Sidnei Matos l A TARDE

Arestides Baptista/Agência A TARDE

Delegados, peritos e outros policiais acompanharam a reconstituição do crime

Delegados, peritos e outros policiais acompanharam a reconstituição do crime

O delegado titular da 18ª CP (Camaçari), Clayton Leão Chaves, 35, foi assassinado porque um dos assaltantes que tentaram levar seu Ecosport o teria reconhecido como policial, acredita a viúva do delegado, a dentista Simone Oliveira. A observação foi feita por ela durante a reconstituição do crime, realizada nesta terça-feira, 8,  na Ladeira das Pedreiras, rua transversal à  Estrada da Cascalheira (Camaçari), onde o delegado foi morto, em 26 de maio último.

O procedimento ratificou a tese de que ele foi  morto numa tentativa de assalto e não numa execução, como   já indicavam as investigações. Integrante da equipe de investigadores da 18ª CP há dois anos, Firmino Domingos afirmou que, embora hoje negue, Reinaldo Valença de Lima, 27 anos, autor dos disparos, confessou, quando preso, que conhecia o delegado Clayton. Ele teria ido à delegacia acompanhado de advogado para liberar sua motocicleta depois de fugir de uma abordagem policial no  bairro de Gleba E, onde mora.

A reconstituição teve sete horas de duração, iniciando-se por volta das 8h30, na cidade de Dias D’Ávila, onde os acusados roubaram três carros antes de chegar ao delegado. Na cidade, os policiais encontraram, durante a reconstituição, a chave de um dos veículos roubados, o que, para a polícia, reforça a veracidade das declarações dos presos, que disseram ter deixado a chave no local.

Acompanhados por peritos, pelo diretor do Departamento de Narcóticos (Denarc), delegado Cleandro Pimenta, responsável pelas investigações, e pelas promotoras Karine Macedo e Advanir Figueiredo, da  Promotoria de Justiça Criminal em  Camaçari, os três acusados do crime simularam todos os passos dados por eles no dia do episódio. A viúva não teve contato com os bandidos nem com a imprensa. Ela estava no carro quando o  delegado foi  morto concedendo entrevista à rádio Líder FM.  

Confirmado como autor dos disparos pelo exame de resíduo balístico realizado pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT), Reinaldo usava uma máscara brucutu.