O Globo

BRASÍLIA – Como sempre acontece, não será nada pacífica a convenção nacional do PMDB convocada para aprovar a coligação com o PT e a chapa Dilma Rousseff presidente e Michel Temer (SP) vice. A Executiva nacional do partido decidiu nesta sexta-feira não barrar a inscrição do governador afastado do Paraná, Roberto Requião, e do jornalista Antonio Pedreira para se candidatarem a presidente no lugar de Dilma. Certos de que terão 90% dos votos dos 569 convencionais pró -Dilma, a cúpula governista do PMDB pretende, com a votação, explicitar o tamanho da dissidência interna.

Com essa decisão, Requião desistirá de entrar com ação para impugnar a convenção e o edital lançado , que só previa a coligação com o PT de Dilma. Mas se não tem ação na Justiça, haverá protestos. Desta vez a reação será do PMDB do rio de Janeiro. Até hoje à tarde Michel Temer tentava convencer os governadores Sérgio Cabral (RJ) e Paulo Hartung (ES) a comparecerem à convenção.

Na quinta-feira os dois governadores, em protesto pela aprovação da partilha dos royalties no Senado, decidiram não comparecer à convenção, alegando que tinham sido traídos pelos próprios companheiros. Mas a tropa de choque de Cabral, liderada pelo vice-governador Pezão, deverá comparecer para manifestar a indignação do PMDB fluminense contra o PMDB nacional que ajudou a aprovar as emendas Ibsen Pinheiro (RS).

Caberá ao presidente da Assembléia Legislativa do Rio, Jorge Picciani, fazer o discurso manifesto contra a decisão do Senado e do PMDB nacional.

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