marinheiros mortos.

As investigações sul-coreanas foram respaldadas pelos EUA e Seul pressiona o Conselho de Segurança da ONU para aplicar sanções contra Pyongyang. Os norte-coreanos, porém, dizem que os resultados foram invenções e que responderiam militarmente caso o Conselho de Segurança tome alguma decisão prejudicial ao país.

O episódio do navio elevou a tensão entre as duas Coreias, tecnicamente em guerra desde 1950, quando começou a Guerra da Coreia. O conflito nunca foi formalmente encerrado e os dois lados permanecem apenas em trégua, embora haja atritos frequentemente.

Outra questão que gera impasse é o programa nuclear norte-coreano, considerado uma ameaça pelo sul. Pyongyang se recusa a retornar à mesa de negociações para abandonar os projetos atômicos e diz que só o fará se a Guerra da Coreia for encerrada formalmente.